Audiência em Corumbá aponta críticas à concessão da Hidrovia do Paraguai

A proposta de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai à iniciativa privada foi alvo de fortes críticas durante audiência pública realizada nesta sexta-feira (5), em Corumbá, no Dia Mundial do Meio Ambiente. O debate, promovido pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT), reuniu representantes de organizações ambientais, pesquisadores, lideranças indígenas, pescadores e moradores da região para discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos do empreendimento.O projeto prevê a concessão de aproximadamente 590 quilômetros do trecho sul da hidrovia, com intervenções destinadas a garantir a navegabilidade durante todo o ano. Entre as exigências operacionais está a manutenção de um calado (distância entre a superfície e o fundo do Rio) de dois e três metros para permitir a circulação contínua de grandes comboios de carga. Segundo a coordenadora científica da SOS Pantanal, Stefani Oliveira, a principal preocupação não é a navegação em si, mas o modelo de gestão proposto, que prevê intervenções permanentes ao longo dos 365 dias do ano. O estudo que baliza o projeto da hidrovia identificou 53 pontos críticos para a navegação nos trechos norte e sul do Rio Paraguai. Nesses locais estão concentrados bancos de areia, estreitamentos naturais, curvas e afloramentos rochosos que exercem papel fundamental na regulação do fluxo das águas. “Esses estreitamentos funcionam como verdadeiros funis naturais que desaceleram a correnteza e ajudam a manter o efeito de remanso, essencial para o ciclo de cheias e vazantes do Pantanal”, explicou..Para garantir o calado exigido pela concessão, estão previstas dragagens periódicas e derrocamentos, incluindo a remoção ou fragmentação (com explosão) de formações rochosas. Na avaliação da pesquisadora, essas intervenções podem acelerar o escoamento das águas e provocar alterações significativas na dinâmica hidrológica da planície pantaneira.“A dragagem aumenta a vazão do rio. Quando se acelera esse fluxo, há impactos sobre áreas alagáveis, habitats aquáticos, biodiversidade e também sobre as comunidades ribeirinhas que dependem diretamente do comportamento natural das águas”, alertou.Stefani também criticou a ausência de estudos mais robustos sobre os efeitos das mudanças climáticas no planejamento da hidrovia. O Pantanal já enfrenta secas severas, cheias irregulares e eventos extremos cada vez mais frequentes.“A crise climática precisa fazer parte dessa discussão. Estamos planejando intervenções permanentes em um sistema que já está sofrendo alterações importantes no regime hídrico. Isso aumenta as incertezas e os riscos para o futuro do Pantanal”, afirmou.Outro ponto questionado durante a audiência foi a composição do Comitê Permanente de Dragagem da Hidrovia do Rio Paraguai, previsto no projeto. Pela proposta , o colegiado responsável por acompanhar as intervenções, não contará com representantes da comunidade científica, universidades, organizações ambientalistas ou populações tradicionais diretamente afetadas pelas obras. “A sociedade precisa ter acesso aos estudos, aos critérios técnicos e às decisões que estão sendo tomadas. Falta transparência e participação efetiva de quem produz conhecimento sobre o Pantanal e vive nessa região”, acrescentou Stefani.. A representante da Environmental Justice Foundation (EJF) no Brasil, Luciana Leite, destacou que a hidrovia faz parte de um corredor logístico de cerca de 3.700 quilômetros, ligando Cáceres (MT) aos portos da Argentina, passando por Corumbá e Porto Murtinho. Segundo ela, os impactos das intervenções precisam ser analisados de forma integrada, considerando toda a bacia hidrográfica e seus reflexos sobre os ecossistemas e as populações que dependem do rio.Luciana também criticou o que classificou como um atropelo do processo de licenciamento ambiental. Segundo ela, enquanto ainda não há autorização definitiva para as intervenções propostas, investimentos bilionários já vêm sendo direcionados para a ampliação da estrutura logística associada ao empreendimento. “O BNDES já concedeu cerca de R$ 4 bilhões para financiamento da compra de empurradores e balsas destinados à hidrovia do Paraguai, enquanto o projeto ainda não passou por todas as etapas do licenciamento ambiental”, afirmou.Para a representante da EJF, o avanço dos investimentos antes da conclusão dos estudos ambientais gera preocupação e pode criar uma pressão adicional para a aprovação do projeto, mesmo diante das incertezas existentes sobre seus impactos.Luciana também questionou os benefícios sociais associados ao modelo de transporte hidroviário. Segundo ela, uma única composição formada por empurrador e balsastem capacidade para transportar aproximadamente 20 mil toneladas de carga por viagem, operação que exige um número reduzido de trabalhadores. .Na avaliação da ambientalista, a concentração do transporte em grandes comboios pode resultar em menor geração de empregos diretos quando comparada a outros modais de transporte. Por isso, ela defendeu que o debate sobre logística regional considere não apenas os custos de transporte, mas também os impactos sociais e econômicos para as comunidades locais.omo alternativa, Luciana destacou a importância da reativação e modernização da ferrovia que liga Corumbá a Bauru (SP). Segundo ela, além de ampliar as opções para o escoamento do minério de ferro e de outras cargas, o modal ferroviário poderia gerar mais postos de trabalho e contribuir para o fortalecimento do turismo regional. “A volta do trem de passageiros poderia impulsionar o ecoturismo e criar oportunidades de emprego para a população local, especialmente em atividades ligadas aos serviços, ao turismo e à economia regional”, observou. Representando o povo guató, o líder indígena e professor de Geografia Anísio alertou para os riscos da alteração de elementos naturais do Rio Paraguai. Segundo ele, curvas, afloramentos rochosos, bancos de areia e áreas de amortecimento cumprem funções essenciais na distribuição das águas e na manutenção dos ambientes alagáveis que caracterizam o Pantanal.. Anísio afirmou que as comunidades indígenas acompanham com preocupação o avanço do projeto sem que haja garantias de que os impactos sobre os territórios tradicionais tenham sido devidamente avaliados. Para ele, modificar a dinâmica natural do rio significa interferir diretamente em modos de vida construídos ao longo de gerações e que dependem do equilíbrio entre as cheias, as vazantes e a biodiversidade pantaneira.. Ao encerrar a audiência, Pedro Kemp afirmou que é equivocado apresentar o debate como uma escolha entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. “Esse é um falso dilema. Precisamos buscar o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação ambiental, avaliando com responsabilidade os impactos que esse projeto poderá causar às comunidades e ao Pantanal”, declarou.O parlamentar informou que a Assembleia Legislativa encaminhou ao Governo Federal, ao Ibama e ao Ministério do Meio Ambiente um relatório solicitando a
Relacionamento abusivo: Menos notada, violência também atinge relações entre adolescentes

