Campo Grande, 6 de agosto de 2026

Maio Laranja, voltada ao combate de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

A entrevista foi ao ar às 7h30 da manhã e recebeu a conselheira tutelar Osana Barbosa, que atua há 14 anos na proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes no município. Durante a conversa, foram abordados temas relacionados às denúncias, acolhimento das vítimas, sinais de violência, atuação do Conselho Tutelar e os desafios enfrentados diariamente no combate aos casos de abuso e exploração infantil. Logo na abertura da entrevista, foi reforçada a importância da conscientização e da participação da sociedade na proteção das crianças e adolescentes. Segundo Osana Barbosa, muitas pessoas ainda têm medo de denunciar por receio de se envolver, porém destacou que as denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima através do Disque 100, Polícia Militar pelo 190, Conselho Tutelar e também diretamente na Delegacia de Polícia. A conselheira explicou que, na maioria das situações atendidas, os casos de abuso acontecem dentro do próprio círculo de convivência da criança, muitas vezes envolvendo pessoas próximas da família ou de confiança da vítima. Outro ponto importante abordado durante a entrevista foi a dificuldade que muitas crianças têm em relatar claramente os abusos sofridos. Segundo Osana, mudanças de comportamento, isolamento, medo excessivo, tristeza constante, agressividade e alterações emocionais costumam servir de alerta para que familiares, professores e profissionais da rede de proteção fiquem atentos. A entrevista também destacou os riscos envolvendo internet e redes sociais. A conselheira alertou sobre situações de aliciamento virtual, exposição indevida, conversas com desconhecidos e exploração de crianças e adolescentes através do ambiente digital, situações que têm preocupado cada vez mais os órgãos de proteção. Durante a participação ao vivo, Osana Barbosa esclareceu ainda que o Conselho Tutelar possui papel fundamental no acolhimento, encaminhamento e proteção das vítimas, atuando em conjunto com a rede de assistência social, saúde, educação, Ministério Público e forças de segurança. Ela também destacou os desafios enfrentados diariamente pela equipe, principalmente diante da alta demanda de atendimentos e da necessidade constante de fortalecimento da rede de apoio psicológico e social às vítimas e famílias. Ao longo da entrevista, foi reforçada a importância da denúncia e da participação da sociedade no combate à violência infantil. “A denúncia pode salvar uma vida. O silêncio protege o agressor”, destacou a conselheira durante a entrevista. O encerramento da participação reforçou que o Maio Laranja termina no calendário, mas a proteção das crianças e adolescentes deve continuar diariamente através da conscientização, denúncias e fortalecimento da rede de proteção. A entrevista repercutiu entre os ouvintes e trouxe orientações importantes para famílias, educadores e toda a comunidade regional sobre prevenção, acolhimento e combate à violência contra crianças e adolescentes.

Auxílio moradia ampara mulheres vítimas de violência

Mulheres em situação de violência doméstica receberam apoio financeiro e acompanhamento social nesta sexta-feira (29), em Campo Grande. Por meio da assinatura de contratos de um programa habitacional municipal, as beneficiárias terão direito a um auxílio mensal de R$ 500 para o custeio de moradia. Ao todo, foram entregues 19 contratos durante um evento voltado ao acolhimento e à reestruturação familiar. O benefício tem duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação após avaliação técnica, até que as participantes alcancem a autonomia financeira e a estabilidade habitacional. O recurso deve ser destinado ao pagamento de aluguel e despesas básicas. Durante o evento, a prefeita Adriane Lopes destacou a importância de políticas públicas com olhar sensível e atendimento humanizado às mulheres em situação de vulnerabilidade. “A mulher vítima de violência precisa de um olhar diferenciado do poder público. É isso que estamos fazendo aqui: uma política pública real, que acolhe e ajuda a reconstruir vidas com dignidade e segurança”, afirmou. Alívio e recomeçoPara as participantes, o sentimento com a assinatura dos contratos foi de alívio. Desempregada e mãe de três filhos, S.A. relatou o impacto imediato que o valor terá no orçamento da casa. “Eu já tinha perdido a esperança, mas quando entraram em contato comigo fiquei muito feliz. Vai ajudar bastante, principalmente enquanto eu não conseguir um novo trabalho. Tenho três crianças e pago R$ 700 de aluguel, então esse auxílio vai cobrir mais da metade das despesas”, afirmou. A mesma realidade de superação é compartilhada por D.J., que voltou a estudar e conseguiu um emprego recentemente na área de serviços gerais. Com três filhos e o aluguel do mês atrasado, ela pontua que o dinheiro chega em um momento crucial de reorganização da rotina. “Esse auxílio vai fazer toda a diferença. Graças a Deus, as coisas estão começando a dar certo. Tenho três filhos, então esse valor também ajuda nas despesas com as crianças pra comprar uma roupa ou um tênis”, comemorou. Para o diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, o auxílio representa uma oportunidade de recomeço para o público. “São mulheres que, a partir de hoje, passam a contar com o apoio do poder público para reconduzir seus projetos com mais segurança e dignidade. Ao todo, estão sendo investidos mais de R$ 171 mil para que elas possam retomar seus sonhos”.  Atendimento integradoCriado por lei municipal, o programa prioriza mulheres que são chefes de família e se encontram em contextos de fragilidade social. Segundo os representantes das políticas públicas do município, o foco da iniciativa vai além do suporte financeiro momentâneo. Durante o período de vigência do benefício, todas as famílias assistidas receberão acompanhamento contínuo de equipes técnicas. O objetivo é oferecer suporte social e direcionamento para que as mulheres conquistem a independência financeira e saiam definitivamente do ciclo de violência.

