Campo Grande, 21 de junho de 2026

Servidores vão às ruas nas 79 cidades de Mato Grosso do Sul com a missão de erradicar extrema pobreza no Estado

Mais de 150 servidores do Mais Social vão às ruas nas 79 cidades sul-mato-grossenses, a partir de segunda-feira (17), atrás de pessoas em situação de vulnerabilidade e que estão fora dos programas sociais. A missão é ajudar a fazer de Mato Grosso do Sul o 1º estado do País a erradicar a extrema pobreza. Os servidores irão de casa em casa, numa busca ativa por possíveis futuros beneficiários dos programas sociais, desde que todos estes atendam de fato os requisítos mínimos. Aos servidores do programa, o governador Eduardo Riedel explicou a importância da ação. “Vocês vão ajudar a eliminar a extrema pobreza, retirando dessa situação as famílias que recebem menos de R$ 209 per capita. Estamos tendo uma conduta técnica. Vocês estão carregando uma das principais bandeiras do Governo, que é crescer sem deixar ninguém para trás”. De acordo com a secretária de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Patrícia Cozzolino, essa busca ativa só será possível por conta do mapeamento feito pela pasta, em parceria com a Segem/Segov (Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo), mostrando onde estão as pessoas em situação de extrema pobreza. “Quando assumimos a secretaria, encontramos 40 mil pessoas que viviam com menos de R$ 209 mensais per capita, que são aquelas que estão na extrema pobreza. Fomos incluindo essas pessoas nos programas sociais, mas ainda existem 17 mil nessa situação. Elas eram chamadas de ‘invisíveis’, mas agora nós já localizamos essas pessoas por georreferenciamento. Vamos até a casa delas para dar essa oportunidade de mobilidade social”, contou Cozzolino. Em 2023, de acordo com o IBGE, a extrema pobreza em Mato Grosso do Sul caiu 25%, passando de 2,7% para 2% – um dos menores índices do País e reflexo do crescimento econômico aliado às políticas transversais de assistência social, educação, trabalho e renda. Com tablets e identificados Para não prejudicar o atendimento na sede do programa, os servidores vão se revezar no trabalho de busca ativa. Munidos de tablets e identificados com crachás e coletes, eles vão bater de casa em casa fazendo o pré-cadastro dos que se enquadrarem para receber o benefício. Paulo Fernandes, Comunicação SeadFoto de capa: Laucymara Ayala Ajala/SeadGaleria: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Inflação no País acelera em fevereiro e fica em 1,31%, pressionada por alta na conta de luz e alimentação

É a maior alta do IPCA para um mês de fevereiro desde 2003, segundo o IBGE; aumento da energia elétrica residencial exerceu impacto de 0,56 ponto percentual no índice A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 1,31% em fevereiro, após registrar 0,16% no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a maior alta para um mês de fevereiro em 22 anos — em 2003, havia ficado em 1,57%. É também a maior taxa desde março de 2022 (1,62%). A alta foi influenciada especialmente pelo aumento de 16,8% na energia elétrica residencial. Já o grupo habitação, com queda de 3,08% em janeiro, teve alta de 4,44% em fevereiro. — Essa alta se deu em razão do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos em faturas no mês de janeiro. Com isso, o sub-item energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% em janeiro para uma alta de 16,8% em fevereiro — explica Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. A maior variação foi observada no grupo educação, com alta de 4,7%. Fernando explica que esse aumento se deu em razão dos reajustes nas mensalidades escolares praticados no início do ano letivo. Alimentação e transportes têm desaceleraçãoO grupo alimentação e bebidas teve variação de 0,7%, o que representa desaceleração em relação ao mês de janeiro, quando ficou em 0,96%. Entre as altas, destacam-se o ovo de (15,39%) e o café moído (10,77%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-4,10%), o arroz (-1,61%) e o leite longa vida (-1,04%). — O café, com problemas na safra, está em trajetória de alta desde janeiro de 2024. Já o aumento do ovo se justifica pela alta na exportação, após problemas relacionados à gripe aviária nos Estados Unidos, e, também, pela maior demanda devido à volta às aulas. Além disso, o calor prejudica a produção, reduzindo a oferta — esclarece Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. O grupo transportes, com 0,61% de variação, também desacelerou em relação a janeiro, quando ficou em 1,3%.

