O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um inquérito civil para investigar a erosão que atinge a Estrada do Pantanal, em Coxim, e o carreamento de sedimentos para o Rio Taquari. A apuração busca identificar responsáveis e exigir obras de engenharia capazes de restabelecer a segurança da via e proteger o curso d’água.
O procedimento, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça, registra que falhas na drenagem favoreceram a formação de sulcos e ravinas na estrada. O problema estaria contribuindo para o assoreamento do Taquari e afetando áreas de preservação permanente ao longo do rio.
As análises incluem vistorias, despachos e decisões emitidas ao longo de 2025, o que demonstra acompanhamento contínuo do caso. Os documentos reforçam a urgência de intervenções que evitem novos danos e reduzam riscos aos motoristas.
O Ministério Público determinou que responsáveis pela execução e manutenção da estrada apresentem planos e cronogramas de correção. Entre as medidas cobradas estão obras de drenagem, como sarjetas, bueiros e caixas coletoras, além do reforço dos taludes e da recomposição dos dispositivos de escoamento das águas da chuva.
O órgão também prevê ações de recuperação ambiental nas margens e na faixa de domínio da via, para conter a erosão e reduzir o volume de material que chega ao rio.
Nos próximos passos, a Promotoria deve continuar monitorando o cumprimento das medidas e pode convocar reuniões técnicas com gestores e equipes responsáveis. O objetivo é garantir soluções efetivas que preservem o Taquari, recuperem a funcionalidade da estrada e assegurem condições de circulação aos usuários.







