Campo Grande, 21 de julho de 2026

Disputa pelo comando da Assembleia Legislativa já mobiliza articulações para a legislatura de 2027

EXCLUSIVO | Folha do Estado Brasil

Mesmo antes da definição das urnas, o cenário político de Mato Grosso do Sul já começa a ser marcado por intensas conversas sobre quem comandará a Assembleia Legislativa (Alems) a partir de fevereiro de 2027. A sucessão da Mesa Diretora desponta como um dos temas centrais das articulações partidárias, envolvendo lideranças influentes e diferentes grupos políticos do Estado.

Nos bastidores, parlamentares e dirigentes partidários trabalham para construir alianças capazes de garantir maioria entre os 24 deputados estaduais que tomarão posse na próxima legislatura. Embora a composição do Parlamento ainda dependa do resultado das eleições, algumas lideranças já aparecem no centro das negociações.

Entre os nomes mais citados para disputar a presidência da Casa estão os deputados estaduais Coronel David (PL), Paulo Corrêa (PL) e Pedro Caravina (PSDB), todos pré-candidatos à reeleição. Cada um busca ampliar seu espaço político e consolidar apoios que poderão ser decisivos na eleição interna da Mesa Diretora.

Apoios políticos ganham peso na sucessão

As movimentações também refletem a influência das principais lideranças estaduais. Dentro do Partido Liberal, Coronel David e Paulo Corrêa buscam fortalecer suas articulações junto ao ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda e pré-candidato ao Senado Federal. O apoio do ex-governador é considerado estratégico por sua capacidade de diálogo com parlamentares e dirigentes partidários.

Já o deputado Pedro Caravina é apontado por interlocutores políticos como um nome que reúne respaldo entre integrantes da base governista e mantém forte proximidade com o governador Eduardo Riedel, fator que amplia seu protagonismo nas discussões sobre a futura composição da Mesa Diretora.

Ex-prefeito de Bataguassu, Caravina chega ao processo de articulação em seu primeiro mandato como deputado estadual, enquanto Coronel David e Paulo Corrêa acumulam uma trajetória mais extensa no Parlamento sul-mato-grossense.

Continuidade administrativa é consenso

Apesar da disputa natural pelo cargo máximo do Legislativo, um ponto reúne consenso entre diferentes grupos políticos: a permanência do atual presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), em posição de destaque na estrutura administrativa da Casa.

Nos corredores da Alems, ganha força a possibilidade de que Gerson Claro passe a ocupar a Primeira-Secretaria ao término de seu mandato na Presidência. O cargo é considerado um dos mais estratégicos do Poder Legislativo por concentrar atribuições administrativas, financeiras e de gestão interna.

A eventual composição é vista por interlocutores como uma forma de preservar a experiência administrativa acumulada pelo atual presidente e garantir continuidade aos trabalhos da Assembleia.

Bastidores prometem disputa intensa

Além da definição dos nomes que ocuparão a Mesa Diretora, a disputa evidencia diferentes correntes de influência dentro da política estadual. De um lado, lideranças ligadas ao grupo político de Reinaldo Azambuja; de outro, parlamentares alinhados ao projeto conduzido pelo governador Eduardo Riedel.

Embora ambos mantenham relação de parceria construída ao longo dos últimos anos, a formação da futura Mesa Diretora poderá representar um importante teste de articulação política entre os grupos, especialmente após a definição da nova composição da Assembleia Legislativa nas eleições de outubro.

Até lá, as conversas seguem reservadas, e o cenário permanece aberto. A eleição para a Presidência da Assembleia somente ocorrerá após a posse dos deputados eleitos, mas as negociações que definirão o comando do Legislativo estadual já começaram e prometem se intensificar nos próximos meses.

Redação – Folha do Estado Brasil

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