Setor produtivo rural de Campo Grande e região reafirma parceria com Governo de MS por avanços

O setor produtivo rural sul-mato-grossense tem adotado ao longo dos últimos anos metas para garantir o desenvolvimento econômico do Estado, por meio de parcerias, em especial, a capacitação e qualificação profissional, e a introdução de novas técnicas para o aumento da produtividade no campo. E com esta ação estratégica, a nova diretoria do Sindicato Rural de Campo Grande, Rochedo e Corguinho (SRCG), tomou posse na noite desta segunda-feira (10), dando continuidade ao projeto de aprimoramento de boas práticas, com o apoio do Governo do Estado. Presente à solenidade de posse, o governador Eduardo Riedel afirmou que o bom desempenho econômico do Estado se deve, principalmente, ao agronegócio. “Cada uma das instituições que estão aqui hoje representa uma responsabilidade, seja pública ou privada, e mostra a força do Mato Grosso do Sul, com a capacidade de estar junto por um propósito em comum. Nós estamos empenhados em transformar o Mato Grosso do Sul num estado próspero, que dê oportunidade para as pessoas, que siga o caminho da modernidade e do desenvolvimento, com igualdade social, por meio da educação, da qualificação e do emprego Riedel ainda acrescentou que o PIB sul-mato-grossense é sinônimo de investimento público e privado, de renda média salarial e saldo positivo da balança comercial. “Cada um desses itens deve ser construído ao longo do tempo para se alcançar um ambiente de negócio favorável e que privilegia aqueles que colocam o seu capital. E a nossa atividade agropecuária, e a nossa atividade industrial ligada a esse setor, é a chave neste processo”, admitiu. Muito emocionado, Alessandro Oliva Coelho, que deixa o cargo de presidente do SRCG, agradeceu todos os parceiros e amigos que fez na entidade, lembrando dos desafios enfrentados como a pandemia de Covid-19, eventos climáticos severos e a busca por qualificação de profissionais que trabalham no campo, além de estabelecer parcerias para garantir uma aprendizagem constante para o setor. Eleito por unanimidade em chapa única, no início do mês de fevereiro, José Eduardo Duenhas Monreal assume a presidência do Sindicato até 2028, também com o desafio de dar continuidade às propostas já implementadas, fortalecendo o trabalho de produtores rurais e a representatividade do setor agropecuário. Em seu discurso de posse, o dirigente destacou que entre as prioridades estão a melhoria da infraestrutura, energia elétrica, estradas rurais e assistência técnica, além do fornecimento de informações de mercado para garantir mais rentabilidade aos produtores. O novo presidente também ainda ressaltou o crescimento de novas cadeias produtivas no estado, como silvicultura, produção de laranja e amendoim, além do avanço da suinocultura. A entidade seguirá apoiando os produtores na adaptação a essas oportunidades e na busca por maior competitividade. “Mais do que nunca, vamos precisar continuar trabalhando juntos. Nossa classe enfrenta desafios significativos desde a produção, sucessão familiar, gestão dos negócios, segurança no campo, energia, infraestrutura, até chegar ao valor da produção e comercialização, passando por condições climáticas adversas, tais como fogo, seca e chuva em excesso”, frisou. Monreal é natural de Mirandópolis (SP) e chegou ao Mato Grosso do Sul em 1988, construindo uma trajetória no agronegócio. Engenheiro agrônomo, atuou na antiga Empaer (atual Agraer) como extensionista rural e desenvolveu projetos de irrigação e nutrição animal. Um dos momentos mais marcantes da solenidade foi a homenagem prestada a homens e mulheres por sua contribuição ao campo. Maria Cristina Possari Lemos, Antonio de Moraes Ribeiro Neto (Toninho), e o casal Pio Queiroz Silva e Roseli Maria Ruiz, foram lembrados por suas contribuições ao desenvolvimento do agronegócio e resiliência em defesa do setor. Muito prestigiado, o evento de posse contou com a presença maciça de associados, autoridades civis e militares, dirigentes de entidades, em especial, o presidente da Famasul, Marcelo Bertoni, parlamentares, e secretários estaduais, entre eles, Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica), e Rogério Beretta (Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Projetos como os encontros do Café da Manhã e o Interagro 2025, previsto para junho, continuarão sendo promovidos para fomentar debates e parcerias no setor agropecuário. Além disso, o SRCG manterá colaborações estratégicas com o Governo do Estado, prefeituras e entidades como Famasul, Senar/MS e ASUMAS, garantindo a capacitação e qualificação de mão de obra para o agronegócio. Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MSFotos: Bruno Rezende/Secom