Campo Grande, 4 de junho de 2026

Receita Federal inicia operação no Brás, no centro de SP, para apreender produtos falsificados

Agentes procuram por mercadorias ilegais e priorizam camisetas falsas da seleção brasileira A Receita Federal iniciou uma operação no Brás, um dos principais centros comerciais de São Paulo e da América Latina. Dois grandes shoppings na região foram fechados temporariamente para que os fiscais possam inspecionar cerca de duas mil lojas. Durante as próximas duas semanas, os agentes vão verificar cada estabelecimento à procura de mercadorias ilegais ou sem nota fiscal. Produtos legalizados serão liberados após a apresentação das notas fiscais correspondentes. Funcionários e proprietários das lojas foram retirados enquanto o trabalho é realizado. A ação tem como alvo a venda de camisas falsificadas da seleção brasileira e outros produtos esportivos falsificados devido à proximidade da Copa do Mundo. Além disso, a Receita busca combater não apenas a pirataria mas também o contrabando desses produtos para dentro do país. O fechamento ocorre em um momento movimentado para o comércio local que atrai compradores tanto de São Paulo quanto de outras regiões do Brasil interessados em adquirir mercadorias para revenda.

Neymar: entenda regra que impediu atacante de retornar à partida entre Santos e Coritiba

A substituição de Neymar na partida entre o Santos e o Coritiba, no domingo (17), gerou grande repercussão nas redes sociais e levantou uma dúvida entre torcedores: o atacante poderia voltar ao jogo após ter sido retirado de campo por um erro da arbitragem? Pelas regras do futebol profissional, a resposta é não. O artigo 3 das normas estabelecidas pela International Football Association Board (IFAB) determina que atletas substituídos não têm permissão para retornar à partida. “O uso de substituições com retorno só é permitido em categorias de base, futebol de veteranos, competições para atletas com deficiência e futebol amador, desde que haja autorização da associação nacional, da confederação ou da FIFA”, destaca a IFAB no documento que estabelece as normas. Entenda polêmica A confusão envolvendo a saída de Neymar aconteceu durante o segundo tempo do confronto válido pela série A do Campeonato Brasileiro, disputado na Neo Química Arena, em São Paulo (SP). O camisa 10 havia deixado o gramado para receber atendimento médico quando o técnico Cuca decidiu fazer uma alteração na equipe.

Festa do Queijo celebra cultura e pequeno produtor estadual

O segundo e último dia da 9ª Festa do Queijo de Rochedinho, realizado nos dias 15 e 16 de maio de 2026, consolidou mais uma vez o evento como uma referência no calendário cultural de Mato Grosso do Sul. O encontro, que já se tornou tradição em toda a região, promoveu não apenas a valorização dos queijos artesanais e outros produtos coloniais, mas também o fortalecimento da cadeia produtiva local, especialmente para os pequenos produtores. O distrito de Rochedinho, conhecido pela tradição na produção artesanal de alimentos derivados do leite, foi palco de uma festa com programação estendida para dois dias, maior e mais estruturada do que nunca. A iniciativa reuniu cerca de 30 expositores oferecendo uma grande diversidade de queijos (curados, maturados, verdes) acompanhados de alimentos típicos como costela de chão, pastel, e arroz carreteiro, além de uma variedade de produtos artesanais, embutidos, doces caseiros e artesanato local. A oferta cultural incluiu apresentações musicais de grupos tradicionais, consolidando um ambiente de celebração e valorização regional. Vozes do EventoRoseneide, produtora de queijos locais há muitos anos, destacou o impacto direto do evento na economia familiar:“Está maravilhoso, ontem veio bastante gente, hoje o público está maior ainda. Eu não dei conta hoje, quase de atender, meus requeijões foram todos, a procura foi muita… É muito bom ter uma festa que apoie o trabalho do pequeno produtor, muitas vezes pouco reconhecido, mas que produz um alimento abençoado.” Para Elvis Pereira, morador de Campo Grande, a festa é um momento de encontro e tradição: “A gente está curtindo, todo ano venho com minha esposa para aproveitar o clima bom e as comidas típicas. Sempre levamos algo para casa.” Loisa Higa, conselheira tutelar, ressaltou a importância cultural para as famílias: “Já entrou para a cultura de Campo Grande! É importante para as crianças conhecerem e valorizarem a cultura local e os momentos de lazer. Esta edição, além disso, tem preços acessíveis e opções novas para o público.” Francisley Galdino, diretor da Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco, destacou a organização e o impacto social: “A melhor de todas as edições, com infraestrutura, segurança, internet, trânsito organizado e um público fiel, mostrando o quanto a festa cresce em importância e qualidade.” Produtores e expositores confirmam o sucesso da festa como uma importante plataforma para ampliar sua visibilidade e vendagem. Amarildo Barbosa relatou: “A venda foi muito boa, superando todas as expectativas, com variedade de queijos regionais e parceiros da Serra da Canastra.” Impacto Regional e CulturalMais que um evento gastronômico, a Festa do Queijo de Rochedinho gera impactos profundos na valorização da cultura rural, na economia local e na promoção do turismo regional. A congregação de produtores, artesãos, moradores e visitantes emociona e renova a tradição, criando um espaço de troca cultural e comercial que reforça a identidade sul-mato-grossense. Com organização do trânsito e melhorias tecnológicas, como internet gratuita no local, a festa reafirmou seu compromisso com a qualidade e acolhimento. A festa segue como um ponto de referência para o pequeno produtor, que ao longo dos anos conquista reconhecimento e espaço no cenário estadual, fortalecendo a economia criativa do Mato Grosso do Sul.

