Campo Grande, 5 de junho de 2026

Audiência debate ações do poder público e sociedade para solucionar déficit habitacional

A parceria entre poder público e sociedade para avançar nas soluções para o problema do déficit habitacional foi um dos focos da Audiência Pública, promovida pela Câmara Municipal de Campo Grande na noite de terça-feira, dia 10. O debate teve como tema Campanha da Fraternidade 2026: dignidade humana, direito à cidadania e responsabilidade do poder público, envolvendo vereadores, integrantes da comunidade católica, representantes da Prefeitura, Estado, Ministério Público, Defensoria Pública, além de integrantes de movimentos sociais. Vereadores defendem mais recursos no Orçamento para setor da habitação.  O debate foi presidido pelo vereador Ronilço Guerreiro e secretariado pela vereadora Luiza Ribeiro. A Audiência foi proposta pelo vereador Flávio Cabo Almi, que não pode comparecer em decorrência de problemas de saúde. Atualmente, o déficit habitacional em Campo Grande é de aproximadamente 30 mil famílias, conforme dados da prefeitura. A vereadora Luiza Ribeiro lembrou preocupação com as famílias em situação de rua ou em moradias precárias, principalmente durante os dias de chuva. “Em uma década crescemos 36 assentamentos irregulares ou favelas, chegando a quase 50 mil pessoas vivendo nessas condições. É um desafio grande”, disse. Ela acrescentou que o plano municipal de habitação é importante, bem como o tema trazido pela Igreja. O vereador Ronilço Guerreiro ressaltou que acredita muito na importância de provocar nas pessoas a esperança através da Campanha da Fraternidade, que todo ano tem mensagem diferente, mas voltada à empatia, ao respeito e à participação, com a participação de diferentes religiões. “Todos precisamos nos unir, precisamos de solidariedade, empatia e respeito”, disse.   O Arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, ressaltou que as campanhas sempre abordam temas grande relevância social, como saúde pública, saneamento, educação e, neste ano, moradia. “Não são problemas de católicos, são problemas de cidadãos.  A moradia é um direito da pessoa humana e um problema dessa magnitude só se resolve com parceria efetiva entre poder público e sociedade civil organizada”, afirmou, acrescentando o foco da Audiência em avaliar a questão do déficit habitacional. Reflexões sobre o tema foram apresentadas pelo Padre Liniker, coordenador do Clero da Arquidiocese de Campo Grande. Um vídeo sobre a proposição da campanha foi apresentado na Audiência. “A campanha busca encarar a realidade da moradia, o crescimento da desigualdade, aumento da população em situação de rua, das favelas, do déficit habitacional e das moradias inadequadas. A falta de casa não pode ser normal nem aceitável, mas sinal de exclusão e negação da dignidade”, disse. Ele acrescentou que a campanha pede políticas públicas de habitação, prevenção de despejos que geram mais pessoas em situação de rua e participação popular em projetos e orçamentos. “Que a campanha ajude a somar forças com poder público e sociedade para colocar a moradia digna no centro de suas prioridades”. A coordenadora do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Edymar Fernandes Cintra, ressaltou que essa Casa de Leis tem vereadores comprometidos com essa temática. Ela lembrou o histórico de ações voltadas à questão da moradia, citando também a Campanha da Fraternidade de 1993, que teve como tema Onde Moras, quando foi criado movimento nacional de luta pela moradia. Para a coordenadora, momentos como esse ajudam a agregar mais organizações para continuar essa luta. “Moradia não é mercadoria, é direito constitucional”.   “Não estamos falando só de estrutura física, mas de garantia de direito e humanidade”, pontuou Kedney Graico Araujo, coordenador Estadual do Movimento Nacional da População de Rua, ao referir-se à questão da moradia.  Ele citou que é necessário oferecer política de emprego e assistência social. “Investimentos em albergues e comunidades terapêuticas são importantes, mas precisamos de política de habitação popular permanente”. Orçamento para o setorVereadores defenderam a união de forças para buscar soluções para o déficit habitacional, enfatizando a necessidade de recursos previstos no Orçamento para a questão da moradia. O vereador Jean Ferreira fez um agradecimento aos envolvidos na campanha, citando a importância dessa ponte entre igreja e poder público. “Só unindo forças poderemos debater os reais problemas da sociedade”, disse. Quando pensa no déficit habitacional problemas econômicos sociais do mundo. Acabar fome, problema de moradia precisam ser foco. Que campanha se estende para que pense e solucione problemas de nossa cidade. Projeto para criação de um fundo, prevendo destinação de 1% do Orçamento de Campo Grande para as políticas habitação, foi uma das proposições destacadas pelo vereador Landmark. “Precisamos de Orçamento na habitação para as políticas públicas. Fizemos projeto, que está aberto a discussão com movimentos sociais, para criação do fundo com 1% do orçamento de Campo Grande para habitação”, disse. Ele lembrou que hoje a cidade conta com cerca de 220 ocupações e favelas. “Temos déficit habitacional grande e aqui na Câmara é o ambiente propício para discutir habitação”.    O vereador Professor Juari defendeu que sejam promovidas outras Audiências ao longo de 2026 sobre o tema “para que possamos sensibilizar as autoridades, tanto federal, estadual e municipal, sobre a importância desse tema, que ainda tem muitos mitos”. Ele acrescentou que a campanha faz reflexão na comunidade católica e consegue ultrapassar os limites da religião. Ele também defendeu a necessidade de recursos no Orçamento para o setor. O vereador Fábio Rocha enfatizou que a Igreja tem trabalho bonito e traz temas relevantes para debater com a sociedade. “O Poder Público depende muito do apoio da Igreja, das associações e comunidades”. Ele ressaltou que desenvolve um trabalho social, visitando as comunidades, acompanhando a realidade e histórias de várias famílias que vivem em barracos de lona. ProjetosA criação de uma política municipal relacionada a pessoas em situação de rua foi um dos pontos enfatizados pela defensora pública Thaisa Raquel Defante, coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública. “O que existe hoje são os abrigos e uma sobrecarga na assistência social”. Ela citou o Projeto Moradia Primeiro, baseado no modelo Housing First, que trata acesso imediato de uma pessoa em situação crônica de rua a uma moradia segura. Um projeto-piloto foi instalado em Curitiba (PR). “É momento de identificar lideranças e somar a palavra das pessoas interessadas nessa discussão”. Thaysa Taveira, Técnica Social do Programa

