A fisioterapeuta Lorena Barros ressaltou, em entrevista ao podcast Elas Podem Mais desta quarta-feira (12), a importância do acompanhamento multiprofissional de bebês prematuros e o apoio psicológico às mães que enfrentam esse processo.
Ela destacou que, embora os avanços da neonatologia tenham aumentado a sobrevida desses recém-nascidos, ainda faltam políticas e estrutura adequadas para garantir qualidade de vida após a alta hospitalar.
Durante a conversa mediada por Cláudia Costa, Lorena lembrou que o nascimento prematuro traz impactos não apenas ao bebê, mas a toda a família. Segundo ela, além da “prematuridade da criança”, existe a “prematernidade”, que se refere à experiência de mães que precisam deixar o hospital sem o bebê nos primeiros dias de vida.
“A mulher volta pra casa e se depara com um berço vazio. Ainda assim, ela é mãe e precisa seguir cuidando”, afirmou. Lorena destacou que o acompanhamento deve se estender além da sobrevivência, englobando avaliações do coração, da visão e da audição, conforme a idade da criança.
A fisioterapeuta defendeu ainda que a sociedade e o sistema de saúde assumam o compromisso de acompanhar essas crianças até atingirem autonomia. “O bebê prematuro precisa de acompanhamento. Não é só ‘meu filho sobreviveu, vou embora’. É um dever de lei garantir o desenvolvimento”, disse.
Ao abordar o papel da família e da sociedade, Lorena ressaltou a necessidade de informação e empatia. “Muitas vezes, a mãe percebe algo diferente e não é ouvida. A falta de informação beira a negligência”, afirmou, reforçando que o conhecimento técnico deve ser aliado à sensibilidade humana.
Ela também relatou sua própria experiência de maternidade, quando teve uma filha prematura, o que a motivou a especializar-se na área neonatal. “Quando peguei minha filha no colo, percebi que era isso que eu queria fazer: ajudar outros bebês e suas famílias a vencerem essa fase tão delicada”, contou.
Lorena realiza atendimentos domiciliares e explica que cada caso exige uma abordagem personalizada. “Eu olho o binômio: mãe e bebê. Às vezes, a criança não está pronta pra ficar em casa e a mãe não se sente segura. Em outros casos, eu ensino como agir, oriento sobre o ambiente e as melhores práticas para a recuperação”.
No encerramento, ela deixou uma mensagem de encorajamento às mães que enfrentam o medo e a culpa. “Permitam-se errar e aprender. O caminho é de vocês. Se o objetivo é o bem, sigam firmes — o importante é o amor e o cuidado com o filho”, concluiu.
As mães interessadas em orientações podem entrar em contato com Lorena Barros pelo Instagram @fisiolorenabarros ou pelo telefone (67) 99206-7423.
Assista à entrevista completa:







