A sessão extraordinária da Câmara Municipal de Ivinhema, que votaria projetos do Executivo, foi adiada nesta quinta-feira (22) a pedido da prefeitura. A principal proposta da pauta tratava da revisão dos subsídios do prefeito, da vice-prefeita, de secretários municipais e do chefe de gabinete. Até o momento, não há informação oficial sobre nova data para a votação.
A convocação havia sido feita pelo prefeito Juliano Ferro, com base na Lei Orgânica do Município. A sessão estava marcada para as 18h, no plenário da Câmara, com transmissão ao vivo pelas redes oficiais. O cancelamento foi comunicado pela assessoria do Legislativo horas antes do início.
Segundo a Câmara, o pedido partiu exclusivamente do Poder Executivo. A Casa informou que apenas acatou a solicitação encaminhada pela prefeitura. O Legislativo afirmou não ter detalhes sobre os motivos da decisão nem sobre eventual reapresentação dos projetos.
Entre os cinco projetos previstos, estava o que propunha a revisão geral anual acumulada dos subsídios. O texto previa correção de 34,06% para prefeito e vice-prefeita, referente ao período de dezembro de 2020 a dezembro de 2025. Para secretários e chefe de gabinete, o índice seria de 24,40%, com base no IPCA.
Em declaração, o prefeito afirmou que a proposta não se trata de aumento salarial. “Na verdade, isso aí não é um aumento, é o reajuste que foi dado para todos os funcionários e não foi aplicado ao prefeito, vice e secretários nos últimos anos”, disse. Segundo ele, o objetivo seria regularizar valores acumulados dentro dos limites legais.
“Nós trouxemos uma economia durante esses quatro anos que nós trabalhamos com salário defasado, sem o reajuste. Agora estamos regularizando”, disse.
Além do reajuste, a pauta incluía projetos sobre crédito adicional no orçamento, repasse de R$ 500 mil ao Ivinhema Futebol Clube, contratação de financiamento junto ao BNDES para obras em educação e saúde, e auxílio financeiro para evento religioso. Com o adiamento, todas as matérias seguem sem deliberação.







