O Dia Nacional de Conscientização e Divulgação da Fibrose Cística é celebrado em 5 de setembro e tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para uma das doenças genéticas mais comuns e graves, mas ainda pouco conhecida pela população.
A fibrose cística, também chamada de mucoviscidose, é uma condição hereditária que afeta principalmente os sistemas respiratório e digestivo. Ela provoca a produção de secreções espessas e pegajosas, que obstruem pulmões, pâncreas e outros órgãos, levando a infecções respiratórias frequentes e dificuldades na absorção de nutrientes.
O diagnóstico precoce é fundamental para garantir qualidade de vida ao paciente. No Brasil, a doença pode ser identificada por meio do teste do pezinho, realizado nos primeiros dias de vida do bebê. Quanto antes iniciado o tratamento — que inclui fisioterapia respiratória, medicamentos específicos e acompanhamento nutricional — maiores são as chances de controlar os sintomas e prolongar a expectativa de vida.
De acordo com entidades médicas e associações de apoio, cerca de 5 mil brasileiros vivem com fibrose cística, mas muitos casos ainda podem estar subnotificados. Por isso, a data busca também ampliar a divulgação de informações sobre a doença, combater o preconceito e fortalecer a rede de apoio aos pacientes e familiares.
“Falar sobre fibrose cística é dar visibilidade a milhares de pessoas que convivem com a doença. Informação salva vidas, porque permite diagnóstico precoce e tratamento adequado”, destaca a Associação Brasileira de Assistência à Mucoviscidose (ABRAM).
Neste 5 de setembro, profissionais de saúde, instituições e famílias se unem em campanhas educativas, palestras e eventos em todo o país, reforçando que a fibrose cística não tem cura, mas tem tratamento.







