Campo Grande, 16 de junho de 2026

Prefeitura assume controle do transporte coletivo e afasta Consórcio Guaicurus da gestão operacional

A Prefeitura de Campo Grande deu início a uma das medidas mais drásticas já adotadas no sistema de transporte coletivo da Capital ao decretar intervenção na concessão operada pelo Consórcio Guaicurus. A decisão transfere temporariamente ao município o comando da operação dos ônibus urbanos, com prazo inicial de até 180 dias. Com a medida, uma equipe interventora nomeada pelo Executivo passa a administrar diretamente o serviço, assumindo funções estratégicas que até então estavam sob responsabilidade do consórcio. Embora a concessionária continue vinculada formalmente ao contrato, perde o poder de gestão durante o período de intervenção. A decisão ocorre após meses de questionamentos envolvendo a qualidade do transporte público, reclamações de usuários, apontamentos sobre o envelhecimento da frota, falhas operacionais e discussões judiciais relacionadas ao cumprimento das obrigações contratuais. Relatórios técnicos e procedimentos administrativos conduzidos pelo município serviram de base para a medida. Segundo a administração municipal, a intervenção busca garantir a continuidade do serviço e promover uma avaliação aprofundada da execução do contrato de concessão. Durante o período, os interventores terão acesso às informações operacionais, documentos, garagens e demais estruturas necessárias para o funcionamento do sistema. Nos bastidores políticos, a iniciativa é considerada um marco na relação entre o poder público e o transporte coletivo da Capital. O resultado da intervenção poderá definir desde a retomada da gestão pelo consórcio até medidas mais severas, incluindo eventual encerramento da concessão, caso sejam constatadas irregularidades ou descumprimentos contratuais que inviabilizem a continuidade do modelo atual. A decisão também atende a uma série de cobranças da sociedade e de órgãos de fiscalização, que há anos apontam problemas recorrentes enfrentados diariamente pelos usuários do transporte coletivo em Campo Grande.

RADAR POLÍTICO

Enquanto a população cobra investimentos em áreas essenciais, um município sul-mato-grossense teria destinado cerca de R$ 800 mil para as festividades de aniversário da cidade. O valor, considerado elevado por muitos observadores, já estaria chamando a atenção de órgãos fiscalizadores. Nos bastidores, comenta-se que a conta da festa pode acabar saindo mais cara do que o previsto. Se as suspeitas levantadas forem confirmadas, alguns gestores poderão ter dificuldade para explicar cada centavo investido. Por enquanto, o silêncio predomina. Mas quando as investigações avançarem, pode sobrar muito abacaxi para descascar. Voltaremos.

Mara Caseiro fortalece proteção às mães atípicas e amplia cuidado com estudantes da rede estadual em Mato Grosso do Sul

