Chegada do inverno e predadores devem diminuir nuvem de 400 milhões de gafanhotos

Uma gigantesca nuvem escura no céu que se move rapidamente no horizonte viralizou nas redes sociais e ganhou as manchetes nesta semana. Chegando mais perto, a surpresa: a mancha viva são milhões de gafanhotos voando juntos.

O serviço de monitoramento argentino calcula que sejam quatrocentos milhões de gafanhotos migrando do norte para o sul, em direção ao Brasil e o Uruguai. O fenômeno deixou produtores rurais assustados. Uma população tão grande de gafanhotos não precisa de muito tempo para devorar uma lavoura inteira.

Os gafanhotos são mais gulosos na fase adulta. Em alguns vídeos, é possível ver a capacidade deles de devorar qualquer tipo de folhas. Mas eles não representam riscos para humanos. Não atacam e não transmitem doenças.

schistocerca cancellata é popularmente conhecido como gafanhoto sul-americano. Vive por até quatro meses. Tem em média 7 centímetros de comprimento. Coloração marrom. E característica migratória.

Especialistas argentinos dizem que a nuvem teria surgido no Paraguai. Já o Paraguai, alega que a nuvem surgiu no norte da argentina. Quarenta milhões de gafanhotos por quilômetro quadrado, capazes de comer em um dia o mesmo volume de pasto que duas mil vacas.

No Brasil, os últimos registros de uma nuvem tão grande são de 1947. Jornais do Rio Grande do Sul destacaram a invasão de gafanhotos na época. No laboratório da EMBRAPA em Pelotas, ainda há um gafanhoto preservado há setenta e três anos.

O pesquisador da EMBRAPA, Dori Navas explica o que pode ter gerado essa nova nuvem que ameaça entrar no Brasil:

“Esse gatilho foi dado pela falta de alimento e pelas altas temperaturas. Eles conseguem adquirir energia através dos raios solares. Então a temperatura, tem que ser próxima de trinta graus para que ele consiga migrar, formar essas nuvens. E quanto maior é a velocidade do vento, maior o deslocamento dele”

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