O Dia Nacional do Samba, comemorado anualmente em 2 de dezembro, celebra um dos ritmos mais representativos da identidade brasileira. Reconhecido mundialmente, o samba nasceu da mistura de influências africanas e brasileiras, consolidou-se como expressão cultural e ganhou força principalmente nos carnavais do Rio de Janeiro e da Bahia.
Considerado “marca registrada” do país, o samba está presente em todo o território nacional, sendo apreciado por diferentes gerações e estilos musicais. Em 2005, o samba de roda da Bahia foi declarado Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Unesco — tornando-se o primeiro gênero musical brasileiro a receber tal título.
Origem da data
Apesar de amplamente celebrado, o Dia Nacional do Samba não é uma data oficial em âmbito federal. A comemoração surgiu em 1964, quando o então Estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro) aprovou a Lei nº 554, instituindo a data.
Na Bahia, um projeto de lei de 1963 também propôs a criação do Dia do Samba e previa homenagens ao compositor Ary Barroso, autor de clássicos como Aquarela do Brasil. A associação do dia ao artista se popularizou, embora nunca tenha sido oficializada.
Com o passar dos anos, o 2 de dezembro se consolidou nacionalmente como um momento de reconhecimento aos sambistas e à importância do ritmo para a cultura do país.
Estilos e influências
O samba possui diversas vertentes que se misturam a outros gêneros musicais, como:
Samba de roda
Samba-enredo
Pagode
Samba-rock
Samba carnavalesco
Samba de gafieira
Além disso, o Rio de Janeiro também celebra o Dia do Pagode, em 18 de maio, instituído pela Lei nº 2.045/1992.
Grandes nomes do samba
O gênero se tornou patrimônio cultural brasileiro graças à contribuição de inúmeros artistas. Entre os mais reconhecidos estão:
Pixinguinha (1897-1973)
Cartola (1908-1980)
Noel Rosa (1910-1937)
Clementina de Jesus (1901-1987)
Dona Ivone Lara (1922-2018)
Beth Carvalho (1946-2019)