Balanço mostra crescimento na receita de Campo Grande e vereadores cobram melhor aplicação de recursos

Autoria: Izaias Medeiros Nos quatro primeiros meses deste ano, a receita do Município de Campo Grande cresceu 4,32%, somando R$ 1,28 bilhão. No mesmo período do ano passado, o montante chegava a R$ 1,23 bilhão. Os dados foram apresentados em Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal, na manhã desta sexta-feira, dia 29, para que prefeitura preste contas de valores arrecadados e despesas realizadas. Os vereadores cobraram melhor aplicação dos recursos, para que os serviços cheguem, de fato, à população. Ainda, reforçaram resultados diante da reforma administrativas e medidas de contingenciamento. O vereador Otávio Trad, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, trouxe algumas preocupações que permanecem, em relação ao gasto com pessoal e os valores do IPTU. Ele lembrou que os contribuintes tiveram um reajuste considerável no tributo, mas ocorreu um aumento quase insignificante na arrecadação, diante do valor de 10% retirados do desconto e dos valores que subiram. Já em relação a gastos com pessoal, ele recordou sobre a reforma administrativa para gerar economia de R$ 200 milhões na gestão. “Percebemos decréscimo no limite prudencial, mas muito aquém de atingir o objetivo anteriormente fixado”. A receita com IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) somou R$ 367,1 milhões nos primeiros quatro meses deste ano, aumento de 0,34% em relação aos R$ 365,9 milhões em relação ao mesmo período do ano passado.  Já a arrecadação com ISS (Imposto sobre Serviço) somou R$ 239,1 milhões, resultando em aumento de 6,34%. Os dados foram apresentados pelo secretário municipal de Fazenda, Isaac José de Araujo, logo no começo da Audiência. A vereadora Luiza Ribeiro afirmou que todos os moradores estão reclamando dos serviços públicos. “Como a gente responde para as pessoas que sofrem com problema do tapa-buraco, da falta de pavimentação asfáltica, de limpeza urbana, de remédio na rede, que não tem vaga hospitalar? Ficamos sem explicação. Como está crescendo a receita, mas a sociedade não recebe o serviço na ponta?”, questionou. Ela também falou da questão do IPTU, lembrando que já ações judiciais questionando os valores. Questionou se a prefeitura pretende rever a decisão sobre o desconto. “Vemos pelos números que o contribuinte é correto, contribui mesmo com as críticas a essa gestão”. O vereador Ronilço Guerreiro reforçou a cobrança. “Concordo que receitas e despesas aumentaram, mas o brilho no olhar das pessoas diminuiu. As pessoas estão tristes porque o buraco não é tampado. Estão triste porque buscam atendimento e a fila continua enorme nos postos de saúde. Precisamos cuidar da cidade com zeladoria, a cidade está triste”, afirmou. Ele trouxe a preocupação com a entrega para a população. “Cadê na ponta o atendimento no posto de saúde? Aumentaram as despesas, mas cadê o tapa-buraco, cadê a zeladoria?. Fica meu apelo à efetividade do orçamento”, disse. Ele complementou ainda sobre a necessidade de mais orçamento para a área da cultura. O vereador Otávio Trad também alertou sobre os contratos com fornecedores atrasados, principalmente em relação à saúde e os riscos à gestão, questionando sobre os pagamentos que já foram efetuados e como está a situação atualmente. O secretário afirmou que não confere a informação de que as dívidas chegam a R$ 200 milhões, mas admitiu a existência de alguns atrasos. “Estamos fazendo cronograma junto a alguns fornecedores para esse saneamento”.   Servidores – O vereador Maicon Nogueira alertou que a cada R$ 100 que o Município arrecada a prefeita pode gastar no máximo R$ 54 com folha de pagamento, conforme o limite máximo. “Existe risco de não ter aumento para servidores”, afirmou. Ele questionou quais as carreiras comprometidas quando a prefeita passar o limite prudencial? Ele também criticou os gastos em saúde, que reduziram comparando com 2024, quando os investimentos chegaram a 36%. “Em 2026, está investindo apenas 22%. Por isso, quando chega no posto não tem dipirona, não tem servidor”, afirmou, ao questionar por que alguns contratos não estão sendo pagos, como de insumos e medicamentos. Ele cobrou informações sobre onde os cortes serão realizados. Os gastos com pessoal aumentaram 15% no primeiro quadrimestre deste ano em relação a 2025, enquanto o custeio teve avanço de 16,73%. Hoje, a prefeitura tem um comprometimento de 53,9% da receita corrente líquida com pessoal, ainda acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que é de 51,3%. No mesmo período do ano passado, este percentual estava em 52,99%. O secretário disse que as despesas vegetativas sobem normalmente. Ele citou que a folha de pagamento da educação representa cerca de 50% do total. “Então, qualquer reajuste impacta o total da folha”. Lembrou que em setembro houve 6,27% de aumento, em janeiro mais 2% e existe aumento do Governo Federal de 5,40% para os professores, enquanto o Fundeb teve decréscimo. “Se der esse aumento agora, a folha vai lá em cima de novo”. Os gastos com saúde estão em 22,8%, acima do limite constitucional que estabelece 15%. Na educação, os investimentos chegam a 19,25% dos valores do Tesouro, ainda abaixo do limite constitucional de 25%. Esse percentual, porém, deve ser alcançado com os repasses feitos no decorrer do ano. Repasses – Promover um debate sobre os recursos para Campo Grande foi a defesa do vereador Landmark, durante a Audiência. Ele alertou sobre o congelamento dos repasses de ICMS para Campo Grande. “Qual gestão que os técnicos e a prefeita têm feito com o governador?”, disse. Ele falou ainda da necessidade dos recursos do FIS (Fundo de Investimentos Sociais) e do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul), além da área da saúde diante da quantidade de pacientes do interior atendidos na Capital. A necessidade de verba para a habitação também foi reforçada pelo parlamentar. O repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) permaneceu inalterado em R$ 174 milhões comparando o primeiro quadrimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Já o repasse de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) teve acréscimo de 7,90%, somando R$ 176,6 milhões. Em relação à dívida consolidada, a prefeitura tem atualmente um comprometimento que alcança 14,88% da