A deputada estadual Mara Caseiro (PL) voltou a demonstrar sensibilidade social e compromisso com as famílias sul-mato-grossenses ao conquistar a sanção de duas importantes leis que passam a reforçar a proteção às mães atípicas e a promoção da saúde dos estudantes da Rede Estadual de Ensino. As novas legislações representam avanços significativos nas políticas públicas voltadas à inclusão, ao acolhimento e à qualidade de vida da população. Publicadas no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (16), as Leis Estaduais nº 6.600 e nº 6.601 consolidam diretrizes que buscam atender demandas históricas de grupos que muitas vezes enfrentam desafios silenciosos no cotidiano. A primeira medida estabelece diretrizes de incentivo à proteção e atenção às mães atípicas, mulheres que dedicam grande parte de suas vidas aos cuidados de filhos com deficiência e necessidades especiais. A legislação prevê ações voltadas ao atendimento psicológico e psiquiátrico, fortalecimento da inclusão social, campanhas de conscientização e estímulo à realização de pesquisas e estudos sobre a temática. Além disso, a lei cria a Semana Estadual das Mães Atípicas, que será realizada anualmente na primeira semana de setembro, passando a integrar oficialmente o calendário de eventos de Mato Grosso do Sul. A iniciativa representa um importante reconhecimento ao papel dessas mulheres, que frequentemente enfrentam jornadas intensas de dedicação, desafios emocionais e responsabilidades permanentes. Ao defender a proposta, Mara Caseiro ressaltou a necessidade de ampliar o apoio institucional às famílias, fortalecendo a integração entre saúde, educação e assistência social. A medida é vista como um passo importante para combater a invisibilidade enfrentada por milhares de mães que desempenham papel fundamental no desenvolvimento e bem-estar de seus filhos. A segunda lei sancionada estabelece diretrizes para a promoção da saúde nas escolas estaduais, criando mecanismos para incentivar hábitos saudáveis e fortalecer o cuidado físico e emocional dos estudantes. A proposta contempla ações de educação em saúde, prevenção de doenças, incentivo à alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas e atenção especial à saúde mental. A legislação também abre espaço para programas de apoio psicológico, capacitação de profissionais da educação e desenvolvimento de ambientes escolares mais saudáveis, inclusivos e preparados para lidar com os desafios enfrentados pelos jovens. Especialistas apontam que a saúde emocional dos estudantes tem se tornado uma preocupação crescente em todo o país, tornando iniciativas dessa natureza cada vez mais necessárias para garantir melhor desempenho escolar e qualidade de vida aos alunos. As duas leis reforçam a atuação parlamentar de Mara Caseiro em pautas voltadas à inclusão social, ao fortalecimento das famílias e à valorização da educação. As medidas chegam em um momento em que a sociedade cobra cada vez mais políticas públicas capazes de oferecer acolhimento, suporte e oportunidades para quem mais necessita. Ao transformar essas propostas em legislação estadual, Mato Grosso do Sul avança na construção de uma rede de proteção mais humana e eficiente, beneficiando diretamente mães, estudantes e suas famílias, além de fortalecer ações preventivas que poderão gerar impactos positivos para as futuras gerações.

Fumacê percorre cinco bairros nesta terça-feira (16)

O combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, será reforçado nesta terça-feira (16), em cinco bairros de Campo Grande: São Conrado, Tijuca, Centenário, Moreninha e Centro-Oeste. As equipes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV) da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) circularão das 16h às 22h, com o uso do serviço de borrifação ultra baixo volume (UBV) – conhecido como Fumacê. Para uma maior eficácia do inseticida, é necessário que o morador abra portas e janelas, assim o veneno consegue atingir os locais onde há maior probabilidade de estarem os mosquitos. Os serviços podem ser adiados ou até mesmo cancelados em caso de chuvas, ventos ou neblina, uma vez que tais atividades meteorológicas prejudicam a aplicação do veneno. O inseticida atinge os mosquitos adultos, preferencialmente as fêmeas, que são as transmissoras das doenças. Ainda assim é possível que outras espécies sejam atingidas e, por isso, é necessária uma aplicação criteriosa do veneno. Confira o itinerário:

Jean Ferreira coloca cannabis medicinal no centro do debate sobre acesso à saúde pública

Enquanto milhares de famílias brasileiras ainda recorrem à Justiça para garantir tratamentos prescritos por médicos, a Câmara Municipal de Campo Grande promove, nesta quarta-feira (17), às 9h, uma audiência pública para discutir a oferta de cannabis medicinal pelo SUS. A iniciativa é do vereador Jean Ferreira, que tem defendido a construção de uma política pública baseada em evidências científicas e no direito ao acesso à saúde. O debate acontece em um cenário de crescimento acelerado da demanda por medicamentos à base de cannabis no país. Estima-se que mais de 670 mil brasileiros utilizem produtos derivados da cannabis para fins medicinais, principalmente para o tratamento de epilepsias refratárias, dores crônicas, transtornos do espectro autista, esclerose múltipla e doença de Parkinson. Apesar disso, o acesso ainda é marcado pela desigualdade. Segundo informações da própria Anvisa, a maior parte dos tratamentos ocorre por meio da judicialização, obrigando pacientes e familiares a enfrentar longos processos para obter medicamentos que, muitas vezes, custam centenas ou até milhares de reais por mês. Desde 2022, o Ministério da Saúde já atendeu cerca de 820 decisões judiciais relacionadas ao fornecimento desses produtos. Para Jean Ferreira, essa realidade evidencia a necessidade de o poder público assumir o debate com responsabilidade. “Não podemos aceitar que o acesso a um tratamento dependa da condição financeira das famílias ou da capacidade de ingressar na Justiça. Estamos falando de pessoas que convivem diariamente com doenças graves e que precisam ter seus direitos garantidos”, defende o vereador. A audiência pública proposta por Jean busca reunir especialistas, pacientes, pesquisadores e representantes das instituições para discutir caminhos que permitam ampliar o acesso aos tratamentos dentro da rede pública municipal. O objetivo é transformar experiências já consolidadas em outras partes do país em alternativas viáveis para Campo Grande. Ao pautar o tema na Câmara Municipal, Jean Ferreira reforça seu compromisso com uma saúde pública mais humanizada, que acompanhe os avanços científicos e coloque as necessidades da população acima do preconceito e da desinformação.

