Governo de Mato Grosso do Sul antecipa pagamento do Mais Social para mais de 37 mil beneficiários

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul anunciou a antecipação do pagamento do programa Mais Social, que estará disponível nos cartões dos beneficiários na próxima quinta-feira (17). A medida beneficia diretamente 37.875 famílias em situação de vulnerabilidade social, que receberão o valor de R$ 450 por meio do cartão do programa. A antecipação do pagamento também colabora com o comércio local, movimentando a economia nos municípios sul-mato-grossenses. Com a antecipação, o investimento total do Estado será de R$ 17.043.750. O valor, geralmente pago após o dia 20 de todo mês, é destinado à manutenção da dignidade e à promoção da inclusão social, permitindo que milhares de famílias sul-mato-grossenses tenham acesso a alimentos e produtos de primeira necessidade. O Mais Social é um dos principais programas de transferência de renda do Estado, coordenado pela Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), que tem como foco o enfrentamento à insegurança alimentar. Além do pagamento regular aos beneficiários ativos, o Governo do Estado também autorizou o repasse adicional de R$ 289.198,57. Esse montante será destinado a 553 beneficiários que ainda possuem saldo na via anterior do cartão do programa. A transferência para a nova via garante a continuidade do acesso ao benefício sem perdas financeiras para essas famílias. O cartão do Mais Social não permite saque em espécie, sendo exclusivamente utilizado para compras de gêneros alimentícios, gás de cozinha e produtos de higiene. O objetivo é assegurar que o recurso cumpra sua função essencial de fortalecer a segurança alimentar e nutricional das famílias atendidas. A antecipação visa garantir mais segurança alimentar às famílias. Para mais informações, os beneficiários podem acessar o site da Sead (www.sead.ms.gov.br) ou pelo telefone (67) 3368-9000. A antecipação do Mais Social reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso do Sul com a justiça social e o apoio às populações mais vulneráveis. Leomar Alves Rosa, Comunicação SeadFotos: Monique Alves
Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar para Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle

Parlamentar ficará em monitoramento no Rio de Janeiro, onde tem residência. Além do uso do dispositivo, deputado terá uma série de proibições. O deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ) foi liberado do Presídio Federal de Campo Grande (MS), no início da tarde deste sábado (12), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele ficará em prisão domiciliar no Rio de Janeiro (RJ), cidade onde tem residência oficial, sendo monitorado através de tornozeleira eletrônica. O parlamentar é um dos acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL). Em 2018, em uma emboscada, ela e o motorista Anderson Gomes foram assassinados. Ele estava preso desde março de 2024. Investigação conduzida pela Polícia Federal concluiu que Chiquinho e o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Domingos Brazão, foram os mandantes da execução de Marielle. Domingos continua preso. Os dois irmãos são réus no STF por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. A liberaçãoNa manhã de sábado (12), a informação era de que a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) não tinha sido notificada oficialmente da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Já no início da tarde, o deputado deixou o presídio federal e foi encaminhado para a Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual, para colocar a tornozeleira eletrônica. Duas horas mais tarde, Chiquinho Brazão foi liberado e já está sendo monitorado. ProibiçõesA partir de agora, o deputado terá uma série de proibições. Como a residência oficial declarada por ele fica no Rio de Janeiro, de acordo com a decisão do ministro do STF, é lá que o deputado deverá cumprir pena. Uso de tornozeleira eletrônica, a ser imediatamente instalada como condição de saída do preso das dependências da unidade prisional. Além disso, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário do Estado do Mato Grosso do Sul, em contato com o Secretário Nacional de Políticas Penais, deverá fornecer informações semanais, por parte da central de monitoramento, de todos os dados relacionados ao monitoramento;Proibição de utilização de redes sociais, inclusive de terceiros;Proibição de comunicar-se com os demais envolvidos, por qualquer meio;Proibição de concessão de entrevistas a qualquer meio de comunicação, incluindo jornais, revistas, portais de notícias, sites, blogs, podcasts e outros, sejam eles nacionais ou internacionais, a não ser que o STF autorize.Proibição de visitas, com exceção de seus advogados e de seus irmãos, filhos e netos, além de outras pessoas autorizadas pelo STF. Moraes tomou a decisão com base em um artigo do Código de Processo Penal que prevê a possibilidade de prisão domiciliar no caso de o preso estar “extremamente debilitado por motivo de doença grave”. No despacho, Moraes cita um relatório médico que afirma que, diante da condição de saúde de Chiquinho Brazão, há “alta possibilidade de [ele] sofrer mal súbito, com risco elevado de morte”, e, portanto, existe a indicação para a medida humanitária de prisão domiciliar. Segundo a defesa, o parlamentar tem problemas no coração, e sofre de diabetes e de insuficiência renal. Recentemente, ele foi submetido a um cateterismo. G 1 foto TV senado

