Campo Grande, 4 de junho de 2026

Maio Laranja, voltada ao combate de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A entrevista foi ao ar às 7h30 da manhã e recebeu a conselheira tutelar Osana Barbosa, que atua há 14 anos na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes no município.

Durante a conversa, foram abordados temas relacionados às denúncias, acolhimento das vítimas, sinais de violência, atuação do Conselho Tutelar e os desafios enfrentados diariamente no combate aos casos de abuso e exploração infantil.

Logo na abertura da entrevista, foi reforçada a importância da conscientização e da participação da sociedade na proteção das crianças e adolescentes.

Segundo Osana Barbosa, muitas pessoas ainda têm medo de denunciar por receio de se envolver, porém destacou que as denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima através do Disque 100, Polícia Militar pelo 190, Conselho Tutelar e também diretamente na Delegacia de Polícia.

A conselheira explicou que, na maioria das situações atendidas, os casos de abuso acontecem dentro do próprio círculo de convivência da criança, muitas vezes envolvendo pessoas próximas da família ou de confiança da vítima.

Outro ponto importante abordado durante a entrevista foi a dificuldade que muitas crianças têm em relatar claramente os abusos sofridos. Segundo Osana, mudanças de comportamento, isolamento, medo excessivo, tristeza constante, agressividade e alterações emocionais costumam servir de alerta para que familiares, professores e profissionais da rede de proteção fiquem atentos.

A entrevista também destacou os riscos envolvendo internet e redes sociais. A conselheira alertou sobre situações de aliciamento virtual, exposição indevida, conversas com desconhecidos e exploração de crianças e adolescentes através do ambiente digital, situações que têm preocupado cada vez mais os órgãos de proteção.

Durante a participação ao vivo, Osana Barbosa esclareceu ainda que o Conselho Tutelar possui papel fundamental no acolhimento, encaminhamento e proteção das vítimas, atuando em conjunto com a rede de assistência social, saúde, educação, Ministério Público e forças de segurança.

Ela também destacou os desafios enfrentados diariamente pela equipe, principalmente diante da alta demanda de atendimentos e da necessidade constante de fortalecimento da rede de apoio psicológico e social às vítimas e famílias.

Ao longo da entrevista, foi reforçada a importância da denúncia e da participação da sociedade no combate à violência infantil.

“A denúncia pode salvar uma vida. O silêncio protege o agressor”, destacou a conselheira durante a entrevista.

O encerramento da participação reforçou que o Maio Laranja termina no calendário, mas a proteção das crianças e adolescentes deve continuar diariamente através da conscientização, denúncias e fortalecimento da rede de proteção.

A entrevista repercutiu entre os ouvintes e trouxe orientações importantes para famílias, educadores e toda a comunidade regional sobre prevenção, acolhimento e combate à violência contra crianças e adolescentes.

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