Campo Grande, 21 de junho de 2026

Sem-terra invadem fazenda dos Bumlai e são expulsos pelo choque em Dourados.

Grupo liderado pela Frente Camponesa de Luta ocupou área no sábado e saiu neste domingo. Pelo menos 60 trabalhadores rurais sem-terra da Frente Camponesa de Luta desocuparam, nesse domingo (19), a Fazenda São Marcos, localizada no município de Dourados. A área havia sido invadida na madrugada do dia anterior. A desocupação ocorreu após intervenção do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O líder da invasão foi preso…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/sem-terra-invadem-fazenda-dos-bumlai-e-sao-expulsos A propriedade pertence a Fernando de Barros Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai. Na área funcionava a Usina São Fernando, vendida em 2022 por R$ 661 milhões para ser desmontada. De acordo com boletim de ocorrência registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), ao tomar conhecimento da invasão, o gerente da fazenda, Derlei Amorim de Menezes, 53, foi até o local conversar com os sem-terra, mas teria sido ameaçado de morte. Segundo ele, os invasores fizeram barricada numa ponte existente no local para impedir a passagem de veículos. A Polícia Militar foi chamada. Entretanto, como os sem-terra se negavam a deixar a propriedade, o Batalhão de Choque foi mobilizado para apoiar a ação e dois pelotões foram enviados ao local. Houve nova tentativa de negociação, mas sem sucesso…. veja mais emConforme boletim de ocorrência, os policiais foram então posicionados para demonstração de força e tiveram de usar bombas de gás para afastar os sem-terra. Com o avanço da tropa, os trabalhadores recuaram e pedir um tempo para retirar seus pertences. Segundo a PM, eles começavam a montar barracos na fazenda…. veja mais em https://www.campograndenews.com.br/cidades/interior/sem-terra-invadem-fazenda-dos-bumlai-e-sao-expulsos O arrendatário da área cedeu veículos para a retirada dos materiais dos invasores. Um advogado da Frente Camponesa de Luta acompanhou a ação. Apontado como líder da invasão, um homem de Maringá (PR) foi preso, mas liberado após assinar um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência).

Agems renova 148 autorizações provisórias de transporte de passageiros até 2026

A Agência Estadual de Regulação (AGEMS) publicou ontem (17) 148 autorizações para operadores de transporte rodoviário intermunicipal de passageiros, garantindo a continuidade do serviço a usuários de todo o Estado pelos transportadores devidamente regularizados. O procedimento renova as autorizações provisórias, que vencem em 18 de janeiro, até 18 de novembro de 2026, ou até a conclusão do edital de Chamamento Público. Esse é o prazo de transição determinado pela Lei nº 5.976, de 17 de novembro de 2022, base para a remodelação do transporte intermunicipal que está sendo feita pelo Estado. Os operadores que solicitaram a renovação até 20 de dezembro e atenderam a todos os requisitos estabelecidos na Portaria n° 283/2024 tiveram os pedidos aprovados. “Estamos trabalhando por um transporte melhor no futuro, e também cuidando de garantir a continuidade do atendimento ao passageiro no presente, com maior segurança, qualidade e transparência durante o período de transição”, explica o diretor-presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis. A diretora de Transportes, Caroline Tomanquevez, reforça que esse é um serviço essencial, e “a AGEMS tem atuado para garantir que as operações ocorram de forma eficiente e segura durante o processo de remodelação”. “É importante ressaltar que, conforme a Lei 5.976/2022, novas autorizações dependem da viabilidade técnico-operacional e econômico-financeira, definidas por estudos com critérios objetivos. Estamos trabalhando nesses estudos, por isso, nesse período de transição, autorizações para novos operadores não podem ser emitidas”, esclarece a diretora. Obrigações, qualidade e inovação Para obter aprovação, os operadores precisaram comprovar ter o registro cadastral vigente junto à AGEMS; frota compatível com as linhas operadas, com vistoria atualizada e seguro de responsabilidade civil válido; e adimplência financeira com a Agência. Também são obrigações: estar credenciamento no sistema BP-e (Bilhete de Passagem Eletrônico) e autorizar o compartilhamento desses dados por parte da Secretaria de Fazenda com a AGEMS, além de ter instalados os módulos de telemetria em 100% da frota, para monitoramento em tempo real. Essas condições ligadas à bilhetagem e ao rastreamento eletrônico dos veículos já são parte da modernização na regulação técnica e regulação econômica que vem sendo implementada pela Agência e que conta com um Centro de Integração Técnica e Inteligência. Nos casos de operadores que não obtiveram a renovação por descumprirem as exigências, a Portaria 283 já havia determinado um período de transição de 30 dias a partir de 18 de janeiro. Assim, fica garantida a continuidade do atendimento à população nesse prazo, e a AGEMS irá avaliar a necessidade de substituição do transportador. Gizele Oliveira, Comunicação Agems

