Políticas e desafios do setor produtivo são tema de encontro com futuros líderes do agro de MS

Estudantes do programa Jovem Sucessor, do município de Antônio João, estão hoje (16) na Capital para uma série de encontros com entidades e lideranças do setor produtivo. No fim da manhã, o grupo participou de uma reunião com o governador Eduardo Riedel, onde tiveram a oportunidade de trocar experiências, apresentar perspectivas e conhecer mais sobre as políticas públicas do Estado. Conduzido pelo Sindicato Rural de Antônio João, o Jovem Sucessor é uma iniciativa do Sistema Famasul/CNA/Senar-MS com o objetivo principal de capacitar e preparar jovens para assumirem papéis de liderança no setor rural. As visitas institucionais fazem parte da programação do curso, que teve início em março deste ano e deve ser concluído em novembro. De forma leve e descontraída, os jovens aproveitaram a oportunidade para fazer perguntas ao governador sobre temas diversos, demonstrando curiosidade, engajamento e interesse pelas políticas públicas e pelos desafios do setor produtivo. O governador Eduardo Riedel respondeu, primeiramente, sobre o desafio de governar um Estado e os motivos que o levaram a escolher a política como caminho, especialmente sendo alguém oriundo do agronegócio. Ele destacou a complexidade da gestão pública, que envolve áreas estratégicas como segurança, educação, desenvolvimento e infraestrutura. Segundo Riedel, o cargo exige preparo, senso de dever e, sobretudo, uma doação pessoal em favor do coletivo, com foco na transformação real da vida das pessoas. “Minha história pessoal está ligada ao setor [agro]. Na verdade, o que me levou a ser presidente de sindicato foi entender o propósito por trás disso. A política sindical também é política, mas com foco coletivo. A vida foi me colocando nestes espaços. Quando você tem propósito, as coisas acontecem naturalmente. É um desafio muito grande, mas extremamente gratificante quando, dentro do seu propósito, você consegue avançar na melhoria de vida das pessoas”, assegurou Riedel. Camila dos Santos Carvalho, de 23 anos, foi uma das participantes que aproveitou a oportunidade para fazer perguntas ao governador. Ela decidiu ingressar no curso com o objetivo de ampliar seus conhecimentos na área e contribuir para o desenvolvimento de sua cidade, Antônio João. “Busco capacitação e quero desenvolver minha liderança e organização, para que futuramente possamos administrar nossos próprios negócios ou até mesmo suceder outras pessoas. Fui criada no campo e morei em fazendas até os 18 anos. Por isso, desenvolvi essa paixão pela vida rural. Vejo um grande potencial de crescimento, especialmente com a tecnologia atualmente empregada no setor, que oferece um amplo leque de oportunidades para os jovens”, afirmou. Os 13 participantes do curso estão dedicados a um projeto sobre as nascentes de água e irão concorrer a um prêmio nacional, competindo com outros jovens do Sistema S de todo o Brasil. Sobre esse tema, o governador explicou que Mato Grosso do Sul possui políticas voltadas à preservação da biodiversidade, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo o abastecimento de água para consumo humano, animais e lavouras. Ingridy Leandro Dias, também com 23 anos, atualmente cursa Tecnologia em Agronegócio. “Venho do campo; meus pais são trabalhadores rurais. Este curso vai agregar bastante ao meu currículo futuramente, não só para mim, mas para todo o município de Antônio João. É muito importante trazer os jovens para conhecer mais sobre o agronegócio, sua importância e as tecnologias envolvidas, que estão em constante evolução”, pontuou. Para a presidente do Sindicato Rural de Antônio João, Roseli Maria Ruiz, o projeto Jovem Sucessor é uma iniciativa essencial para preparar a nova geração do campo. “O projeto está presente em nove municípios e visa preparar jovens para sucederem seus pais na gestão das propriedades rurais. Também contempla filhos de funcionários e outros interessados em empreender no setor agropecuário com base em conhecimento técnico e visão ampliada do mercado. Eles recebem capacitação tecnológica, conhecimento sobre o Estado, o país e até sobre o mercado internacional”, explicou. Embora o Senar já ofereça diversos cursos em Antônio João, esta é a primeira edição do Jovem Sucessor no município. Roseli também explicou que as aulas acontecem nos finais de semana, para atender à realidade dos jovens que estudam ou trabalham durante a semana. “Como algumas empresas funcionam até nos fins de semana, os eventos culturais e atividades do curso são organizados fora do horário escolar ou do trabalho”. Alexandre Gonzaga, Comunicação Governo de MSFotos:Saul Schramm/Secom
Plano Safra 2025/2026 tem recursos mais caros da história ao produtor

