Fenômeno solar raro intensifica vento solar e pode ampliar auroras em regiões incomuns do planeta
Uma gigantesca formação detectada na atmosfera solar vem chamando a atenção de pesquisadores que monitoram o clima espacial. O fenômeno, identificado como um buraco coronal, está direcionado para a Terra e libera uma corrente intensa de vento solar, o que pode provocar uma tempestade geomagnética de intensidade moderada nas próximas horas.
Além de favorecer o aparecimento de auroras boreais em regiões pouco comuns, a atividade solar também pode causar efeitos temporários em tecnologias sensíveis à radiação e às variações magnéticas. Entre os impactos previstos estão:
- Auroras visíveis em áreas mais afastadas dos polos;
- Intensificação da atividade magnética ao redor da Terra;
- Instabilidades pontuais em satélites e sistemas de navegação GPS;
- Pequenas interferências em comunicações via rádio.
Estrutura rara atravessa o equador do Sol
O tamanho da estrutura solar é um dos fatores que mais despertam interesse dos especialistas. O gigantesco buraco coronal se estende entre os hemisférios norte e sul do Sol, cruzando a região equatorial da estrela. Formações desse tipo, chamadas de buracos coronais transequatoriais, normalmente liberam fluxos mais intensos de partículas solares, aumentando a possibilidade de interações mais fortes com o campo magnético terrestre.

Apesar da aparência nas imagens espaciais, esses buracos não são aberturas reais na superfície solar. Eles correspondem a áreas da coroa do Sol onde o campo magnético apresenta menor confinamento, permitindo que partículas energéticas escapem com maior velocidade para o espaço. Por apresentarem menor densidade e temperaturas um pouco inferiores em relação às regiões vizinhas, essas áreas costumam surgir mais escuras nos registros feitos por satélites.