Controle excessivo, ofensas, apelidos humilhantes e exposição nas redes sociais. Essas são algumas situações observadas no cotidiano escolar pela professora Stefânia dos Santos Feliciano, que atualmente trabalha como coordenadora pedagógica em uma escola pública de Campo Grande. Os problemas identificados pela professora revelam diferentes formas de relacionamentos abusivos entre adolescentes, frequentemente normalizados como práticas comuns de amizades e namoros. O assunto recebe atenção especial às vésperas do Dia dos Namorados, devido à campanha aprovada há seis anos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS): a Semana de Conscientização e Combate ao Relacionamento Abusivo, instituída pela Lei Estadual 5.579/2020. Realizada anualmente na semana que antecede o 12 de Junho, a iniciativa integra o calendário oficial do Estado e tem como objetivo promover a reflexão, o debate e ações educativas sobre os impactos dos relacionamentos abusivos aos envolvidos, suas famílias e toda a sociedade. No debate público sobre relacionamentos abusivos, situações que ocorrem entre adolescentes têm, em geral, menos visibilidade. No entanto, características próprias dessa fase da vida, como intensidade emocional e construção da identidade, tornam a discussão sobre relações nocivas na adolescência importante e necessária. E há um componente que, no cenário atual, intensifica o problema — a internet. O que diz a Psicologia Além da bagagem teórica e da experiência profissional, há um componente no currículo da psicóloga e assistente social Ana Renata Scucuglia que enriquece sua reflexão sobre o tema — ela é mãe de dois adolescentes. Como psicóloga e mãe, Ana Renata ressalta a importância dos vínculos com os pais antes de tratar sobre relacionamento abusivo. “É na relação com as figuras parentais que o adolescente aprende o que é amor, o que é cuidado, o que pode esperar do outro e o que ele merece”, explica a psicóloga. “Quando esse vínculo é marcado por ausência emocional, crítica excessiva ou falta de espaço para a vulnerabilidade, ele chega à vida afetiva com esquemas que o tornam mais suscetível a aceitar o que não deveria”, alerta. Por estar em uma fase caracterizada por descobertas e novas experiências, o adolescente pode não perceber que está vivendo uma relação abusiva. “Entre os jovens, o abuso frequentemente aparece disfarçado de ciúme excessivo, controle das amizades, monitoramento pelo celular e humilhações normalizadas como ‘brincadeira’”, nota Ana Renata. “E como têm menos repertório afetivo para comparação e, muitas vezes, não têm em casa um espaço seguro para reconhecer, falar, expressar o que estão vivendo, acabam não identificando o abuso”, acrescenta. O psicólogo Adriano Luiz Pardo, que também é formado em Filosofia, aponta uma característica da adolescência que pode aumentar a vulnerabilidade a relacionamentos abusivos: a intensidade com que experiências e emoções são vividas. “A adolescência é uma fase marcada principalmente pela intensidade. Tudo é vivido com grande intensidade emocional. Também as relações sofrem desta intensidade tanto para o positivo quanto para o negativo”, observa. Essa característica se soma a outro aspecto da adolescência: o processo de construção da identidade. “Sendo esta fase também de construção de identidade, acaba muitas vezes sendo um período movediço. As relações tanto amorosas como de amizades são um terreno fértil para novas descobertas e estão sujeitas a influências e inseguranças”, explica. Pardo chama à atenção a seis sinais de alerta para relacionamentos abusivos na adolescência: controle excessivo, confundido com “cuidado”; autoestima afetada por críticas constantes; sensação contínua de culpa; medo frequente da reação e opinião dos outros; confusão mental e falta de opiniões próprias; e isolamento social. Os perigos das redes Os dois especialistas frisam que a internet pode amplificar e facilitar dinâmicas de abuso e controle. “As redes sociais aumentaram o alcance do controle e da própria violência”, nota Ana Renata. “O que antes ficava dentro de casa, hoje pode acontecer 24 horas por dia, através de monitoramento, cobranças por tempo de resposta, humilhações públicas em comentários ou grupos, e o chamado abuso virtual, que inclui exposição de imagens íntimas e perseguição digital”, alerta. As redes sociais também podem suscitar ou agravar comportamentos abusivos nos jovens. Há ambientes virtuais que fomentam o ódio e a violência, influenciando o pensamento e as ações dos jovens, segundo observa Adriano Luiz Pardo. “Grupos como Red Pill fazem uma pregação extensiva e maciça de relações abusivas centradas no poder, no controle e principalmente na objetificação das mulheres”, exemplifica. “As conquistas femininas acabaram por colocar em xeque aquilo que era privilégio dos homens. Muitos infelizmente, estão incomodados com esta mudança gerando uma reação de ódio e desprezo”, completa. Confira as entrevistas na íntegra, clicando aqui (psicóloga Ana Renata Scucuglia) e aqui (psicólogo Adriano Luiz Pardo) Sinais de abuso no cotidiano escolar As análises dos psicólogos se materializam em um dos principais espaços de convivência entre adolescentes: a escola. Há 11 anos na Educação e há dois anos e meio na coordenação pedagógica, a professora Stefânia conhece bem a realidade de relações de abuso no cotidiano dos adolescentes. Segundo ela, tentativas de dominação e controle se apresentam, inicialmente, nas falas, como “brincadeiras”, que são, na verdade, ofensas. “Surgem, por exemplo, apelidos devido à aparência física ou porque o estudante tem uma família mais pobre que a do outro”, pontua. Os relacionamentos amorosos também exigem atenção. Stefânia conta que já acompanhou casos em que um dos parceiros tentava controlar as amizades do outro, influenciando suas escolhas e seu convívio dentro da escola. “Já observei casos de casais em que um pressionava o estudante para que não saísse, não se envolvesse com colegas e se afastasse na sala de aula”, afirma. Ela ressalta que o isolamento gradual dos amigos e a necessidade de prestar contas constantemente são sinais que precisam ser observados por educadores e familiares. Além dos conflitos entre colegas e namorados, a coordenadora relata situações envolvendo violência doméstica e familiar. “Tivemos episódios em que uma simples convocação dos responsáveis para resolver um problema rotineiro na escola desencadeou em agressões severas em casa. Ao tomarmos conhecimento que um aluno é espancado, acionamos imediatamente o Conselho Tutelar”, conta. A professora também já identificou manifestações de relacionamentos abusivos nas redes sociais, como compartilhamento de imagens sem consentimento
Prefeitura une cultura e educação na UFMS

