Campo Grande, 21 de junho de 2026

Indígenas marcham em Brasília e cobram de Lula avanço nas demarcações

Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o Acampamento Terra Livre (ATL) 2026 reúne, em Brasília (DF), milhares de lideranças indígenas de todas as regiões do país em uma semana de mobilização, denúncia e articulação política. Nesta quinta-feira (9), às 14h, o movimento realiza a marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”, pela garantia dos direitos territoriais e pela vida dos povos indígenas. A marcha segue pela Esplanada dos Ministérios em direção à Praça dos Três Poderes e será marcada por uma homenagem a lideranças indígenas assassinadas na luta pela terra, em diferentes regiões do país. O ato denuncia o agravamento da violência nos territórios e a persistência de conflitos fundiários sem solução. Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), até março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para homologação e aguardam apenas a assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outras 34 dependem de portaria do Ministério da Justiça para dar continuidade aos processos. Para o movimento indígena, a paralisação dessas etapas evidencia a falta de prioridade política na agenda de demarcação e mantém comunidades expostas a invasões, disputas e violações de direitos. A avaliação é que, mesmo com avanços institucionais recentes, o ritmo das medidas não acompanha a gravidade da situação nos territórios. “Não há soberania sem Terras Indígenas demarcadas e protegidas. Estamos em Brasília para cobrar decisões concretas: há processos prontos, há estudos concluídos e há comunidades esperando. O que falta é vontade política para avançar”, afirma Kleber Karipuna, coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Entre as lideranças homenageadas estão indígenas assassinados nos últimos anos em estados como Bahia e Maranhão, em contextos de disputa territorial. Os casos evidenciam a persistência da violência contra os povos indígenas e a falta de resposta efetiva do Estado.

Redução de jornada pode gerar 

A manutenção da escala de trabalho 6×1 — seis dias trabalhados para um de descanso — tem provocado sérios impactos na saúde dos trabalhadores brasileiros, especialmente nos setores do comércio e da indústria. O alerta é do presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins de Mato Grosso do Sul (FTIAA-MS), Vilson Gimenes, que defende a revisão urgente desse modelo para gerar mais emprego e produtividade. Segundo ele, a rotina imposta por essa escala tem levado ao adoecimento crescente da classe trabalhadora, realidade que, muitas vezes, não aparece nas estatísticas oficiais de emprego. “Fala-se muito em geração de vagas, mas pouco se fala da qualidade desses empregos. O trabalhador está adoecendo física e mentalmente por conta de jornadas exaustivas, pressão por produtividade e falta de tempo para descanso e convivência familiar”, afirma Gimenes. Dados reforçam essa preocupação. Informações do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), apontam que o Brasil registra centenas de milhares de afastamentos por ano relacionados a transtornos mentais e doenças ocupacionais. Em 2023, por exemplo, foram mais de 300 mil afastamentos por problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão — muitos associados diretamente às condições de trabalho. Além disso, dados do INSS indicam que doenças como LER/DORT e transtornos psicológicos estão entre as principais causas de afastamento laboral no país, especialmente em setores com alta repetitividade e pressão produtiva, como a indústria alimentícia. Em Mato Grosso do Sul, a situação é semelhante. Trabalhadores da indústria, especialmente em frigoríficos, enfrentam jornadas que começam ainda de madrugada. “Tem trabalhador que sai de casa às quatro da manhã para iniciar o expediente às seis e só retorna à noite, muitas vezes depois das 20 horas. Isso compromete totalmente a saúde e a qualidade de vida”, relata o presidente da FTIAA-MS. Outro ponto crítico, segundo Gimenes, é a ausência de condições adequadas em parte das empresas. “Ainda encontramos locais sem equipamentos de proteção suficientes, jornadas que ultrapassam dez horas e trabalhadores que não têm sequer previsibilidade de horário para sair. Isso é desumano”, critica. Para o dirigente sindical, o fim da escala 6×1 não é apenas uma reivindicação trabalhista, mas uma medida necessária para melhorar a saúde pública e a produtividade econômica. “Um trabalhador descansado produz mais, com mais qualidade. Ele tem tempo para estudar, se qualificar, cuidar da família. Isso movimenta a economia, gera mais emprego e reduz custos com saúde”, argumenta. A proposta defendida pelo movimento sindical é a redução da jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, com a ampliação do período de descanso. “Não estamos falando de privilégio, estamos falando de dignidade. Dois dias de descanso por semana são fundamentais para a recuperação física e mental do trabalhador”, enfatiza Gimenes. Ele também rebate o argumento de que a mudança poderia provocar desemprego. “Essa é uma narrativa que não se sustenta. Ao reduzir a jornada, há necessidade de contratar mais trabalhadores. Ou seja, gera mais emprego e distribui melhor a renda”, afirma. Segundo o presidente da FTIAA-MS, a pauta já é considerada prioritária pelo movimento sindical em todo o país. “Hoje é praticamente unânime entre os trabalhadores que a escala 6×1 é prejudicial. O que vemos é uma sobrecarga enorme, baixos salários e pouca valorização. Isso precisa mudar”, diz. Gimenes também chama atenção para o impacto social da atual jornada. “O trabalhador não tem tempo para a família, para os filhos, para si mesmo. Vive apenas para trabalhar e gerar lucro. Isso não é qualidade de vida, isso é sobrevivência”, pontua. Para ele, o Brasil precisa avançar para um modelo mais equilibrado. “O fim da escala 6×1 é uma questão de saúde, de dignidade e de futuro. Não podemos continuar naturalizando o adoecimento da classe trabalhadora”, conclui.

