A Santa Casa de Paranaíba ingressou com uma ação judicial para cobrar cerca de R$ 2 milhões que, segundo a entidade, teriam sido retidos indevidamente pela Prefeitura. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual o prefeito reeleito Maycol Henrique Queiroz Andrade (PSDB) afirma que o hospital não possui documentos que comprovem a dívida.
O hospital, por meio de nota assinada pelo diretor Jair Alves de Souza, rebateu a declaração do prefeito e confirmou a ação judicial. A Santa Casa alega que tentou resolver a situação administrativamente, mas não obteve resposta do município.
De acordo com a instituição, os valores em questão são recursos federais enviados pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), destinados ao custeio de serviços de média e alta complexidade do SUS. A Prefeitura, nesse caso, atua apenas como intermediária e deveria repassar integralmente os valores ao hospital.
Segundo Jair, documentos oficiais comprovam dois repasses federais ao Fundo Municipal de Saúde de Paranaíba: R$ 900 mil, em novembro de 2018, e R$ 500 mil, em abril de 2020 — totalizando R$ 1,4 milhão. A Santa Casa afirma que esses valores nunca foram repassados e ficaram retidos além do prazo máximo de cinco dias úteis previsto pela portaria federal.
A nota também contesta outra declaração do prefeito, que afirmou que o município repassa R$ 2,3 milhões ao hospital. O diretor esclarece que o repasse mensal real é de R$ 2.214.272,88, provenientes da União, do governo do Estado e da Prefeitura. Deste total, o município contribui com R$ 676.750,00 por mês, e não com o valor mencionado por Maycol.
As operações que teriam gerado a dívida ocorreram entre 2018 e 2020, ainda na gestão do ex-prefeito Ronaldo José Severino de Lima (PSDB).
A reportagem que originou a troca de declarações informa que tentou contato com o prefeito e com a direção do hospital, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria. Caso haja manifestação, o conteúdo deverá ser atualizado.







