Campo Grande, 20 de junho de 2026

Guerra contra o crime: Mato Grosso do Sul intensifica combate às facções e confrontos com a polícia crescem em 2026

EXCLUSIVA | Folha do Estado Brasil Mato Grosso do Sul vive um dos períodos mais intensos no enfrentamento à criminalidade organizada dos últimos anos. Com operações quase diárias, reforço do policiamento ostensivo e ações de inteligência, as forças de segurança do Estado têm ampliado a pressão sobre facções criminosas, especialmente em regiões de fronteira e corredores estratégicos do tráfico internacional de drogas e armas. Levantamento realizado a partir de dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revela que, apenas nos primeiros cinco meses de 2026, o Estado já registrou 56 mortes decorrentes de intervenção legal de agentes do Estado, categoria que engloba os óbitos ocorridos em confrontos com as forças policiais. O número já corresponde a 76,7% de todos os casos registrados durante o ano de 2025, quando foram contabilizadas 73 mortes nessa modalidade. O cenário evidencia uma intensificação das operações policiais e também a maior resistência de grupos criminosos às abordagens realizadas pelas equipes de segurança. Segundo a Sejusp, grande parte dos confrontos ocorre durante cumprimento de mandados judiciais, perseguições ou abordagens em que suspeitos reagem armados à ação policial. Campo Grande lidera ocorrências A capital sul-mato-grossense aparece como a região com maior número de confrontos registrados neste ano. Bairros das regiões sul e oeste têm sido palco frequente de operações do Batalhão de Choque, da Polícia Militar e da Polícia Civil, principalmente em ações voltadas ao combate ao tráfico de drogas e à captura de criminosos considerados de alta periculosidade. Em maio deste ano, por exemplo, dois suspeitos morreram após confronto com policiais militares no Jardim Itamaracá, em Campo Grande. Na ocasião, a corporação informou que os homens reagiram à abordagem efetuando disparos contra a equipe policial, que revidou. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e pela Perícia Científica. Além da capital, municípios como Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, Dourados e Ponta Porã têm registrado aumento nas operações e confrontos, sobretudo em razão da disputa territorial entre organizações criminosas e do avanço de facções em áreas consideradas estratégicas para o tráfico internacional. Fronteira sob vigilância A localização geográfica de Mato Grosso do Sul é apontada por especialistas como um dos principais fatores que influenciam a dinâmica da criminalidade no Estado. Com extensa faixa de fronteira com o Paraguai e a Bolívia, a região tornou-se rota importante para o tráfico de drogas, armas e contrabando. Nos últimos meses, as forças de segurança intensificaram operações integradas com foco no enfraquecimento das estruturas financeiras e operacionais das facções. A chamada Operação Leviatã, conduzida pela Polícia Civil, teve como objetivo combater a expansão do Comando Vermelho no Estado, resultando em prisões, apreensões e confrontos com investigados. Operações reforçam presença policial Paralelamente às ações de repressão ao crime organizado, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul vem ampliando operações ostensivas em todo o território estadual. Na 25ª edição da Operação Força Total, realizada em março deste ano, foram mobilizados mais de mil policiais militares e centenas de viaturas. As ações resultaram em mais de três mil abordagens, dezenas de prisões em flagrante, cumprimento de mandados judiciais, apreensão de drogas e armas de fogo. Já na 26ª edição da mesma operação, realizada em abril, a PMMS reforçou o policiamento em diversas regiões do Estado, integrando uma mobilização nacional voltada ao combate à criminalidade e ao fortalecimento da sensação de segurança da população. Debate sobre segurança pública Apesar do aumento recente dos confrontos, Mato Grosso do Sul apresentou redução da letalidade policial nos últimos anos. Dados do Ministério da Justiça indicam que o Estado reduziu em 31,4% as mortes decorrentes de intervenção policial em 2025, na comparação com 2024, consolidando uma tendência de queda observada anteriormente. Ainda assim, o crescimento registrado em 2026 reacende o debate sobre os desafios enfrentados pelas forças de segurança e sobre a necessidade de investimentos permanentes em inteligência, tecnologia e prevenção. Entre a pressão exercida pelas facções criminosas e a resposta cada vez mais intensa do aparato policial, Mato Grosso do Sul vive um momento decisivo na luta contra o crime organizado. O resultado dessa batalha terá reflexos diretos não apenas nos indicadores de segurança pública, mas também na sensação de tranquilidade e confiança da população sul-mato-grossense. Folha do Estado Brasil – Informação com credibilidade e compromisso com a verdade.