A banda Os Alquimistas e o produtor musical Anderson Rocha realizaram, na última semana, uma palestra prática para estudantes da disciplina de Música e Tecnologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande. O encontro, que detalhou as etapas de produção do primeiro álbum do grupo, foi realizado como contrapartida social pelo financiamento do projeto via Fundo Municipal de Investimentos Culturais (FMIC). Processo prático e mercadoDurante a atividade, os acadêmicos tiveram acesso a sessões reais de gravação das faixas que compõem o novo disco. Foram abordadas as etapas de: Gravação e edição;Mixagem e masterização;Organização de faixas e escolhas técnicas; Planejamento de lançamento no mercado fonográfico.Além da parte técnica, os músicos debateram sobre os desafios da cena independente sul-mato-grossense e explicaram como funciona o desenvolvimento de projetos culturais por meio de editais públicos de fomento. Integração Para o professor responsável pela disciplina, Max Packer, o contato com profissionais ajuda a aproximar os alunos da realidade do mercado de trabalho. “A iniciativa proporcionou uma experiência relevante ao aproximar os alunos da realidade do mercado fonográfico e dos processos profissionais de produção musical”, afirmou o docente. O projeto de gravação do álbum da banda Os Alquimistas conta com investimento do FMIC, que é executado pela Prefeitura da capital por meio da Fundação Municipal de Cultura (Fundac).
Campanha do Agasalho terá arrecadação nos Altos da Afonso Pena