Prefeitura acata recomendação de CPI e decreta intervenção no transporte público da Capital

O transporte coletivo de Campo Grande passará por intervenção do Município. As irregularidades e recomendação desta providência já foram apontadas em relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público, instaurada pela Câmara Municipal no ano passado. O trabalho de fiscalização realizado pelos vereadores foi essencial para demonstrar tecnicamente falhas no serviço, descumprimento no contrato e série de irregularidades.   A CPI contou com mais de 50 horas de oitivas públicas, analisou documentos técnicos, financeiros e operacionais do sistema e produziu um relatório final com mais de 800 páginas, contendo trechos de depoimentos, gráficos, dados contratuais, contábeis e técnicos, entre outros. Em setembro de 2025, o relatório final elaborado pelos vereadores recomendou a substituição imediata de 197 ônibus com idade acima do limite contratual e sugeriu a intervenção no Consórcio Guaicurus para garantir o cumprimento das obrigações previstas no contrato. Nove meses depois, a administração municipal adota essa medida. O relatório já apontava: “diante desse cenário, a Prefeitura Municipal detém competência legal para instaurar processo de intervenção na concessão e, se necessário, promover a rescisão contratual, conforme amplamente demonstrado ao longo deste relatório”. A CPI foi presidida pelo vereador Dr. Lívio e teve como relatora a vereadora Ana Portela. Integraram a Comissão ainda os vereadores Junior Coringa, Maicon Nogueira e vereadora Luiza Ribeiro.  O presidente da CPI do Transporte Público, vereador Dr. Lívio, reforçou a importância do trabalho realizado pela Comissão, que analisou de forma pública e detalhada a concessão do transporte coletivo da Capital. “Essa intervenção demonstra a relevância do trabalho realizado pela CPI do Transporte Público da Câmara Municipal. O relatório final, que completa um ano em agosto, já apontava a intervenção como um mecanismo para melhorar o transporte coletivo. Na época, também alertamos para a necessidade de renovação da frota. Hoje, mais de 230 ônibus precisam ser substituídos para garantir mais qualidade no serviço”, avaliou. A vereadora Ana Portela, relatora da CPI, citou que a Casa de Leis sai fortalecida com essa decisão. Ela recordou que foram mais de 50 horas de oitivas, mais de 100 mil páginas analisadas. “A gente recebeu vários questionamentos durante a CPI de que esse relatório teria dado em pizza, e hoje a gente mostra a realidade. A prefeita fez uma decisão acertada, a gente precisa entender que a intervenção desse contrato, ela não é o fim, ela é um meio. Eu tenho certeza que, ao fim dessa intervenção, a única escolha para o transporte público de Campo Grande é encerrar o contrato com essa empresa”, afirmou. Ela acrescentou que “com nosso relatório em mãos, a prefeitura tem embasamento para interromper esse contrato”. O presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto, o Papy, afirmou que a CPI trouxe à tona os problemas que o transporte coletivo enfrenta há anos. “Chegamos a esse resultado graças a um trabalho corajoso da CPI, que colocou o dedo na ferida e trouxe à tona problemas que há anos afetam a população. Hoje, o campo-grandense passa a ter uma esperança de melhoria no transporte coletivo com a intervenção, desde que ela seja conduzida de forma prática e eficiente”, afirmou. Ele acrescentou ainda a preocupação principal com os usuários do transporte coletivo.  Intervenção – O decreto para intervenção no contrato de concessão foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande desta terça-feira, citando a identificação de problemas operacionais, financeiros e contratuais na execução do serviço, conforme já apontava o relatório da CPI. O documento nomeia interventores para administrar a concessão e adotar medidas que garantam a regularidade, a segurança e a continuidade do atendimento aos passageiros. A medida, conforme o documento, poderá durar até 180 dias e prevê a abertura, em até 30 dias, de procedimento administrativo para apurar as irregularidades apontadas. Conforme o decreto, os interventores terão 90 dias para apresentar um relatório preliminar sobre a situação do sistema e, ao término da intervenção, deverão entregar um relatório final que subsidiará a decisão do Executivo sobre os próximos passos da concessão. No relatório, consta que “a CPI apurou descumprimentos reiterados pelo concessionário, tais como: manutenção de frota envelhecida acima do limite contratual; ausência de contratação do seguro obrigatório; falhas na manutenção preventiva e na acessibilidade; e precariedade operacional com atrasos, quebras e superlotação”. Falhas de fiscalização também foram apontadas no documento. Os fatos foram devidamente embasados com provas, inspeções, documentos e depoimentos, que foram transmitidos ao vivo durante as oitivas da Comissão. São os mesmos fatores que fundamentaram a decisão da prefeitura: descumprimento reiterado de viagens programadas e horários, a deterioração das condições operacionais da frota e os riscos à segurança dos usuários, evidenciado pela idade dos veículos, o descumprimento da obrigação contratual de manutenção dos seguros obrigatórios, a omissão de informações necessárias à fiscalização da concessão e indicadores de risco econômico-financeiro capazes de comprometer a prestação do serviço. O decreto ressalta que a intervenção tem caráter temporário e fiscalizatório, não significando, neste momento, a extinção do contrato de concessão.

