Jovem confessa ter matado a mãe por impedir saída para comprar drogas
Alfredo Henrique Oruê, de 21 anos, confessou feminicídio e teve prisão convertida em preventiva Alfredo Henrique Oruê dos Santos, de 21 anos, confessou ter assassinado a própria mãe, Michelly Rios Midon Oruê, de 47 anos, após ser impedido por ela de sair de casa para comprar drogas. O crime brutal aconteceu na noite de quinta-feira (3), em Glória de Dourados – 80 km de Dourados. Segundo a polícia, Michelly foi esfaqueada cinco vezes, principalmente na região do pescoço. Após cometer o crime, Alfredo fugiu com o carro da família e foi encontrado na manhã seguinte em uma boca de fumo em Dourados. Ele dormia no momento em que foi preso. O corpo da vítima foi localizado por familiares e amigos, no quintal da casa da família, após desconfiarem de seu desaparecimento. O marido de Michelly estava viajando a trabalho. Durante a audiência de custódia, realizada na tarde de sexta-feira (4), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e Alfredo deverá ser transferido para o sistema penitenciário nos próximos dias. Ao ser abordado pela imprensa e questionado se estava arrependido, ele respondeu apenas: “sim”. Embora familiares tenham alegado que Alfredo sofria de esquizofrenia, a Polícia Civil confirmou que não há diagnóstico da doença. O médico que o acompanhava foi ouvido e relatou que o jovem fazia tratamento apenas para ansiedade e depressão, descartando qualquer histórico de esquizofrenia. O caso está sendo investigado como feminicídio, e a polícia segue apurando os detalhes da motivação e histórico do agressor.douradosagora.com
MPE rejeita acordo e empresário alvo da Tromper vai a julgamento: ‘Voltado à prática de delitos’

O Ministério Público Estadual rejeitou oferecer acordo a Edmilson Rosa, 56 anos, e o empresário denunciado na Operação Tromper 3 vai a julgamento no próximo mês de setembro acusado de possuir um revólver calibre 38 e munições sem registro. A arma foi encontrada durante cumprimento de mandado de busca e apreensão, em abril do ano passado, durante a ofensiva do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A defesa do empresário nega a acusação, diz que ele é inocente e buscou acordo de não persecução penal com o MPE. O órgão, entretanto, deixou de oferecer uma proposta, com a justificativa de que o denunciado “é pessoa voltada à prática de delitos”. “De outro norte, os argumentos trazidos pelo Parquet de piso para negar a avença possuem legitimidade, eis que, analisando a certidão de antecedentes criminais de fls. 94-101, verifica-se que o acusado possui em seu desfavor investigações criminais, e por tal razão o Ministério Público entende que a concessão do acordo é inadequada, eis que há indícios de que o réu possui personalidade voltada para a prática de ilícitos penais, fazendo com que o aventado acordo não se mostre suficiente e necessário à prevenção e repressão do fato”, reforçou o Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior. Conforme a denúncia, policiais militares em apoio a Operação Tromper durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência Edmilson Rosa, localizaram no quarto dele um revólver calibre 38, marca “Rossi”. Ao ser questionado acerca da documentação e a devida posse, o empresário informou que não possui o registro da arma. Toda a revista foi acompanhada pelo advogado Félix Jaime Nunes da Cunha, pelo promotor de justiça Humberto Lapa Ferri e por duas testemunhas. Edmilson foi então preso em flagrante. O juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 25 de setembro, às 13h30. Nesta data, serão ouvidas as testemunhas arroladas pela acusação e defesa, realização de diligências requeridas pelas partes e, por fim, o interrogatório do réu. O empresário Edmilson Rosa, denunciado na Operação Tromper 3, também responde a denúncia por possuir um revólver calibre 38 da Taurus com numeração raspada, além de um coldre de couro com três munições. O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, aceitou a denúncia em janeiro deste ano. O empresário, porém, não foi localizado e teve de ser representado pela Defensoria Pública. Só neste mês de maio, foi informado que o advogado Félix Jayme Nunes da Cunha assumiu o caso. o jacare. Operação Tromper flagrou Edmilson Rosa com armas sem registro. (Foto: Arquivo)