Circo Balão Mágico se torna parceiro na Campanha do Agasalho 

O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) fechou parceria com o Circo Balão Mágico para reforçar a arrecadação da Campanha do Agasalho 2026 em Campo Grande. A ação integra o projeto Ingresso Solidário, que une cultura e solidariedade por meio da troca de doações por entradas para o espetáculo.  A iniciativa vai disponibilizar 100 cortesias por semana para o público que contribuir com a campanha. A entrega dos agasalhos e a retirada dos ingressos devem ser feitas exclusivamente na sede do FAC, na Avenida Fábio Zahran, 6000, Vila Carvalho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30. Não haverá retirada de ingressos no circo.  Podem ser doados cobertores, calçados, casacos, meias e roupas de frio em geral, desde que estejam em bom estado de conservação.  Para a presidente do FAC, Adir Diniz, a parceria amplia o alcance da campanha e reforça o caráter coletivo da ação. “Essa parceria com o Circo Balão Mágico mostra que a solidariedade e as políticas públicas de inclusão podem caminhar lado a lado com a cultura e o lazer. Mobilizar a nossa cidade através de uma ação tão bonita nos dá a certeza de que faremos um inverno mais acolhedor para milhares de famílias”, afirmou.  Do lado do circo, o representante de relações públicas e marketing, Átila César Pena, reforça o compromisso social da iniciativa. “A sensação é a mais nobre possível, porque a campanha já é um ato de nobreza. Ajudar o próximo sempre nos alivia a alma. O circo, toda vez que tem a oportunidade de participar de campanhas de solidariedade, arrecadação de alimentos ou de agasalhos, sempre está disposto e disponível”, disse.  Todo o material arrecadado passa por triagem técnica na sede do FAC antes da distribuição. As peças em bom estado são destinadas às comunidades e instituições cadastradas, enquanto itens sem condição de uso podem ser direcionados para ações de reaproveitamento dentro dos cursos de artesanato sustentável do fundo.  A Campanha do Agasalho 2026 segue até o fim de junho, com meta de arrecadar 50 mil peças e ampliar o atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade social em Campo Grande. 

Dinheiro público jogado no ferro-velho: Prefeitura torra R$ 900 mil em usina abandonada e vende equipamento no prejuízo