Tom Holland confirma casamento com Zendaya e revela favorito para ser o novo Homem-Aranha

Ator chega aos cinemas com dois grandes filmes no mês que vem O ator britânico Tom Holland tem um ano intenso. No mês que vem, ele chega em dose dupla ao cinema: com o épico A Odisseia e com Homem-Aranha: Um Novo Dia. Mas o melhor momento já passou. Ele se casou com a atriz e cantora Zendaya. Bom, vou pedir licença à colega Fabíola Reipert e contar a fofoca aqui. Em entrevista à Esquire, publicada nesta terça-feira, Holland confirmou que juntou mesmo os trapinhos com Zendaya.

Nem a vovó salva! Poliana Rocha expõe castigo da neta e fica do lado de Zé Felipe

Mulher de Leonardo revelou que prefere ficar longe de Maria Alice para não passar por cima da decisão do filho Enquanto Virginia Fonseca segue nos Estados Unidos trabalhando na cobertura da Copa do Mundo, quem está aproveitando a companhia das crianças no Brasil é Poliana Rocha. Mas nem o título de avó coruja faz a mulher de Leonardo passar por cima das regras impostas por Zé Felipe… 👀 Na segunda-feira (15), Poliana contou aos seguidores que precisou ficar longe de Maria Alice por um motivo bem específico: a menina estava de castigo.

PGR deixa para André Mendonça a definição do local onde Vorcaro ficará preso

Ministro do STF pode definir ainda nesta terça-feira (16) o destino do ex-banqueiro Após ter a proposta de delação premiada negada pela segunda vez tanto pela PF (Polícia Federal) quanto pela PGR (Procuradoria Geral da República), Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, pode ter o destino definido ainda nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal). A PGR se manifestou na segunda-feira (15), afirmando que a definição sobre onde Vorcaro deve ficar preso é somente do ministro Mendonça. A Polícia Federal tinha pedido a transferência de Vorcaro das instalações da superintendência regional da corporação, em Brasília. Isso porque a presença dele lá, segundo fontes na instituição, atrapalha o fluxo normal dos trabalhos da PF. Vorcaro foi para a superintendência para facilitar o acesso dos advogados a ele durante as conversas para a construção da proposta de delação. Lá, eles podiam conversar por até seis horas por dia.

Operação mira facção venezuelana suspeita de fornecer fuzis e metralhadoras para o CV

Organização Tren de Aragua é considerada uma das mais perigosas em atuação na América Latina Uma operação realizada nesta terça-feira em seis estados brasileiros mira a organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. A ação tem como objetivo desarticular os braços operacional e financeiro da facção, considerada uma das mais perigosas em atuação na América Latina. Segundo a Polícia Civil de Roraima, a operação, nomeada Rota do Norte, foi realizada simultaneamente nos estados de Roraima, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, onde foram cumpridos 25 mandados de prisão preventiva e mais de 30 mandados de busca e apreensão contra integrantes e associados da organização criminosa.