Resolução fortalece identidade regional de honrarias em homenagem ao cooperativismo

As honrarias a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) em homenagem ao cooperativismo têm agora a expressão “sul-mato-grossense”. A mudança, que visa fortalecer a identidade regional, consta na Resolução 18/2026, publicada na edição desta sexta-feira (19) do Diário Oficial do Parlamento.  De autoria do deputado Professor Rinaldo Modesto (União), a normativa altera a Resolução 22/2025, que criou o Diploma e a Medalha do Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo, a serem conferidos às pessoas físicas e jurídicas que se destacarem na promoção do cooperativismo no Estado. A nova Resolução acrescenta a expressão “Sul-Mato-Grossense” ao nome das honrarias. A Resolução 22/2025, aprovada em setembro do ano passado, também é de autoria do Professor Rinaldo, que coordena a Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo. “O acréscimo do termo ‘sul-mato-grossense’ justifica-se pela necessidade de conferir maior precisão institucional, identidade regional e delimitação do alcance da homenagem criada pela ALEMS”, afirma o deputado na justificativa da proposta. O parlamentar argumenta ainda que a mudança “fortalece a identidade regional da honraria, prestigia a história e a contribuição das cooperativas do Estado e assegura maior clareza quanto ao objeto e à finalidade da Resolução”.

