Como os EUA, com mais de 245 mil casos, se tornaram epicentro de epidemia de coronavirus

Um dia depois de os Estados Unidos confirmarem seu primeiro caso de coronavírus, em janeiro deste ano, o presidente do país, Donald Trump, garantiu, no Fórum Econômico de Davos, que a situação estava sob controle.

“É só uma pessoa que veio da China e temos tudo sob controle. Tudo ficará bem”, disse ele à emissora americana CNBC.

Os dias se passaram e, apesar das queixas de inação por especialistas e críticos do governo, Trump insistiu que o vírus “desapareceria” como se fosse um milagre.

“O risco para os americanos ainda é muito baixo. Quando você tem 15 pessoas… em alguns dias, vai diminuir e ficar perto de zero. É um trabalho muito bom que fizemos”, disse Trump em 26 de janeiro.

Um mês e meio depois, a maior economia do mundo se tornou o novo epicentro mundial da pandemia de covid-19.

E na última terça-feira, 31 de março, com mais de 3,6 mil mortes, os Estados Unidos ultrapassaram a China em número de óbitos atribuídos ao novo coronavírus.

Foi naquele país asiático que a pandemia surgiu. Alguns dias antes, Itália e Espanha também já haviam superado a China nesse quesito.

A própria Casa Branca agora estima que o novo vírus poderia causar entre 100 mil e 200 mil mortes nos Estados Unidos.

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