O que deveria representar economia, autonomia e avanço na infraestrutura acabou se transformando em mais um retrato do descaso com o dinheiro público em Mato Grosso do Sul. Em Rio Brilhante, a prefeitura gastou cerca de R$ 900 mil na compra de uma usina de asfalto, anunciou modernização, prometeu redução de custos e eficiência nas obras, mas o equipamento jamais entrou em funcionamento. Quatro anos depois, a chamada “solução para pavimentação própria” virou símbolo de desperdício administrativo, falta de planejamento e possível irresponsabilidade na gestão dos recursos da população. A usina, adquirida em 2021 durante a administração do prefeito Lucas Foroni (PP), permaneceu abandonada no Parque Industrial da cidade, exposta ao tempo, coberta apenas por lonas improvisadas, enquanto peças enferrujavam espalhadas em terrenos distintos. O cenário foi constatado inclusive em vistoria técnica realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. O mais alarmante é que o próprio município admitiu posteriormente que não havia sequer estudo adequado sobre a viabilidade operacional do equipamento antes da compra. Na prática, a prefeitura comprou primeiro e descobriu depois que não tinha condições de operar a usina. A alegação apresentada ao Ministério Público foi de que não conseguiu adquirir insumos necessários para funcionamento, como massa asfáltica, ligantes e agregados, porque os processos licitatórios fracassaram. Porém, a própria Procuradoria-Geral do Município reconheceu oficialmente que essa análise de mercado deveria ter sido feita ainda no estudo técnico preliminar obrigatório antes da aquisição. Ou seja, faltou planejamento básico. Enquanto isso, quase R$ 1 milhão do contribuinte ficou literalmente parado e se deteriorando ao relento durante anos. A situação se torna ainda mais controversa porque, após todo o abandono, a usina acabou sendo leiloada em abril de 2025 por R$ 850 mil, valor inferior ao montante originalmente pago pela prefeitura. Houve apenas um único interessado e apenas um lance mínimo acima do valor estipulado. A empresa vencedora atua justamente no setor de usinagem de asfalto e possui contratos milionários com a própria Prefeitura de Rio Brilhante. Segundo informações divulgadas, empresas ligadas ao mesmo grupo empresarial acumulam contratos que ultrapassam R$ 16 milhões com o município e mais de R$ 150 milhões junto ao Governo do Estado. O caso levanta questionamentos inevitáveis sobre gestão pública, critérios de planejamento e responsabilidade administrativa. Afinal, como uma prefeitura investe quase R$ 1 milhão em um equipamento sem verificar previamente se haveria condições reais de funcionamento? Mais grave ainda é observar que o equipamento ficou se deteriorando durante anos enquanto a população continua enfrentando problemas estruturais, ruas danificadas e demandas básicas em diversos setores do município. Em agosto de 2024, o Ministério Público firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o prefeito Lucas Foroni, determinando medidas para conservação do equipamento, análise de viabilidade e abertura de sindicância para apurar responsabilidades dos agentes envolvidos. Apesar disso, o desfecho foi a venda do patrimônio público abaixo do valor investido, consolidando um prejuízo financeiro que, mais uma vez, recai sobre o bolso da população. O episódio reforça uma crítica cada vez mais frequente entre moradores e especialistas em gestão pública: muitos gestores seguem tratando o dinheiro público sem o mesmo rigor e responsabilidade que qualquer cidadão teria ao administrar seus próprios recursos. Por Wander Lopes

Lula diz a aliados que vai insistir na indicação de Messias para o Supremo Tribunal Federal

Nos últimos dias, presidente da República comentou estar disposto a tomar atitude novamente, inclusive antes das eleições deste ano Mesmo depois da derrota histórica no Senado Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse a aliados que vai reenviar à Casa a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal), antes das eleições. O ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) ainda adota cautela quanto a essa possibilidade. Em 29 de abril último, o Senado impôs uma derrota histórica ao governo e rejeitou Messias por 42 votos a 34. Com o resultado, Lula rompeu uma aliança que tinha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apontado como artífice da derrota. Nos últimos dias, porém, Lula disse a aliados que está disposto a mandar a indicação de Messias novamente ao Senado e que dará esse passo antes das eleições de outubro. O presidente fez a sinalização mesmo sem a certeza de como seria uma segunda votação de Messias e antes até de acertar com Alcolumbre o nome que vai apresentar. Aliados de Lula ponderam, contudo, que o envio da indicação ainda dependeria de concretização e conversas com o Senado.

Paquistão entrega aos EUA proposta revisada do Irã para acabar com a guerra

Um frágil cessar-fogo está em vigor após seis semanas de guerra que se seguiram aos ataques contra o Irã O mediador Paquistão compartilhou com os Estados Unidos uma proposta revisada do Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio, disse uma fonte paquistanesa à Reuters nesta segunda-feira (18), alertando que os lados “não têm muito tempo” para reduzir suas diferenças. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou posteriormente que as opiniões de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, mas não deu detalhes.

