Neste 27 de setembro de 2025, o Brasil celebra o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, instituído pela Lei nº 11.584/2007. A data tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a relevância do ato de doar órgãos, capaz de oferecer uma nova chance de vida a milhares de pessoas que aguardam na fila de transplantes em todo o país.
Todos os anos, a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) promove a Campanha Nacional de Doação de Órgãos, com ações informativas e eventos em diversas capitais. O movimento está inserido no Setembro Verde, mês dedicado ao tema e que tem como símbolo o laço verde, lembrando a esperança e a solidariedade que marcam esse gesto.
Em São Paulo, a conscientização ganhou ainda mais força com a Lei nº 15.463/2014, que instituiu oficialmente o mês de setembro como o período de mobilização em favor da doação de órgãos. A iniciativa também inspirou a realização do chamado “Brasil Verde”, série de eventos promovidos pela ABTO em todo o país.
Como funciona a doação no Brasil
Segundo a legislação brasileira (Lei nº 10.211/2001), a retirada de órgãos e tecidos para transplante só pode ser feita com a autorização da família do doador. Por isso, além de decidir, é fundamental comunicar aos familiares sobre o desejo de doar.
A doação pode ocorrer em casos de morte encefálica, quando órgãos vitais permanecem em condições de salvar outras vidas. Pessoas vivas também podem ser doadoras de órgãos e tecidos considerados “duplos”, como um dos rins, parte do fígado, pulmão, pâncreas e a medula óssea, desde que isso não comprometa sua saúde.
A campanha reforça que cada ato de solidariedade pode transformar o destino de várias pessoas. Mais do que uma decisão individual, ser doador é um gesto de amor e esperança para quem aguarda pela chance de viver.







