Campo Grande, 21 de junho de 2026

Economia

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Dólar comercial sobe 0,44% e atinge R$ 5,3061 ante real em meio a expectativas de cortes de juros nos EUA

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O pregão desta quarta-feira, 24 de setembro de 2025, trouxe uma leve valorização para o dólar americano em relação ao real brasileiro, com a cotação fechando em R$ 5,3061 após um avanço de 0,0230 pontos. Essa movimentação reflete um cenário de volatilidade moderada nos mercados globais, onde investidores ajustam posições diante de sinais de enfraquecimento na economia norte-americana.

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Dados recentes indicam que o par USD/BRL acumulou uma variação positiva de 0,44% no dia, contrastando com quedas observadas na véspera. Operadores destacam o impacto de relatórios de emprego fracos nos Estados Unidos, que elevaram as apostas para reduções na taxa de juros pelo Federal Reserve.

  • Fatores principais da alta: Expectativas de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica americana em outubro.
  • Influências externas: Queda no índice do dólar, que mede o desempenho da moeda contra uma cesta de divisas, recuando 0,09% para 97,642.
  • Reação local: Fluxo de entrada de recursos para ativos emergentes, beneficiando o real em parte, mas limitando ganhos maiores do dólar.
Dólar Real
Dólar Real – Foto: rafastockbr/shutterstock.com

Essa dinâmica ocorre em um contexto de estabilidade relativa no Brasil, com a Selic mantida em 15% pelo Banco Central, o que mantém atratividade para investimentos de curto prazo.

O fechamento anterior havia sido de R$ 5,2831, o que reforça a tendência de recuperação pontual da moeda americana após uma sequência de cinco sessões em baixa no início da semana. Analistas monitoram de perto os desdobramentos da Superquarta, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto divulga atualizações sobre a política monetária.

Movimentações recentes no par de moedas

A cotação do dólar ante o real exibiu flutuações controladas ao longo da semana, com o par oscilando entre uma máxima de R$ 5,35445 na segunda-feira e uma mínima de R$ 5,291 na quarta-feira anterior. Essa faixa reflete ajustes técnicos após o anúncio de cortes de juros pelo Fed, que reduziram o apelo dos títulos do Tesouro americano.

Investidores estrangeiros direcionaram fluxos para mercados emergentes, impulsionados por um diferencial de juros favorável no Brasil. A manutenção da Selic em patamares elevados contrasta com as projeções de afrouxamento nos Estados Unidos, onde o mercado precifica três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual até dezembro.

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O volume negociado no dia atingiu níveis acima da média, com destaque para operações de hedge por exportadores brasileiros, que buscam mitigar riscos de uma eventual depreciação adicional do real. Dados do Banco Central mostram que o fluxo cambial acumulado no mês registra entrada líquida de divisas, totalizando US$ 2,5 bilhões até o momento.

Essa estabilidade recente contrasta com o pico de R$ 6,0118 registrado em abril, quando incertezas fiscais e eleições nos EUA pressionaram o par para cima. Agora, com a economia brasileira mostrando sinais de desaceleração gradual, o foco recai sobre indicadores de atividade, como o PIB projetado em 2,6% para o ano.

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Fatores globais que impulsionam a variação

O enfraquecimento do dólar em escala internacional surge como o principal catalisador para a alta moderada observada hoje. O índice DXY, que acompanha a moeda americana contra seis divisas principais, registrou queda de 0,64% na última semana, influenciado por dados de emprego abaixo do esperado nos EUA, com taxa de desemprego em 6%.

Essa performance global afeta diretamente o USD/BRL, pois o real se beneficia de um carry trade favorável, onde investidores tomam empréstimos em dólares baratos para investir em ativos brasileiros de maior rendimento. Bancos como o Barclays atualizam previsões para pares como USD/CNY, prevendo quedas adicionais devido a fraquezas sazonais.

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