PF apura grilagem e envolve empresários e ex-diretor da Agraer

Agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em condomínios de luxo em Campo Grande e um em Rio Brilhante. A Polícia Federal deflagrou ontem (8) a operação Pantanal Terra Nullius, que investiga um esquema milionário de grilagem de terras da União em áreas de proteção ambiental no Pantanal sul-mato-grossense, segundo reportagem do G1. Agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em condomínios de luxo em Campo Grande e um em Rio Brilhante. Durante a ação, foram apreendidos veículos de alto padrão, relógios de luxo e R$ 600 mil em dinheiro vivo. A Justiça também determinou bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 3 milhões. Segundo a PF, o grupo teria fraudado documentos para se apropriar de áreas do Parque Estadual do Rio Negro, com a suspeita de participação de empresários, fazendeiros e servidores da Agraer) (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de Mato Grosso do Sul). Entre os investigados estão engenheiros, advogados e o ex-diretor-presidente da Agraer, André Nogueira Borges, além de funcionários do setor de regularização fundiária da autarquia. A investigação aponta que a empresa Toposat Engenharia Ltda., especializada em serviços cartográficos, está no centro do esquema. Entre os alvos, estão sócios da companhia e pessoas ligadas ao setor produtivo e à área técnica da regularização de terras públicas no estado. O inquérito segue sob sigilo. Em nota, o governo de Mato Grosso do Sul informou que acompanha e colabora com a operação da PF e que tomará as medidas cabíveis após acesso aos autos, reafirmando o compromisso com a transparência e a lisura nos atos públicos. Até o momento, os investigados não se pronunciaram. Dinheiro em espécie foi encontrado pela PF (Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena) Andre Nogueira
Deputado protocola pedido de impeachment de Lula por escândalo do INSS

Documento apresentado por deputado bolsonarista cita descontos indevidos aplicados por entidade administrada por irmão de Lula O deputado bolsonarista Evair Vieira de Melo (PP) protocolou um pedido de impeachment do presidente Lula por descontos indevidos praticados pelo Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) e investigados pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) no recente escândalo do INSS. O sindicato é administrado por José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula, de 83 anos. O pedido de impeachment alega que uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou um aumento de R$ 100 milhões no faturamento da entidade entre os anos de 2021 e 2023, a partir de descontos ilegais na folha de pagamento de seus associados. “Durante esse período, o número de filiados expandiu de cerca de 170 mil, número mantido até 2020, para aproximadamente 420 mil associados”, diz o documento. “O salto coincide, desse modo, com o período que o TCU descreve como o auge da ‘farra dos descontos’, quando aposentados e pensionistas tiveram valores abatidos diretamente da folha de pagamento do benefício. O Sindnapi tem como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma o pedido de impeachment. Investigações No âmbito das investigações sobre o esquema de descontos indevidos — que atingiu 4 milhões de aposentados e pensionistas do INSS e causou um prejuízo de R$ 6,3 bilhões — a CGU teria identificado, segundo Evair Vieira de Melo, “descontos aplicados sem autorização formal, indicando possíveis práticas de associação compulsória e venda casada de serviços financeiros” pela entidade dirigida pelo irmão de Lula. “A presença de Frei Chico na vice-presidência do Sindnapi e a ausência de medidas corretivas por parte do presidente Lula diante das irregularidades apontadas agravam a situação, as quais indicam possível conflito de interesses e comprometimento da probidade administrativa”, diz o pedido. No documento enviado à Mesa Diretora da Câmara, além da abertura do processo de cassação do presidente, o deputado bolsonarista pede o afastamento preventivo de Lula, a remessa ao Senado para julgamento definitivo após trâmite na Casa, e a suspensão dos direitos políticos por oito anos a partir da perda do cargo.topmidiaews

