Autoridades da justiça dos EUA descreveram manipulação ‘flagrante’ de Trump

Parlamentares que investigam a insurreição do ano passado contra o Capitólio dos Estados Unidos discutiram nesta quinta-feira (23) os esforços “descarados” de Donald Trump para transformar o Departamento de Justiça em seu escritório de advocacia “pessoal” com o objetivo de anular a eleição na qual foi derrotado por Joe Biden.

Na quinta audiência de sua investigação de um ano sobre os fatos, o painel da Câmara destacou a pressão de Trump sobre funcionários como parte de sua campanha para alegar sem provas que a presidência lhe foi roubada por fraude eleitoral.

O comitê ouviu Jeffrey Rosen, que se tornou procurador-geral depois que Bill Barr renunciou, e que rapidamente se viu no centro dos esforços de Trump para minar a confiança na eleição.

Destacando a intensa pressão de Trump sobre o departamento, Rosen disse que o presidente o contatou quase diariamente desde o final de dezembro de 2020 até o início de janeiro de 2021.

“Em uma ocasião, ele levantou a possibilidade de ter um advogado especial para fraude eleitoral. Em outras ocasiões, ele sugeriu que eu me encontrasse com seu gerente de campanha, Sr. (Rudy) Giuliani”, disse Rosen.

“Em outro momento, ele levantou se o Departamento de Justiça iria processar a Suprema Corte. Em alguns momentos, houve dúvidas sobre fazer declarações públicas ou realizar entrevistas coletivas.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *