Campo Grande, 21 de junho de 2026

Dia Nacional da Conservação do Solo reforça a importância de práticas sustentáveis

Plantio direto, rotação de culturas, cobertura vegetal e uso racional da água e captura de carbono são práticas que andam juntas nas lavouras do Estado Para o produtor rural, o solo é um dos bens mais valiosos. No Dia Nacional da Conservação do Solo, a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) reforça o papel fundamental dos agricultores na adoção de práticas sustentáveis que garantem a produtividade e a sustentabilidade dos sistemas agrícolas. De acordo com dados do projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, 99,8% das áreas acompanhadas em Mato Grosso do Sul adotam o Sistema de Plantio Direto (SPD); 0,2% operam com cultivo mínimo e 0,7% utilizam o sistema de cultivo convencional. Além do SPD, práticas como rotação de culturas, cobertura vegetal, uso racional da água e captura de carbono são adotadas por produtores sul-mato-grossenses, contribuindo para a preservação e manutenção da qualidade física, química e biológica do solo. Dentre as estratégias, a captura de carbono atmosférico é destaque. A prática consiste na remoção do dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera e armazenamento no solo, por meio da decomposição da palhada, incorporação de matéria orgânica, exsudatos radiculares e fixação biológica do nitrogênio, promovendo o aumento do estoque de carbono do solo (ECS). Andre Dobashi, vice-presidente da Aprosoja/MS e embaixador de carbono pela Bayer, ressalta que a preservação do solo é uma responsabilidade compartilhada entre aqueles que estão inseridos nas atividades agropecuárias, como nos demais setores. No contexto agrícola, Dobashi reforça que a lucratividade está diretamente associada à conservação dos recursos naturais, como o solo e a água. “Solos bem manejados são mais férteis, retêm mais água e reciclam nutrientes com maior eficiência. A conservação do solo é a base para garantir produtividade contínua e sustentável, além de ser muito mais simples do que recuperar áreas degradadas”, explica. Além da captura de CO₂, a gestão hídrica também é favorecida pela conservação do solo. Solos bem estruturados e protegidos apresentam maior capacidade de retenção e infiltração de água, o que reduz a necessidade de irrigação mecanizada pela melhoria da eficiência do uso da água em áreas produtivas. A rotação de culturas é outra aliada da conservação do solo em Mato Grosso do Sul. Entre as culturas mais utilizadas em rotação com a soja, estão o milho safrinha consorciado com braquiária, trigo, sorgo ou pastagens. A alternância de espécies de caixa ou de fins comerciais com espécies de manutenção, auxilia na liberação de nutrientes, interrompe o ciclo de insetos-praga e plantas invasoras, protege o solo do processo de erosão e lixiviação, reduzindo o uso de insumos e promovendo o aproveitamento sustentável das áreas produtivas. A integração dessas práticas permite melhorar a qualidade física, química e biológica do solo — atributos que impactam diretamente na produtividade e, consequentemente, na geração de receita das propriedades rurais. “A rentabilidade e a sustentabilidade são interdependentes na agricultura. A conservação do solo é essencial para manter a produtividade no curto e no longo prazo, além de contribuir para a mitigação das mudanças climáticas”, conclui Dobashi. Texto: Joélen Cavinatto (Assessoria de Comunicação Aprosoja/MS) Foto: Aprosoja/MS

Nova frota de viaturas blindadas reforça segurança da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul

A segurança penitenciária de Mato Grosso do Sul acaba de ganhar um importante reforço com a chegada de 13 viaturas Chevrolet Trailblazer, todas semi-blindadas, destinadas ao fortalecimento das ações operacionais da Polícia Penal em todo o estado. Com investimento superior a R$ 4,5 milhões, os veículos somam tecnologia, proteção e eficiência para o transporte seguro de custodiados e a atuação em missões de alto risco. Equipadas com blindagem parcial de nível IIIA – capaz de resistir a disparos de armas de grosso calibre, como o Magnum .44 – as viaturas também contam com vidros de segurança de espessura entre 17 mm e 21 mm. Os veículos possuem compartimento cela, especialmente projetado para o transporte de presos, oferecendo maior proteção tanto aos policiais quanto aos custodiados. “Com a nova frota, buscamos aprimorar a segurança no sistema prisional e garantir maior eficiência em operações de escolta e transporte, refletindo em mais segurança para toda a população”, ressalta o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Rodrigo Rossi Maiorchini. Segundo o diretor de Operações da Agepen, Flávio Marques, os novos veículos serão destinados aos grupamentos especializados da Polícia Penal e a unidades prisionais estratégicas. “Eles serão utilizados em operações que exigem maior segurança, especialmente no transporte de internos, oferecendo melhores condições de trabalho aos servidores e minimizando riscos em situações críticas”, destaca. O investimento total de R$ 4.531.800 foi viabilizado por meio de recursos dos fundos penitenciários nacional e estadual, com a aquisição sendo feita por meio de ata de registro de preços da Polícia Rodoviária Federal (PRF), sob orientação da Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais). Três viaturas foram adquiridas com verba do Funpen (Fundo Penitenciário Nacional), no valor de R$ 1.045.800, proveniente de transferências realizadas em 2019. As outras dez unidades foram financiadas pelo Funpes (Fundo Penitenciário Estadual), com aporte de R$ 3.486.000. Cada veículo tem custo unitário de R$ 348.600. De acordo com o diretor de Administração e Finanças da Agepen, Anderson Pimentel, a aquisição representa o resultado de um trabalho técnico e coordenado entre diversos setores da instituição. “Foi um processo criterioso, focado em atender às reais demandas da segurança penitenciária e proporcionar melhores condições para o desempenho das funções dos policiais penais”, afirma. “Com a chegada das novas viaturas, Mato Grosso do Sul reforça seu compromisso com a modernização do sistema penitenciário, investindo na valorização dos profissionais e na proteção da sociedade”, finaliza o diretor-presidente da Agepen. Comunicação Agepen