É a maior alta do IPCA para um mês de fevereiro desde 2003, segundo o IBGE; aumento da energia elétrica residencial exerceu impacto de 0,56 ponto percentual no índice
A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 1,31% em fevereiro, após registrar 0,16% no mês anterior. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esta é a maior alta para um mês de fevereiro em 22 anos — em 2003, havia ficado em 1,57%. É também a maior taxa desde março de 2022 (1,62%).
A alta foi influenciada especialmente pelo aumento de 16,8% na energia elétrica residencial. Já o grupo habitação, com queda de 3,08% em janeiro, teve alta de 4,44% em fevereiro.
— Essa alta se deu em razão do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos em faturas no mês de janeiro. Com isso, o sub-item energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% em janeiro para uma alta de 16,8% em fevereiro — explica Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
A maior variação foi observada no grupo educação, com alta de 4,7%. Fernando explica que esse aumento se deu em razão dos reajustes nas mensalidades escolares praticados no início do ano letivo.
Alimentação e transportes têm desaceleração
O grupo alimentação e bebidas teve variação de 0,7%, o que representa desaceleração em relação ao mês de janeiro, quando ficou em 0,96%.
Entre as altas, destacam-se o ovo de (15,39%) e o café moído (10,77%).
No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-4,10%), o arroz (-1,61%) e o leite longa vida (-1,04%).
— O café, com problemas na safra, está em trajetória de alta desde janeiro de 2024. Já o aumento do ovo se justifica pela alta na exportação, após problemas relacionados à gripe aviária nos Estados Unidos, e, também, pela maior demanda devido à volta às aulas. Além disso, o calor prejudica a produção, reduzindo a oferta — esclarece Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.
O grupo transportes, com 0,61% de variação, também desacelerou em relação a janeiro, quando ficou em 1,3%.