Após crise do filme de Bolsonaro, governo faz post sobre transparência: ‘Sem caixa-preta’

Postagem ocorre em meio à crise envolvendo o financiamento do longa Dark Horse, cuja produção teria recebido recursos de Vorcaro Em meio à crise envolvendo a produção do filme Dark Horse, inspirado na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, o Ministério da Cultura usou as redes sociais para comentar sobre o financiamento público a filmes apoiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual. A pasta alegou não haver “segredos” ou “caixa-preta” em projetos contemplados por essa política. “Cada centavo investido pelo Governo do Brasil no audiovisual tem destino certo, prestação de contas rigorosa e pode ser fiscalizado por qualquer cidadão. Quando é público, você sabe de tudo!”, escreveu o ministério. No post, a pasta reforça o “rigor total” durante a análise técnica, a elaboração de editais públicos e a prestação de contas. “Qualquer um pode ver quem pagou, quanto recebeu e como gastou”, pontua. O Fundo Setorial do Audiovisual é ligado ao Fundo Nacional da Cultura e vinculado ao Ministério da Cultura. Seu principal objetivo é o desenvolvimento articulado de toda a cadeia produtiva da atividade audiovisual no Brasil.

Renan Calheiros acusa Motta de pedir propina a Vorcaro para cunhada comprar terreno na Paraíba

 O senador Renan Calheiros (MDB-AL) acusou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), de atuar em favor de interesses ligados ao Banco Master e ao mercado de créditos de carbono. As declarações foram feitas na última terça-feira (12), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida pelo parlamentar alagoano. No centro da controvérsia está uma emenda apresentada por Hugo Motta ao projeto de lei que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa. O texto obriga seguradoras e entidades de previdência complementar a destinarem ao menos 1% de suas reservas técnicas anuais para investimentos em créditos de carbono.

Justiça afasta presidente da AGEMS e reacende debate sobre uso político das autarquias em MS

A decisão da Justiça que determinou o afastamento imediato de Carlos Alberto de Assis da presidência da AGEMS reacendeu um velho debate nos bastidores da política sul-mato-grossense: até que ponto cargos técnicos em autarquias e agências reguladoras estão sendo usados como moeda política para acomodação de aliados e apadrinhados? Diferente do que muitos imaginam, a AGEMS não é uma empresa estatal comum. A agência é uma autarquia estadual de regime especial, vinculada ao Governo do Estado, com autonomia técnica, administrativa e financeira, criada justamente para fiscalizar e regular serviços públicos essenciais como transporte intermunicipal, energia, saneamento e gás canalizado. Na prática, trata-se de um órgão que deveria operar com absoluto rigor técnico, blindado de interferências políticas e interesses partidários. Porém, a decisão judicial assinada pelo juiz Ariovaldo Nantes Corrêa aponta justamente o contrário: a suposta ausência de qualificação técnica compatível para a função ocupada por Carlos Alberto de Assis. Segundo a sentença, a nomeação teria desrespeitado os critérios previstos na Lei Estadual nº 2.363/2001, que rege a estrutura e os requisitos para ocupação do cargo máximo da agência reguladora. O magistrado determinou o afastamento imediato do dirigente, sob pena de multa. Ainda cabe recurso por parte do Estado. O episódio levanta um questionamento cada vez mais presente entre especialistas e parte da população: agências reguladoras estariam deixando de cumprir seu papel técnico para se transformar em extensões políticas dos governos de plantão? A crítica ganha força porque autarquias especiais como a AGEMS possuem enorme poder estratégico. São órgãos que regulam contratos milionários, fiscalizam concessionárias e influenciam diretamente tarifas e serviços essenciais que impactam a vida da população. Por isso, a legislação exige perfil técnico, experiência e independência administrativa. Nos bastidores políticos, cresce a percepção de que muitos governos enxergam estruturas públicas desse porte como verdadeiros “gabinetes de acomodação política”, destinados a contemplar aliados, ex-secretários, cabos eleitorais de luxo e figuras próximas ao núcleo do poder. O caso envolvendo a AGEMS também coloca pressão sobre o governo de Eduardo Riedel, principalmente por ocorrer em um momento em que a sociedade cobra maior transparência, profissionalização e eficiência da máquina pública. A ação foi movida pelo deputado estadual João Henrique Catan, opositor do governo estadual, que sustentou na Justiça que Carlos Alberto de Assis não preenchia os requisitos técnicos exigidos para comandar a agência. Embora o mérito ainda possa ser discutido nas instâncias superiores, a decisão abre precedente importante e manda um recado direto ao meio político: cargos estratégicos em órgãos reguladores não podem ser tratados como prêmio político ou espaço para acomodação de aliados. O episódio ainda deverá provocar novos debates sobre a ocupação de cargos em autarquias, fundações e agências estaduais em Mato Grosso do Sul, principalmente em estruturas que deveriam ser essencialmente técnicas e independentes da influência partidária. Por Wander Lopes