O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto, conhecido como Papy (PSDB), acumula um débito de R$ 8.258,61 referente ao IPTU de um imóvel de alto padrão localizado no bairro Miguel Couto. O valor corresponde ao imposto lançado no exercício de 2025, que não foi quitado dentro do prazo.
No ano anterior, a cobrança do tributo somou R$ 6.939,34. Mesmo diante da possibilidade de parcelamento oferecida pela Prefeitura, o pagamento não foi realizado, o que levou a inscrição do débito na dívida ativa do município. Com a incidência de juros, que ultrapassam R$ 950, o montante atual supera a marca de R$ 8 mil.
De acordo com as regras municipais, contribuintes com débitos inscritos podem buscar a renegociação para evitar medidas judiciais. Caso a cobrança avance para a esfera judicial, há risco de bloqueio de contas bancárias e até penhora de bens.
Imóvel adquirido com passivo elevado
O imóvel em questão foi comprado em 2021 pelo parlamentar e sua esposa pelo valor de R$ 720 mil, marcando a mudança da família da Vila Jacy para uma área considerada nobre da Capital. Na negociação, Papy assumiu também pendências de IPTU deixadas pelo antigo proprietário.
Em 2025, a Prefeitura recalculou o débito acumulado do imposto, que chegou ao valor de R$ 99 mil. O município ingressou com pedido judicial para garantir a cobrança, e a Justiça reconheceu que a responsabilidade pelo pagamento caberia ao atual proprietário do imóvel.
Embora tenha havido a informação de um possível acordo firmado anteriormente pelo antigo dono, não há confirmação de quitação. Diante disso, a Prefeitura manteve a cobrança ativa, constando como débito com vencimento previsto para o dia 17 deste mês.
A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara para esclarecimentos sobre a situação fiscal junto ao município, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.







