Após enfrentar o julgamento pela morte do filho Henry Borel, ela saiu da cadeia acompanhada do irmão e não conversou com a imprensa
Monique Medeiros deixou a penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (4), horas após receber o perdão judicial pela acusação na morte do filho Henry Borel. O alvará de soltura chegou à Secretaria de Polícia Penal nesta tarde. Ela saiu acompanhada do irmão e não conversou com a imprensa.
O julgamento do caso durou 11 dias e ouviu 22 testemunhas. Durante o júri popular, Monique teve a responsabilização pelo crime de homicídio intencional substituída por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).
Por decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, Monique foi sentenciada a uma pena de 1 e 4 meses somente pela condenação por omissão no crime de tortura contra o menino. Como já cumpriu esse tempo durante a prisão preventiva, ela acabou solta.
Já o ex-companheiro de Monique, o ex-vereador Jairinho, foi considerado culpado pela morte do enteado e recebeu uma condenação de 44 anos de prisão.
A defesa de Jairo e a assistência de acusação, que representa o pai de Henry, já anunciaram que pretendem anular o júri que perdoou Monique. O Ministério Público do Rio de Janeiro também irá recorrer da sentença aplicada à mãe de Henry.
Por outro lado, os advogados de Monique afirmaram que ela não praticou qualquer agressão contra a criança e que o maior erro dela foi “não conseguir perceber, a tempo, a violência que ela e seu filho sofriam”.







