Saúde MS- Gestantes dormem em cadeiras quebradas por falta de leitos no Hospital Regional

Pacientes e acompanhantes denunciam descaso e maus-tratos por parte da equipe médica. A maternidade do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, enfrenta superlotação, obrigando gestantes a dormirem em cadeiras e bancos da área de espera devido à falta de leitos. Além da precariedade na acomodação, pacientes e acompanhantes denunciam descaso e maus-tratos por parte dos funcionários. Uma acompanhante, que passou dias no hospital acompanhando uma gestante de 40 semanas, descreveu a experiência como desumana. Segundo ela, as mães que aguardam o parto são obrigadas a permanecer sentadas em cadeiras, muitas delas quebradas, enquanto lidam com dores intensas. “Estamos aqui desde terça-feira. Passamos por muitas humilhações até hoje. Estou acompanhando a gestante que conseguiu ganhar o bebê depois de sofrer 19 horas, pois tentaram até o último momento o parto normal”, relatou. A acompanhante também afirmou que, na primeira internação, a gestante dormiu em um banco por falta de leito e, mesmo após a alta, precisou retornar ao hospital dias depois. “As mamães, para ganhar bebê, ficam sentadas, passando mal nessas cadeiras até de manhã. Muitas cadeiras estão quebradas. Já questionei que é desumano uma grávida dormir na cadeira com dor, mas não fizeram nada. Reclamei e responderam com desprezo. É humilhante”, afirmou. Além das dificuldades estruturais, há denúncias de falta de empatia da equipe hospitalar. A acompanhante relatou que tentou pedir ajuda para uma gestante que apresentava tremores durante a madrugada, mas foi recebida com agressividade por uma funcionária. “Foi uma luta, um verdadeiro descaso. Ainda ficam de risadinhas e comentários desnecessários enquanto as mãezinhas estão gritando para terem suas crianças. Muita humilhação mesmo”, desabafou. A administração do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul foi procurada para comentar as denúncias, mas não respondeu até a publicação desta matéria. Além das dificuldades estruturais, há denúncias de falta de empatia da equipe hospitalar / Repórter Top top midia
Despachante foragido pivô de escândalo nas eleições ao acusar Beto Pereira (PSDB) avalia se entregar

O despachante David Cloky Hoffmam Chita mudou de estratégia e contratou dois novos advogados para atuarem em sua defesa para, ao que tudo indica, se entregar após nove meses foragido. Ele é réu em duas ações penais por fraudes no Departamento Estadual de Trânsito e está “em lugar incerto e não sabido” desde 12 de junho de 2024, quando a polícia não o encontrou para cumprir mandado de prisão. David Chita foi figura central nas eleições para prefeito de Campo Grande no ano passado ao acusar o então candidato Beto Pereira (PSDB) de comandar um esquema corrupção no Detran-MS e dizer que o deputado federal teria recebido R$ 1,2 milhão em propina para sua campanha. O tucano negou as acusações, mas acabou fracassando nas urnas e ficou fora do segundo turno. A prisão preventiva de Chita foi decretada pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, da 4ª Vara Criminal, e mantida pela juíza Eucélia Moreira Cassal, da 3ª Vara Criminal, e pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Chita é réu por associação criminosa, inserção de dados falsos no sistema do Departamento Estadual de Trânsito e causar um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões. O DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) deflagrou a operação para prender o despachante, mas ele não foi localizado e permanece foragido. Apesar de estar com mandado de prisão em aberto, David Clocky Hoffmam Chita ganhou os holofotes na campanha eleitoral ao divulgar um vídeo no Midiamax para acusar o deputado federal de ser o líder do suposto esquema criminoso. Ele dizia que tinha interesse em fazer delação premiada. O Ministério Público rejeitou a proposta de colaboração premiada feita pela despachante. Uma suposta delação, porém, voltou a circular e O Jacaré apurou que David Chita contratou os advogados André Borges e Vander Ricardo Gomes de Oliveira Almeida, o que alimentou ainda mais os rumores. No entanto, esta opção estaria descartada. O advogado André Borges confirmou que assumiu a defesa do despachante, mas se limitou a dizer que atualmente está “estudando os vários processos; medidas para garantir a liberdade”. De acordo com a investigação, o esquema de corrupção era comandado pelo despachante David Cloky Hoffaman Chita em conluio com a servidora comissionada do Detran-MS Yasmin Osório Cabral. Ela chegou a ser presa, mas obteve prisão domiciliar no dia 21 de agosto do ano passado após informar estar grávida. O jacare

