Congresso vai debater violência contra jornalistas

O seminário deverá contar com a participação de representantes de várias instituições governamentais e civis. Serão convidados o ministro da Justiça, Sergio Moro, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Comissão do Congresso que está analisando a atualização do Código Penal Brasileiro, além de entidades de classe do setor de comunicação, como Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Federação dos Radialistas (Fitert) e outras.

A conselheira do CCS, Maria José Braga, ressaltou a importância de se discutir a questão do crescimento da violência contra jornalistas. “Esse é um problema que não estamos dando conta nem mesmo de acompanhar”, afirmou à rádio Senado.

No ano passado, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 156 casos de agressões a profissionais de imprensa em contexto político-eleitoral. De acordo com o levantamento, foram 85 ataques virtuais a 69 profissionais e 71 casos de agressões físicas a 66 comunicadores.

EBC

Outro tema discutido durante a reunião do Conselho foi a situação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Assim que o presidente da República, Jair Bolsonaro, indicar o novo presidente da empresa, os conselheiros pretendem convidá-lo a participar de uma audiência para falar sobre o futuro da rede.

O Conselho também planeja realizar um seminário específico sobre o financiamento do sistema público de radiodifusão ainda no segundo semestre deste ano.

 

Recentemente, em entrevista ao jornal O Globo, o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Carlos Alberto dos Santos Cruz, declarou que a EBC não será extinta pelo governo. Contudo, segundo ele, a empresa passará por uma reestruturação.

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