As convenções partidárias deste sábado devem definir os últimos detalhes das principais candidaturas ao Senado por Mato Grosso do Sul, incluindo a escolha dos suplentes de Nelsinho Trad (PSD), Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL). Embora a definição dos nomes seja importante, o verdadeiro foco da disputa está na capacidade de cada candidato de conquistar eleitorados específicos.
Enquanto Nelsinho Trad busca a reeleição apoiado em sua atuação municipalista e Reinaldo Azambuja conta com a experiência de dois mandatos como governador, Capitão Contar aposta em um ativo político que pode fazer a diferença nas urnas: o voto do eleitor conservador e, principalmente, dos bolsonaristas tradicionais.
Desde a eleição de 2022, quando chegou ao segundo turno do Governo do Estado, Contar consolidou sua imagem como um dos principais representantes da direita em Mato Grosso do Sul. Diferentemente de outros nomes que hoje disputam o mesmo espaço político, o ex-deputado manteve sua identidade alinhada às pautas defendidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, preservando o apoio de uma parcela significativa do eleitorado que se identifica com esse projeto político.
Nos bastidores, analistas avaliam que, caso o voto bolsonarista se concentre em torno de Capitão Contar, sua candidatura poderá ganhar força suficiente para alterar o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado. Em uma eleição majoritária, a fidelização de um eleitorado ideológico costuma representar uma vantagem competitiva importante, especialmente em um Estado onde Bolsonaro obteve expressivas votações nas últimas eleições.
Outro fator que pode favorecer Contar é a fragmentação dos votos entre candidatos que disputam o eleitorado de centro e os grupos políticos tradicionais. Enquanto adversários dividem apoios partidários e alianças regionais, Capitão Contar pode encontrar justamente na unidade do eleitor conservador o diferencial necessário para crescer durante a campanha.
É importante destacar que pesquisas eleitorais registram apenas o retrato de um determinado momento. A campanha oficial, os debates e o posicionamento das principais lideranças nacionais ainda poderão influenciar o comportamento do eleitorado. Ainda assim, a mobilização da base bolsonarista tende a ser um dos fatores mais observados ao longo da corrida eleitoral.
As convenções deste sábado também deverão oficializar os suplentes das chapas. No PSD, Nelsinho Trad ainda mantém reserva sobre os nomes, enquanto nos bastidores continua sendo comentada a possibilidade de composição com o MDB. Já Reinaldo Azambuja deverá confirmar como primeiro suplente o ex-secretário estadual de Fazenda, Felipe Mattos, um dos seus mais próximos colaboradores.
Independentemente das definições partidárias, a avaliação que ganha força nos meios políticos é que Capitão Contar entra na disputa como o candidato com maior potencial de concentrar os votos do eleitorado bolsonarista em Mato Grosso do Sul. Se essa tendência se confirmar ao longo da campanha, o ex-deputado poderá deixar a condição de postulante competitivo para assumir o protagonismo na corrida por uma das cadeiras do Senado Federal, tornando-se um dos nomes com maior capacidade de surpreender nas urnas.