Audiência debate medidas e normas legais para preservação do Parque do Prosa

Os impactos da verticalização na área de amortecimento do Parque Estadual do Prosa foram debatidos em Audiência Pública, promovida pela Câmara Municipal de Campo Grande, na manhã desta sexta-feira, dia 19. A Audiência foi proposta pela vereadora Luiza Ribeiro, por meio da Comissão Permanente de Meio Ambiente e Clima. O debate contemplou os riscos que os empreendimentos imobiliários podem representar para o meio ambiente, para a drenagem urbana, a biodiversidade e a qualidade de vida da população. Além dos aspectos acerca da preservação, a discussão abordou atualização das normativas legais relacionadas à área e segurança jurídica para os empreendimentos, pensando no desenvolvimento e na preservação. A vereadora Luiza Ribeiro lembrou que a Câmara tem acompanhado há muito tempo essa questão, com audiências para avaliar a situação da proteção da reserva ambiental do Parque Estadual do Prosa, contemplando o Parque dos Poderes e o Parque das Nações Indígenas. Ela alertou para a situação de risco dessa reserva. “A proteção daquele conjunto de parques é muito importante e de uns anos para cá nós tivemos um problema muito grave que foi o desmatamento. Esse desmatamento já está bem contido graças a uma série de intervenções políticas, administrativas e judiciais, mas o que nos surpreendeu recentemente, de um ano para cá, foi a decisão da Prefeitura de autorizar a construção de prédios com alta densidade habitacional, que tem uma repercussão ambiental muito importante naquela região e não respeita o que a gente já tem legislado tanto na Constituição como em outros sistemas legais e estaduais a respeito da proteção do Parque Estadual do Prosa, que é uma reserva de proteção integral”. Recentemente, foi publicado o Decreto 16.757/2026, pelo Governo do Estado. A partir de agora, os empreendimentos não podem ser licenciados pela prefeitura sem anuência do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), como esclareceu a vereadora. Desta forma, têm-se um novo instrumento de controle. A vereadora ressaltou a importância de toda sociedade envolver-se nessa discussão. “Aquela não é uma zona prioritária para o adensamento populacional e construções. Ao contrário, é uma zona de proteção”, acrescentou Luiza Ribeiro. O vereador Jean Ferreira, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Clima, enfatizou a importância desse debate envolvendo o planejamento urbano e a preocupação com as mudanças climáticas. Ele citou que o decreto foi um avanço, mas ainda há fragilidades. “Vemos prédios sem limites de altura, adensamento da população naquela região e nas bordas da cidade”, disse. Ele lembrou que o Plano Diretor precisa ser respeitado, o qual previa a ocupação do Centro de maneira estratégica, planejando a cidade para maior aproveitando até do oferecimento de serviços públicos. O vereador citou os impactos que a cidade vem sofrendo porque essa norma não vem sendo devidamente seguida, mencionando a necessidade de buscar incentivos para que a região central seja ocupada. Pelo Imasul, Leonardo Tostes Palma, ressaltou que o Parque Estadual do Prosa “é uma unidade de conservação de muita importância para Campo Grande, especialmente porque ele ajuda na regulação de clima e traz serviços ambientais importantes”. Com o decreto para regulamentação da Zona de Amortecimento do Parque Estadual do Prosa, busca-se ocupar melhor o espaço. Ele enfatizou a fauna e a questão da drenagem como pontos principais, lembrando que o Parque das Nações Indígenas conta com dois lagos constantemente assoreados. “Então a gente diminuiu uma série de impactos urbanísticos sobre uma área que é urbana, mas que tem uma função muito importante, que é melhorar a qualidade do clima, a qualidade do ar, para a população que vive aqui em Campo Grande”. Representando o movimento Amigos do Parque, Josiberto Martins de Lima, morador da região, falou sobre a importância da Audiência para discussão desta área que interessa a todos os moradores de Campo Grande. “A cidade está se desenvolvendo, são muitos empreendimentos novos e isso é bom para Campo Grande, porém não pode ser nunca desconectado da necessidade da preservação ambiental. Essa é uma preocupação que todos devemos prestar atenção, ter muito cuidado com isso, porque a preservação ambiental é muito importante”. Representando a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Rodrigo Giansante, citou que há uma gama de instrumentos urbanísticos e ambientais, além de uma história muito tranquila e consolidada, até reconhecida nacionalmente, de atuação nessa área de licenciamento. “A gente tem um principal instrumento, que é o Plano Diretor, e instrumentos complementares, tanto da política urbana quanto da política ambiental, que dão toda a segurança jurídica e a adequação necessária para cada tipo de empreendimento ou atividade que vai ser instalada em Campo Grande. A gente pensa para a cidade como um todo e a regra que a gente tem é embasada nas legislações”. O conselheiro estadual Gustavo Kiotoshi Shiota, do Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, ressaltou a pertinência da discussão no momento de avanço rápido de grandes incorporadoras, imobiliárias, de grandes empreendimentos. Ele citou o decreto que cria novos regramentos para a região, lembrando que, antes disso, há o Plano Diretor que foi criado de forma muito democrática, bastante discutido com todos os setores da sociedade. “Sobrepor isso de uma forma um pouco arbitrária me preocupa porque pode gerar algum impacto ao mesmo tempo negativo, porque ela foge de um plano que é muito amplo, pensando em toda a cidade e não de uma região mais pontual como está sendo colocado agora”. Ao final do debate, como um dos encaminhamentos, foi proposta a formação de um grupo técnico para debater as questões legais sobre o assunto. Milena CrestaniAssessoria de Imprensa da Câmara Municipal

Casemiro acerta com Inter Miami e jogará ao lado de Messi

Volante da Seleção Brasileira e que estava no Manchester United vai atuar na MLS após o término da Copa do Mundo Casemiro está perto de se tornar jogador do Inter Miami e se tornar companheiro de Lionel Messi na equipe da MLS (Major League Soccer). De acordo com o jornalista Fabrizio Romano, o volante da seleção brasileira chegou a um acordo verbal para assinar com o clube norte-americano após o fim de seu contrato com o Manchester United.