Anuncio foi feito pelo governo federal no dia primeiro de julho Brasília, 02/07/2025 – O Plano Safra 2025/2026 anunciado nesta terça-feira (1/7) pelo Governo Federal vai ficar marcado pelas taxas de juros mais elevadas da história e pelo corte de recursos de apoio do Governo para equalizar os juros do crédito e para a subvenção ao Seguro Rural, ferramenta que protege agricultores das frustrações de safra. As taxas de juros para custeio destinado aos produtores médios (Pronamp) subiram de 8% para 10% ao ano. Para os produtores de grande porte, o custeio passou de 12% para 14% para o mesmo período. No caso dos investimentos, produtores médios (Pronamp) terão juros que eram de 8% indo para uma faixa de 8,5% a 12,5% ao ano, enquanto os demais pagarão até 13,5% de juros. Para o custeio da safra, o apoio do governo, que é o pagamento da diferença entre a taxa de juros de mercado e a taxa que o governo define para as linhas de crédito, seja de custeio e investimento, será de R$ 3,9 bi, 32% menor do que os R$ 5,6 bi do ano anterior. E com a taxa Selic fixada em 15%, o financiamento agrícola brasileiro será um dos mais caros do mundo. O Seguro Rural não foi anunciado nesse Plano Safra. Mas o dinheiro que foi definido no orçamento de 2025, de R$ 1,06 bilhão, sofreu um bloqueio de 42% por parte do governo, o que significou R$ 445 milhões a menos para o Seguro Rural. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Maurício Buffon, nunca se viu um Plano Safra tão aquém do que o setor esperava. “Devido às frustrações de safra em várias regiões, o Brasil passa por um momento em que parte dos produtores está em um processo de endividamento e outros estão no limite. E uma das ferramentas que poderia evitar este processo e socorrer os produtores é o Seguro Rural. No entanto, o governo enxugou 42% desses recursos. É desastroso, quando olharmos isso mais adiante, veremos que o governo ao invés de sanear a questão, estará piorando”, declarou. Segundo ele, num dos principais pilares da construção de uma safra, que é o investimento, reduziu-se o dinheiro a ser disponibilizado. “Ou seja, teremos menos investimentos na agricultura. Num primeiro momento, quem paga essa conta é o produtor rural. Mas considerando uma safra menor, teremos menos oferta de alimentos nas gôndolas dos supermercados, o que fará com que a população arque com boa parte desses custos com a inflação de alimentos causada pela falta de investimentos do governo federal”, acrescentou. Para o presidente da entidade, infelizmente o agricultor está colhendo o que o Governo plantou. “Com a falta de uma política fiscal mais ajustada à realidade do país, chegamos a esta Selic de 15%, reduzindo os recursos disponíveis e a eficiência da sua aplicação para apoiar a produção agropecuária”, concluiu. Vinícius Tavares / Aprosoja Brasil
Após aumentar em maio, valor médio do frete volta a cair em junho

De acordo com dados da última análise do Índice de Frete Rodoviário da Edenred Frete (IFR), com base em dados exclusivos da plataforma Edenred Repom, o preço médio do frete por quilômetro rodado no País voltou a registrar queda em junho. O valor médio nacional passou de R$ 7,43 em maio para R$ 7,35 em junho, registrando, assim, recuo de 1,08%. O recuo registrado em junho foi puxado por uma combinação de fatores. O principal deles vem do diesel, cujos preços médios continuam a recuar nos postos. Segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), em junho, o valor médio do diesel comum caiu 1,29%, enquanto o tipo S-10 recuou 1,44% em relação a maio, fazendo com que ambos os combustíveis atingissem os menores patamares de preços médios registrados no ano até agora. Esse alívio no custo dos combustíveis teve efeito direto sobre o preço do frete. Outro ponto associado ao preço do diesel que pesou foi o reajuste do piso mínimo do frete, que passou a valer no fim de maio. Ao contrário do ocorrido no mês anterior, junho já registrou reflexos diretos das novas regras estabelecidas pela ANTT, com valores atualizados para baixo, o que também contribuiu para o recuo observado. Ademais, a atividade econômica deu sinais claros de desaceleração ao longo do mês, especialmente nos setores da indústria e construção civil. A menor movimentação nesses segmentos reduz a demanda por transporte, o que ajuda a pressionar os preços para baixo. No campo, o atraso na colheita da segunda safra de milho também segurou parte do volume esperado para o período. Soma-se a isso a valorização do real frente ao dólar, que ajudou a reduzir custos logísticos atrelados a insumos importados. “Em junho, tivemos uma convergência de fatores que favoreceu uma leve queda nos preços. O diesel mais barato, a retração econômica e o impacto pleno do novo piso mínimo ajudaram a puxar o frete para baixo. Foi uma queda pontual, mas que revela como o setor é sensível às dinâmicas macroeconômicas e sazonais”, comenta Vinicios Fernandes, Diretor da Edenred Frete. Para julho, o cenário ainda é incerto. “A recuperação do agronegócio e a possível retomada da demanda em determinados setores podem exercer pressão de alta. Ao mesmo tempo, o comportamento do dólar e dos combustíveis seguirá no radar”, finaliza Vinicios. O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição é levantada com base nos dados exclusivos das 8 milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom. A marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, há 30 anos é especializada na gestão e pagamento de despesas para o mercado de transporte rodoviário de carga e líder no segmento de pagamento de frete e vale-pedágio. blogdo caminhoneiro.