A Campanha do Agasalho 2026 ganha mais um importante ponto de arrecadação entre os dias 11 e 13 de junho. Durante o Drive-Thru da Sustentabilidade, nos Altos da Afonso Pena, a população poderá doar roupas de frio, casacos, agasalhos, cobertores e calçados em bom estado, ajudando famílias que enfrentam o inverno em situação de vulnerabilidade social. A ação reforça a mobilização da campanha, coordenada pelo Fundo de Amparo à Comunidade (FAC), que busca ampliar o número de pessoas atendidas neste período de baixas temperaturas. As doações arrecadadas serão destinadas a famílias acompanhadas pelos serviços sociais e a instituições cadastradas. A diretora-presidente do FAC, Adir Diniz, destaca que alguns itens são especialmente necessários neste momento. “Hoje, precisamos principalmente de roupas para homens adultos, que representam grande parte da população em situação de rua, além de roupas infantis e cobertores”, explica. Além do ponto de arrecadação no Drive-Thru da Sustentabilidade, a campanha segue com mais de 80 locais de coleta espalhados por Campo Grande. As doações podem ser entregues nas secretarias municipais, escolas da Rede Municipal de Ensino, Shopping Campo Grande, Shopping Norte Sul Plaza e Colégio Master. Outra parceria que fortalece a mobilização é com o Circo Balão Mágico. Quem doar um casaco ao FAC recebe um ingresso para o espetáculo, unindo solidariedade e entretenimento. A Campanha do Agasalho tem a meta de arrecadar 50 mil peças neste ano. A iniciativa busca ampliar o atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade e levar mais proteção e conforto durante os meses mais frios. Serviço Ponto de arrecadação da Campanha do Agasalho no Drive-Thru da Sustentabilidade Altos da Afonso Pena, ao lado do Bioparque Pantanal 11, 12 e 13 de junho Das 9h às 19h O que pode ser doado:
Nunes Marques suspende pesquisa que apontou queda de Flávio após áudios a Vorcaro