Casa Rosa abre as portas neste sábado e fortalece acesso à saúde preventiva em Campo Grande

A mobilização acontece das 7h às 12h, na sede da instituição, no bairro Tijuca II, e deve receber dezenas de pessoas em busca de acolhimento, orientação e encaminhamento especializado pelo SUS. Mais do que um mutirão, a ação representa acesso real à saúde para quem enfrenta dificuldades no sistema público. Ao longo de sua trajetória, a Casa Rosa já ultrapassou a marca de 14 mil atendimentos e contribuiu para o diagnóstico de 253 casos de câncer, impactando diretamente a vida de centenas de famílias. Os números mais recentes reforçam essa relevância. Na última ação, realizada no início de março, foram registrados mais de 150 atendimentos, entre consultas, exames e encaminhamentos. Agora, com a reorganização dos serviços, a instituição passa a adotar um novo formato de atendimento mensal, com foco em ampliar a qualidade, a estrutura e a resolutividade dos atendimentos. Para o médico mastologista e voluntário da Casa Rosa, Dr. Victor Rocha, a proximidade com a população é determinante: “Ao levar o atendimento até quem precisa, aumentamos as chances de diagnóstico precoce. E isso salva vidas. A Casa Rosa é sobre isso: cuidado, proximidade e compromisso com cada pessoa atendida.” Neste sábado, a instituição estará novamente de portas abertas, oferecendo atendimento gratuito por ordem de chegada e reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, fatores decisivos na luta contra o câncer. Serviço  Sábado, 11 de abril de 2026  Das 7h às 12h  Rua Apetubas, 181 – Tijuca II (próximo ao Terminal Aero Rancho)  Atendimento gratuito pelo SUS  Vagas por ordem de chegada

Suzano realiza seleção com contratação imediata para vagas no setor florestal em Água Clara (MS)

A Suzano, maior produtora mundial de celulose, realizará neste sábado (11/04), em Água Clara (MS), uma ação de recrutamento com entrevistas e contratação imediata para vagas nas operações florestais. A iniciativa faz parte do programa “Você na Suzano” e será realizada das 8h30 às 13h no escritório da empresa no município. O endereço é Av. Benevenuto Otoni, 495, Jardim São Judas Tadeu. Na ação, serão ofertadas oportunidades para as funções de Operador(a) de Colheita (Harvester e Forwarder) e Mecânico(a) Florestal. Para participar, é necessário ter experiência comprovada na área e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria B. As pessoas interessadas devem comparecer ao local com documento de identificação com foto e currículo atualizado. Os(as) candidatos(as) aprovados(as) poderão ser contratados imediatamente. Durante o evento, os(as) participantes passarão por entrevistas com as equipes de Recursos Humanos e gestão. Os(as) candidatos(as) que não forem selecionados(as) receberão retorno sobre sua participação em até 15 dias após a realização da ação e poderão compor o Banco de Talentos da empresa. Benefícios A empresa oferecerá aos profissionais contratados salário alinhado ao mercado, além de um pacote de benefícios que inclui plano de saúde, assistência odontológica, vale-alimentação e participação nos resultados. Esta é a primeira edição da ação com foco em colheita florestal no município de Água Clara. Em edições anteriores, realizadas em Ribas do Rio Pardo (MS), com foco nas áreas de silvicultura e viveiro, a iniciativa reuniu mais de 100 participantes em cada evento. A iniciativa contribui para atender à demanda por profissionais qualificados no município, impulsionada pelo crescimento das operações florestais na região. Plataforma de Oportunidades Os processos seletivos da Suzano em Mato Grosso do Sul, assim como em todas as unidades da empresa no país, também podem ser acessados na Plataforma de Oportunidades da Suzano (https://suzano.gupy.io/). Na página, as pessoas interessadas podem conferir os benefícios oferecidos e se cadastrar no Banco de Talentos da companhia. A Suzano reforça que todos os processos seletivos são gratuitos, sem a cobrança de qualquer valor para participação. Serviço Ação Você na SuzanoData: 11 de abrilHorário: das 8h30 às 13hLocal: Escritório da Suzano – Av. Benevenuto Otoni, 495, Jardim São Judas Tadeu, Água Clara (MS)O que levar: documento de identificação com foto e currículo atualizado. Sobre a Suzano A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br