Alavancado pelas exportações, abate de bovinos em MS cresce 12% em 2024

Estado fecha ano com US$ 1,223 bilhão em vendas externas de carne in natura De janeiro a dezembro de 2024, o abate de bovinos em Mato Grosso do Sul alcançou a marca histórica de 3,963 milhões de animais, um crescimento de 12% em relação ao ano de 2023, quando o Estado enviou 3,537 milhões de cabeças para a indústria frigorífica. Do total abatido, 2,129 milhões foram machos (aumento de 17,4%) e 1,833 milhão foram fêmeas (aumento de 6,29%) ao longo do ano passado. Para Caio Rossato, zootecnista e consultor da empresa PECBR Soluções, especializada em acompanhamento técnico de abates, a produção recorde de carne em 2024 é creditado, principalmente, ao aumento das exportações de Mato Grosso do Sul. No ano passado, segundo a Carta de Conjuntura Comércio Exterior, elaborada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o MS exportou 257,1 mil toneladas carne bovina in natura, contra 192,7 mil toneladas de 2023 – um crescimento de 33,6%. Pelo volume de carne bovina exportada, o Mato Grosso do Sul faturou 8,6% a mais em 2024 e fechou o ano com US$ 1,223 bilhão, contra US$ 915 milhão do ano anterior. O preço médio pago pela tonelada de carne foi de US$ 4.759,52. Para Rossato, essa valorização entre 15% e 18% do dólar ao longo do ano, deixou o carne bovina brasileira mais atrativa para as exportações. “A abertura de 4 plantas para o mercado da China no segundo semestre em MS acabou aquecendo esse mercado e aumentando a competição”, aponta ele. A China, segundo a Semadesc, foi o destino de 24,18% de toda a carne bovina exportada por Mato Grosso do Sul em 2024, seguida pelos Estados Unidos (18,42%) e Chile, com 14,58%. No total, o MS exporta a carne para quase 70 países. Em 2024, segundo o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o Brasil exportou carne bovina in natura para 135 países. No geral, a China permanece como o principal destino dos produtos de MS, representando cerca de 45,4% no valor total do ano, seguida pelos Estados Unidos (6,7%) e Países Baixos (4,9%). Em destaque nas exportações, o Emirados Árabes Unidos, que registrou um aumento de 109,1% e a Turquia com 163,2%, ambos comparados com o mesmo período de 2023. Abate de fêmeas aumentaEm 2024, do total de animais abatidos, 46,25% eram fêmeas. De acordo com o Boletim Casa Rural, da Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul), elaborado com números da Iagro-MS (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), houve um crescimento de 6,29% no abate de fêmeas no Estado. O ano passado registrou o terceiro maior abate de fêmeas desde 2014, atrás apenas de 2019 e 2014. Praticamente metade das fêmeas abatidas no período possuíam mais de 36 meses, ou seja, eram animais que encontravam-se em plena maturidade reprodutiva, o que pode aumentar – aliado a outros fatores – o impacto sobre a oferta de gado para reposição nos próximos anos. Manobra do governo e atraso no Orçamento ameaçam pagamento de Auxílio Gás em 2025 José Roberto dos Santoscorreiodoestado