O Dia Mundial da Alfabetização, celebrado em 8 de setembro, é uma data de grande relevância internacional. Criada em 1967 pela ONU e pela UNESCO, a iniciativa busca chamar a atenção para a importância da leitura e da escrita como ferramentas essenciais para o desenvolvimento social, econômico e cultural dos países.
A alfabetização vai além do ato de aprender a ler e escrever: ela é determinante para a capacidade de interpretar, refletir criticamente e transformar a realidade. Quanto menor o índice de alfabetização, mais limitadas são as oportunidades de crescimento de uma nação.
De acordo com dados da ONU, 85% da população mundial já é alfabetizada, mas ainda existem 800 milhões de adultos no mundo que não sabem ler, escrever ou contar. Além disso, aproximadamente 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais, incapazes de interpretar os textos que leem.
A lista dos países com maiores taxas de analfabetismo revela realidades preocupantes. No Sudão do Sul, por exemplo, 73% da população não sabe ler ou escrever. Outros países como Afeganistão, Níger, Mali, Chade, Etiópia e Haiti também apresentam índices superiores a 50%, evidenciando o enorme desafio global.
No Brasil, além do marco internacional de 8 de setembro, existe o Dia Nacional da Alfabetização, celebrado em 14 de novembro. A data foi instituída em 1930 pelo Ministério da Educação e Ciência, reforçando o compromisso do país no combate ao analfabetismo.
O objetivo dessas comemorações vai além da alfabetização inicial: trata-se de garantir que jovens e adultos tenham acesso à leitura crítica, à compreensão plena de textos e ao prazer pela leitura, elementos fundamentais para a cidadania e para o progresso social.