Câmara aprova uso obrigatório de tornozeleira por agressores de mulher

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o projeto de lei (PL nº 2942/2024) que permite à Justiça determinar o uso imediato tornozeleira eletrônica pelo agressor de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, se for verificado o alto risco à vida delas. O objetivo é ampliar a proteção às vítimas. De autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto foi aprovado com substitutivo da relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG). A parlamentar afirma que, atualmente, apenas 6% das medidas protetivas contam com monitoramento eletrônico. Ela frisa que a ferramenta reduz os feminicídios assim como a taxa de reincidência dos agressores em outros crimes relacionados à violência doméstica. “Não dá mais para a gente ver várias mulheres sob medidas protetivas sem medidas protetivas efetivas”, disse Fernanda Melchionna, em sua rede social. A medida seguirá para apreciação do Senado.

Bruna Biancardi se vingou de Neymar antes de ‘escorregada’ do jogador com modelo

Curtidas da ‘influenciadora’ em piloto da Stock Car voltam a repercutir após polêmica envolvendo jogador e modelo francesa Neymar voltou a ciscar nas redes sociais depois de um período de discrição e, como esperado, virou assunto novamente… O jogador do Santos deixou uma curtida nas fotos da modelo francesa Pauline Tantot, e, claro, a internet não perdoou! O craque tem passado a imagem de “família perfeita de comercial de margarina” há pelo menos dois anos. Mas continua curtindo perfis de moças que fazem conteúdo adulto, mostrando que nem tudo é tão perfeito…

Bolsonaro pede a Moraes alteração da data da visita do conselheiro de Trump

Advogados pedem que Moraes reconsidere alterar o encontro para o dia 16 de março, no período da tarde, ou para o dia 17 de março A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para alterar a data marcada para receber a visita de Darren Beattie, assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A visita, marcada para o dia 18, acontecerá no 19º BPM (Batalhão de Polícia Militar) do Distrito Federal, a Papudinha, onde o político está preso. Segundo a defesa, a alteração se deve ao fato de o assessor norte-americano não poder ficar no país até o horário marcado inicialmente. “Isso porque a referida autoridade diplomática cumpre agenda oficial no Brasil por período extremamente curto, o que impossibilita sua permanência em Brasília até a data designada na decisão”, diz o texto. No documento, os advogados pedem que Moraes reconsidere alterar o encontro para o dia 16 de março, no período da tarde, ou para o dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde.

Lula conversa com presidente da Colômbia sobre EUA tratarem PCC e CV como grupos terroristas

Governo federal se movimenta para dissuadir proposta americana de associar crime organizado a terrorismo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na manhã desta quarta-feira (11) com o presidente colombiano, Gustavo Petro, para discutir os preparativos da Cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), que ocorre em 21 de março, em Bogotá. No entanto, a conversa também abordou a proposta dos EUA de considerar como terroristas as facções criminosas brasileiras.  A possibilidade de o PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) passarem a figurar como grupos terroristas acendeu um alerta vermelho no Palácio do Planalto. A preocupação é que a medida abra margem para um cenário semelhante ao ocorrido na ação dos EUA na Venezuela no início deste ano, que terminou com a prisão do ditador Nicolás Maduro.

Irã diz ao mundo para se preparar para petróleo a mais de R$ 1.000 o barril

Preços do petróleo diminuíram, com investidores apostando que Trump encontrará uma maneira rápida de encerrar a guerra O comando militar do Irã disse, nesta quarta-feira (11), quando mais três navios mercantes foram atacados no Golfo Pérsico, que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 (cerca de R$ 1.032 na cotação atual) por barril. O Irã disparou contra Israel e alvos em todo o Oriente Médio nesta quarta, demonstrando que ainda pode revidar e interromper o fornecimento de energia, apesar do que o Pentágono descreveu como os ataques mais intensos dos EUA e de Israel até o momento. Os preços do petróleo, que dispararam no início desta semana, diminuíram, e os mercados de ações se recuperaram, com investidores apostando, por enquanto, que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma maneira rápida de encerrar a guerra a que deu início ao lado de Israel há quase duas semanas.

Toffoli é sorteado relator de ação no STF que cobra CPI para investigar Banco Master

Ministro deixou processos ligados à instituição em fevereiro após menções ao seu nome aparecerem durante investigação O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli foi sorteado relator de um mandado de segurança apresentado à corte que cobra a instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados para investigar suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o BRB (Banco Regional de Brasília). A ação foi protocolada pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão por não instalar a comissão, apesar de o requerimento ter reunido as assinaturas necessárias. No pedido ao STF, o parlamentar afirma que a criação da CPI atende aos requisitos previstos na Constituição: apoio de mais de um terço dos deputados, definição de fato determinado — as supostas fraudes financeiras — e prazo de funcionamento de até 120 dias. Segundo a argumentação apresentada ao Supremo, a instalação da comissão é um direito das minorias parlamentares e um ato obrigatório da presidência da Câmara quando os requisitos constitucionais são cumpridos, não cabendo decisão baseada em conveniência política.