Campo Grande, 4 de junho de 2026

Senado em MS: disputa acirrada, favoritismo indefinido e risco de “zebra” marcam corrida para 2026

Campo Grande (MS) — A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul já se consolida como uma das mais imprevisíveis do país. Levantamentos recentes indicam equilíbrio entre os principais pré-candidatos, forte fragmentação partidária e um cenário aberto que pode favorecer surpresas até o pleito de 2026.

Liderança embolada e empate técnico

Os números mais recentes colocam três nomes à frente, separados por poucos pontos percentuais:

  • Reinaldo Azambuja (PL) — cerca de 19%
  • Capitão Contar (PL) — aproximadamente 17%
  • Nelsinho Trad (PSD) — em torno de 15%

Dentro da margem de erro, o cenário é de empate técnico, sem um favorito consolidado. O fato de o eleitor poder votar em dois candidatos amplia ainda mais a imprevisibilidade do resultado.

Segundo pelotão competitivo

Outros nomes aparecem com menor intenção de voto, mas com potencial de crescimento ao longo da campanha:

  • Soraya Thronicke (Podemos)
  • Vander Loubet (PT)
  • Marcos Pollon (PL)
  • Gianni Nogueira (PL)

Analistas apontam que esse grupo pode ganhar protagonismo caso haja mudanças no cenário nacional ou rearranjos de alianças estaduais.

PL concentra forças e pode redefinir eleição

O Partido Liberal (PL) surge como protagonista ao reunir vários pré-candidatos competitivos. No entanto, a multiplicidade de nomes pode gerar divisão de votos, obrigando o partido a definir uma estratégia unificada.

A decisão interna da legenda tende a ser determinante para o rumo da eleição em MS.

Tendências e fatores decisivos

  • Predominância de candidatos ligados à centro-direita
  • Eleição com dois votos por eleitor, favorecendo dobradinhas
  • Índice elevado de indecisos, podendo ultrapassar 15%
  • Forte influência de lideranças nacionais e do cenário presidencial

Com o quadro indefinido, cresce a possibilidade de uma “zebra” eleitoral — quando um candidato fora do grupo principal avança rapidamente e conquista uma das vagas.

Zebra no radar

Nomes como Soraya Thronicke e Vander Loubet são citados como possíveis surpresas, especialmente se conseguirem consolidar apoios estratégicos e ampliar presença junto ao eleitorado.

Análise — cenário aberto até 2026

A disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul entra em fase decisiva nos bastidores, mas ainda longe de uma definição clara. Com equilíbrio entre os principais nomes e um eleitorado volátil, o pleito promete ser marcado por reviravoltas.

Na prática, a eleição está em aberto — e qualquer movimento político relevante pode mudar completamente o jogo.

Reportagem exclusiva — Folha do Estado Brasil

Leia também!