Mato Grosso do Sul já registrou mais de 641 mil casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia, com 11,3 mil mortes acumuladas em todo o estado. Apesar de o cenário atual não repetir os colapsos de 2020 e 2021, os números divulgados no boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde mostram que a doença segue presente e exige atenção redobrada, principalmente em cidades do leste sul-mato-grossense.
Em Aparecida do Taboado, o total de casos chegou a 7.435, com 80 óbitos confirmados. A taxa de letalidade, em torno de 1,1%, é considerada baixa em comparação com outras localidades, reflexo do acesso ao atendimento médico e do acompanhamento dos pacientes pela rede pública.
Cassilândia, por outro lado, apresenta uma situação mais delicada: já são 6.026 casos e 114 mortes, resultando em uma taxa de 1,9%. O índice chama a atenção por ser um dos mais altos da região, sugerindo a necessidade de reforço nas medidas preventivas e maior cuidado com os grupos de risco.
Em Paranaíba, os números são ainda mais expressivos: 9.148 casos confirmados e 190 óbitos, o que representa uma letalidade de 2,1%. A cidade lidera em volume de registros entre os quatro municípios analisados, e autoridades locais de saúde têm intensificado campanhas para lembrar a população da importância da vacinação e do monitoramento de sintomas.
Já em Selvíria, embora o número absoluto seja menor — 1.081 casos e 22 mortes — a letalidade gira em torno de 2,0%, o que preocupa pelo impacto proporcional. Mesmo com menos registros, o município enfrenta desafios para conter os desfechos mais graves.
A Secretaria de Saúde reforça que os idosos, imunossuprimidos e portadores de doenças crônicas seguem como os mais vulneráveis à doença. Casos graves desses municípios continuam sendo encaminhados, em grande parte, para Três Lagoas, referência regional no atendimento hospitalar.
Com o aumento das síndromes respiratórias em todo o estado, especialistas recomendam não descuidar dos cuidados básicos: manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, usar máscara em locais fechados ou aglomerados e procurar atendimento médico nos primeiros sintomas gripais.
As quatro cidades citadas seguem em alerta, com equipes de vigilância monitorando novos registros e desenvolvendo estratégias de prevenção. O quadro atual mostra que, embora a Covid-19 não tenha mais a mesma intensidade de anos anteriores, continua sendo um desafio constante para a saúde pública do interior de Mato Grosso do Sul.







