Campo Grande, 5 de junho de 2026

Ex-prefeito e radialista Alcides Bernal permanece no centro das investigações após caso de morte em imóvel disputado

O ex-prefeito de Campo Grande, radialista e advogado Alcides Bernal, continua no centro das atenções após o caso que resultou na morte do fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, durante uma disputa envolvendo a posse de um imóvel localizado no bairro Jardim dos Estados, na capital sul-mato-grossense. Segundo as informações mais recentes, Bernal foi autuado por homicídio qualificado e permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação reúne imagens de câmeras de segurança, depoimentos e laudos periciais.

O episódio ocorreu quando Roberto Mazzini, que havia adquirido o imóvel em leilão judicial, foi até o local acompanhado de um chaveiro para tentar assumir a posse da residência. Conforme a investigação policial, houve discussão no momento da chegada ao imóvel e, em seguida, disparos de arma de fogo atingiram a vítima, que morreu ainda no local apesar das tentativas de reanimação realizadas pelo socorro médico.

A defesa de Bernal sustenta a tese de legítima defesa. Em depoimento, o ex-prefeito afirmou que acreditava estar diante de uma invasão e declarou que não teve intenção de matar. Segundo os advogados, ele possuía porte legal de arma e teria sido avisado por equipe de monitoramento sobre movimentação suspeita na casa.

O caso ganhou ainda maior repercussão por envolver uma figura conhecida da política de Mato Grosso do Sul. Bernal teve trajetória marcada por forte projeção popular no rádio, foi vereador, deputado estadual e venceu a eleição municipal de 2012 em Campo Grande, tornando-se prefeito em uma das disputas mais emblemáticas da capital. Sua gestão, porém, ficou marcada por conflitos políticos e pela cassação do mandato em 2014, com posterior retorno ao cargo por decisão judicial.

Atualmente, além do processo criminal, Bernal também permanece inelegível até 2027 em razão de condenações anteriores por improbidade administrativa relacionadas a contratos públicos de sua gestão municipal.

A expectativa é que o inquérito policial seja concluído nos próximos dias e encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre eventual denúncia formal. O caso segue produzindo forte repercussão política e jurídica em Mato Grosso do Sul

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