Trump apresenta Boeing 747 presenteado pelo Catar que irá operar como ‘Air Force One’

Presidente revela que aeronave liderará o sobrevoo de 4 de julho ‘como nenhum outro’ antes O presidente Donald Trump apresentou na sexta-feira o novo Air Force One, um jato presenteado pelo governo do Catar, que será convertido na aeronave presidencial oficial dos Estados Unidos. Esse jato servirá à Casa Branca, operando pelo Grupo de Transporte Aéreo Presidencial, até que os novos Jumbos produzidos pela Boeing sejam entregues ao governo. A entrega dos VC-25B pelo fabricante sofreu um processo de longo atraso por questões financeiras e estruturais da Boeing. Por ora, o Boeing 747 catariano iniciará uma série de voos de testes e análises, até que sua operação esteja 100% de acordo com os parâmetros da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

Após defesa histórica de Dr. Victor Rocha, Campo Grande inicia ampliação de 89 leitos hospitalares

Uma das principais bandeiras defendidas pelo vereador Dr. Victor Rocha (PSDB) desde o primeiro ano de seu mandato começa a se tornar realidade em Campo Grande. A ampliação da oferta de leitos hospitalares, pauta defendida de forma permanente pelo parlamentar, avançou e prevê, inicialmente, a abertura de 89 novos leitos na Capital. Presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, Dr. Victor participou, nesta sexta-feira (19), de uma reunião estratégica na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para discutir a ampliação da capacidade hospitalar do município. O encontro reuniu o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, a secretária-adjunta Dra. Ivone Kanaan Nabhan Pelegrinelli, superintendentes da Sesau e equipes técnicas responsáveis pelo planejamento da rede assistencial. Como resultado da reunião, foi definida a ampliação inicial de 89 novos leitos hospitalares para reforçar o atendimento à população. Deste total, 12 leitos clínicos já foram oficializados no Hospital São Julião, conforme publicação no Diogrande desta sexta-feira (19). Os demais seguem em fase de pactuação junto às unidades hospitalares. A proposta contempla: • Hospital Alfredo Abrão: 24 leitos, sendo 22 de enfermaria pediátrica e dois de retaguarda pediátrica; • Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap/UFMS): 38 leitos distribuídos entre Clínica Médica, enfermaria pediátrica, UTI Adulto, UTI Neonatal, UTI Pediátrica e unidades neonatais; • Hospital do Pênfigo: 15 leitos, sendo 10 clínicos e cinco de UTI Adulto, ainda em fase de negociação; • Hospital São Julião: 12 leitos clínicos já oficializados. Médico mastologista e defensor do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), Dr. Victor Rocha comemorou o avanço e destacou que a ampliação da rede hospitalar é uma necessidade histórica para Campo Grande. “Desde o primeiro ano do nosso mandato temos defendido a ampliação dos leitos hospitalares em Campo Grande. Como médico, acompanho diariamente o sofrimento de pacientes que permanecem dias internados nas UPAs aguardando uma vaga hospitalar. Cada novo leito representa mais dignidade, mais agilidade no atendimento e, principalmente, vidas salvas”, afirmou. Segundo o parlamentar, o déficit histórico de leitos é um dos principais gargalos da saúde pública municipal, contribuindo diretamente para a superlotação das unidades de urgência e emergência. “Ver essa pauta avançando é motivo de satisfação. A ampliação da rede hospitalar é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população e desafogar as UPAs, onde muitos pacientes acabam permanecendo internados por dias à espera de uma vaga hospitalar”, acrescentou. Dr. Victor ressaltou ainda que a ampliação dos leitos se soma a outra pauta defendida ao longo do mandato: o fortalecimento das cirurgias eletivas e a realização de mutirões de saúde. Recentemente, a Prefeitura de Campo Grande lançou o programa Viva Campo Grande III – Vira CG Saúde, que prevê a realização de milhares de cirurgias, exames e consultas especializadas para reduzir filas históricas de espera e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde. “O mesmo esforço que hoje vemos na ampliação dos leitos também vem sendo realizado nas cirurgias eletivas. São ações que devolvem esperança às pessoas que aguardam há meses ou até anos por um procedimento. Quando unimos gestão, planejamento e compromisso com a vida, quem ganha é a população”, concluiu Dr. Victor Rocha. Ao longo dos últimos anos, Dr. Victor Rocha tem defendido de forma permanente a abertura de novos leitos, a ampliação da rede hospitalar, a realização de mutirões e a redução das filas do SUS, pautas consideradas essenciais para garantir uma saúde pública mais humanizada, eficiente e resolutiva para a população de Campo Grande. Texto: Assessoria de Imprensa  Vereador Dr. Victor Rocha