Campo Grande (MS) — A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul já se consolida como uma das mais imprevisíveis do país. Levantamentos recentes indicam equilíbrio entre os principais pré-candidatos, forte fragmentação partidária e um cenário aberto que pode favorecer surpresas até o pleito de 2026.
Liderança embolada e empate técnico
Os números mais recentes colocam três nomes à frente, separados por poucos pontos percentuais:
- Reinaldo Azambuja (PL) — cerca de 19%
- Capitão Contar (PL) — aproximadamente 17%
- Nelsinho Trad (PSD) — em torno de 15%
Dentro da margem de erro, o cenário é de empate técnico, sem um favorito consolidado. O fato de o eleitor poder votar em dois candidatos amplia ainda mais a imprevisibilidade do resultado.
Segundo pelotão competitivo
Outros nomes aparecem com menor intenção de voto, mas com potencial de crescimento ao longo da campanha:
- Soraya Thronicke (Podemos)
- Vander Loubet (PT)
- Marcos Pollon (PL)
- Gianni Nogueira (PL)
Analistas apontam que esse grupo pode ganhar protagonismo caso haja mudanças no cenário nacional ou rearranjos de alianças estaduais.
PL concentra forças e pode redefinir eleição
O Partido Liberal (PL) surge como protagonista ao reunir vários pré-candidatos competitivos. No entanto, a multiplicidade de nomes pode gerar divisão de votos, obrigando o partido a definir uma estratégia unificada.
A decisão interna da legenda tende a ser determinante para o rumo da eleição em MS.
Tendências e fatores decisivos
- Predominância de candidatos ligados à centro-direita
- Eleição com dois votos por eleitor, favorecendo dobradinhas
- Índice elevado de indecisos, podendo ultrapassar 15%
- Forte influência de lideranças nacionais e do cenário presidencial
Com o quadro indefinido, cresce a possibilidade de uma “zebra” eleitoral — quando um candidato fora do grupo principal avança rapidamente e conquista uma das vagas.
Zebra no radar
Nomes como Soraya Thronicke e Vander Loubet são citados como possíveis surpresas, especialmente se conseguirem consolidar apoios estratégicos e ampliar presença junto ao eleitorado.
Análise — cenário aberto até 2026
A disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul entra em fase decisiva nos bastidores, mas ainda longe de uma definição clara. Com equilíbrio entre os principais nomes e um eleitorado volátil, o pleito promete ser marcado por reviravoltas.
Na prática, a eleição está em aberto — e qualquer movimento político relevante pode mudar completamente o jogo.
Reportagem exclusiva — Folha do Estado Brasil







