Mesmo com o avanço da vacinação contra a dengue, Mato Grosso do Sul vive um cenário preocupante diante do aumento de casos da doença. Dados recentes mostram que, embora o estado tenha recebido 241.030 doses do imunizante enviadas pelo Ministério da Saúde, apenas 201.633 doses foram aplicadas até o momento no público-alvo.
O esquema vacinal contra a dengue prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas, o que significa que parte da população ainda não completou o ciclo necessário para garantir a proteção adequada. Além disso, a vacinação está restrita a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária definida por concentrar o maior número de internações pela doença entre crianças e adolescentes de 6 a 16 anos.
Especialistas alertam que a vacina, apesar de ser uma ferramenta fundamental no combate à dengue, não elimina sozinha o risco de surtos. A imunização não tem efeito imediato e não alcança toda a população, o que reforça a necessidade de manter medidas preventivas, como o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
O aumento dos casos acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde e para a população. A eliminação de focos de água parada, o uso de repelentes e a atenção aos sintomas continuam sendo essenciais, especialmente em períodos de maior circulação do vírus.
A Secretaria de Saúde reforça a importância de que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes dentro da faixa etária indicada para receber as duas doses da vacina, garantindo maior proteção individual e ajudando a reduzir a pressão sobre o sistema de saúde. Enquanto isso, o enfrentamento à dengue segue sendo um desafio coletivo, que depende tanto da vacinação quanto da prevenção diária.







