Mais de 2,5 mil pessoas aguardam por uma consulta com cardiologista em Campo Grande pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O tempo de espera já passa de cem dias, situação que levou o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a instaurar inquérito civil para apurar a insuficiência no atendimento.
O procedimento foi aberto pela 76ª Promotoria de Justiça após constatar que o caso mais antigo na fila remonta a junho de 2024. O prazo é considerado excessivo para consultas eletivas, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e compromete o direito constitucional à saúde.
A investigação aponta como causas a dificuldade da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em repor o quadro de cardiologistas, falhas na formalização de contratos, como o previsto com o Hospital Evangélico, e a ausência de oferta de consultas em hospitais parceiros, a exemplo do Hospital Universitário e da Santa Casa, que atuam apenas em atendimentos clínicos mediante encaminhamento.
A Sesau foi oficiada a apresentar, em 20 dias, um plano de ação com metas e prazos para reduzir a fila, além de informar o número de profissionais disponíveis e a previsão para conclusão da contratualização com o Hospital Evangélico.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) também foi notificada para avaliar apoio ao município, por meio de parcerias ou convênios, a fim de ampliar a oferta de consultas cardiológicas.







