Campo Grande, 5 de junho de 2026

Piscicultura de Mato Grosso do Sul deve alcançar 50 mil toneladas de produção em 2025

A produção de peixes em Mato Grosso do Sul deve atingir 50 mil toneladas em 2025, segundo estimativa apresentada durante o 1º Dia de Campo de Peixes Nativos, realizado nesta sexta-feira (7), no Projeto Pacu, em Terenos. O evento reuniu produtores, técnicos e representantes de instituições públicas e privadas ligadas ao setor aquícola.

Atualmente, o estado conta com 3.324 hectares de piscicultura, distribuídos em 10.305 viveiros e 2.456 tanques-rede. Os principais polos produtores estão em Terenos, Mundo Novo, Paranaíba e Aparecida do Taboado.

O encontro teve como foco a troca de conhecimentos técnicos sobre o cultivo de espécies nativas e a discussão de mecanismos de incentivo fiscal e infraestrutura voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva. O evento foi promovido pela Agraer e pelo Senar-MS, com apoio da Semadesc, do Ministério da Pesca e Aquicultura e da Superintendência Federal de Agricultura (SFA/MS).

De acordo com a gestora do Programa Peixe Vida, Cinthia Baur, o aumento da produção está relacionado às mudanças implementadas em 2024, que incluem isenções e créditos fiscais para piscicultores cadastrados. O programa prevê isenção de ICMS em operações internas com peixes frescos ou congelados e crédito fiscal de 5% nas interestaduais, reduzindo a carga tributária para cerca de 1%.

Os incentivos também se aplicam a produtores que comercializam diretamente com microempreendedores individuais e empresas do Simples Nacional. O subprograma Peixe Vida integra o Plano Estadual de Desenvolvimento da Piscicultura (Propeixe), voltado à formalização e competitividade do setor.

Durante o evento, produtores destacaram a importância de melhorias na infraestrutura rural, como pavimentação de estradas vicinais, e o papel dos incentivos fiscais para viabilizar a comercialização com outros estados, especialmente São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O Dia de Campo contou ainda com estações práticas de manejo, nas quais os participantes puderam acompanhar diferentes etapas do cultivo de peixes nativos, trocar experiências e discutir desafios técnicos e ambientais da atividade.

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