Famosos que não acreditam em Deus e suas razões

A fé é uma escolha pessoal e a liberdade religiosa é algo que deve ser respeitada. Mas muitos ateus e agnósticos, incluindo celebridades, já coment… leia mais no Notícias ao Minuto Brasil aqui.

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Saúde realiza audiência pública para prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026

A Secretaria Municipal de Saúde realizará Audiência Pública para apresentação do 1º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2026. A prestação de contas acontecerá no dia 2º de junho de 2026, às 9 horas, na Câmara Municipal de Vereadores, em cumprimento às determinações legais aplicáveis ao Sistema Único de Saúde (SUS). Durante a audiência serão apresentados dados relacionados ao montante e às fontes dos recursos aplicados na saúde, auditorias realizadas ou em andamento, além da oferta e produção de serviços públicos prestados pela rede assistencial própria, contratada e conveniada do município. O documento também reúne indicadores, ações desenvolvidas e os resultados alcançados pela gestão municipal no período, permitindo o acompanhamento da execução das políticas públicas de saúde. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o RDQA é um importante instrumento de transparência, monitoramento e avaliação da gestão pública, fortalecendo o controle social e garantindo à população, aos parlamentares e aos órgãos de fiscalização o acesso às informações sobre os investimentos e serviços ofertados pelo SUS. A realização da audiência pública também reforça os princípios constitucionais da publicidade, transparência e participação popular previstos na Constituição Federal, além das diretrizes estabelecidas pelas Leis nº 8.080/1990 e nº 8.142/1990, que regulamentam o funcionamento e o controle social do Sistema Único de Saúde. A audiência será aberta ao público e representa um espaço de diálogo institucional e participação social sobre as ações desenvolvidas na saúde pública municipal.