A pedido do PL, TSE barra levantamento do Instituto AtlasIntel sob o argumento de que ele induzia resposta negativa sobre o senador O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A publicação ocorreu logo após a revelação de conversas gravadas entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
Ministério da Saúde vai suspender uso da vacina do Butantan contra a dengue

Pasta investiga três casos graves, além de 42 casos de efeitos adversos severos O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira (8) que a pasta vai suspender o uso da vacina do Butantan contra a dengue temporariamente. A medida será adotada para investigar um efeito adverso do imunizante. Segundo o ministro, dois casos de morte são investigados, além de um terceiro caso grave. No momento, contudo, não há “causalidade da vacina com a ocorrência desses três casos graves, mas [os casos] são um sinal de alerta”. Outras 42 pessoas relataram efeitos adversos que são investigados.
Construtora diz que identificou rachaduras e pediu interdição de ponte no AC antes de queda

Governo considerou que a erosão nas margens de rios poderia ter impactado a estrutura A construtora Cidades, responsável pela ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou no Acre na última sexta-feira (5), disse, em nota, que havia identificado instabilidade no solo e recomendado a interdição da estrutura um dia antes do desabamento. Segundo o texto, além da erosão do solo, equipes técnicas constataram rachaduras e desníveis em diferentes pontos do entorno. “Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades”, afirma a empresa.
Árbitro da Somália é barrado ao chegar aos EUA para a Copa do Mundo

Omar Abdulkadir é considerado um dos principais nomes da arbitragem africana na atualidade Omar Abdulkadir Artan, da Somália, considerado um dos principais nomes da arbitragem africana na atualidade, viveu uma situação inesperada às vésperas da Copa do Mundo de 2026. Após anos de preparação para atuar no principal torneio do futebol mundial, ele teve a entrada negada nos Estados Unidos e precisou retornar à Turquia. A informação é do jornalista Micky Jnr, que cobre o futebol africano. De acordo com o comunicador, Artan enfrentou dificuldades ainda no processo de obtenção do visto para viajar a um dos países-sede do Mundial. Após mobilização de torcedores, profissionais do futebol e usuários das redes, o árbitro conseguiu a autorização necessária para embarcar rumo aos Estados Unidos. Dessa forma, o somali iniciou a viagem no Quênia, passou pela Turquia e chegou ao território norte-americano. No entanto, ao desembarcar, agentes de imigração teriam impedido sua entrada no país. Até o momento, nenhuma explicação oficial sobre a decisão foi divulgada pelas autoridades responsáveis e pela Fifa.
Camisa do Brasil é eleita a 2ª mais bonita da Copa em ranking; veja lista completa

Entre os kits da Nike, a camisa brasileira é top 1; Gana vence em lista geral feita por site americano A camisa titular da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 foi apontada como a segunda mais bonita do torneio pelo site americano The Athletic, um dos principais veículos esportivos dos Estados Unidos. O uniforme amarelo produzido pela Nike ficou atrás apenas do uniforme principal de Gana no ranking que avaliou os kits nº 1 das 48 seleções participantes do Mundial. Na análise, os jornalistas destacaram a capacidade da Nike de resgatar elementos clássicos da identidade visual brasileira sem abrir mão de detalhes modernos. O portal ressaltou que a peça remete a versões históricas da Seleção e considerou o lançamento um acerto após as críticas recebidas por modelos anteriores.
Após retomada de bombardeios e pedido de Trump, Irã e Israel anunciam fim de ataques

Regime iraniano fez alerta caso disparos contra o Líbano continuem; israelenses prometeram retaliar ações do Hezbollah O Irã anunciou, nesta segunda-feira (8), o fim de suas operações militares contra Israel, segundo o comando unificado das Forças Armadas, mas alertou para ataques mais severos caso Israel continue com os ataques contra o Líbano. Logo depois, Israel suspendeu os ataques contra o Irã a pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo declarações de uma autoridade graduada israelense citada pelo Channel 12. A fonte acrescentou que, se os ataques do Hezbollah contra localidades israelenses continuarem, Israel atacará os subúrbios do sul de Beirute. De acordo com a reportagem do Channel 12, a autoridade israelense também afirmou que os ataques israelenses no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias.

