Campo Grande, 26 de julho de 2026

A Traição do Ninho: Azambuja Tenta se Pintar de Verde e Amarelo, mas Esbarra na Coerência de Capitão Contar

Por Wander Lopes

O jogo político em Mato Grosso do Sul para 2026 já começou, e o cheiro de conveniência exala dos gabinetes. O protagonista dessa trama de “camaleonismo” é Reinaldo Azambuja. O ex-governador, que por anos ditou as regras no ninho tucano, parece ter decidido que as penas do PSDB já não servem mais para alçar voos maiores. Ao abandonar seus “tucaninhos” à própria sorte, Azambuja tenta uma manobra arriscada: infiltrar-se no bolsonarismo para garantir uma vaga ao Senado. Mas o tiro pode sair pela culatra.

O Abandono e a Conveniência

Para quem observa de fora, a movimentação de Azambuja rumo ao PL soa como um ato de ingratidão com a própria história. O PSDB de MS foi esculpido à imagem e semelhança de Reinaldo, mas, diante da polarização nacional, ele preferiu o pragmatismo à lealdade. O problema é que a direita sul-mato-grossense tem memória. Tentar se “converter” ao conservadorismo de última hora não apaga o histórico de um político que sempre jogou conforme a música do poder, independentemente da cor da bandeira.

A Muralha de Rejeição e o Fator Contar

Se Azambuja achou que o PL seria um porto seguro, encontrou um mar revolto. A resistência interna é real e crescente. Lideranças “raiz” do partido não aceitam a imposição de um nome que carrega o peso de velhas práticas políticas. Enquanto Reinaldo luta para baixar sua alta rejeição, o nome de Capitão Contar surge como a pedra no sapato do ex-governador.

Contar, que mantém sua base fiel e coerente, aparece nas pesquisas como a preferência natural do eleitor que não aceita “arranjos” de cúpula. Conforme reportado pelo Correio do Estado, o critério para a escolha no grupo de Bolsonaro será a pesquisa — e é justamente aí que o plano de Azambuja começa a ruir. O eleitorado busca identidade, não oportunidade.

O Crepúsculo do Cacique?

A tentativa de Reinaldo de se cacifar como o “candidato da direita” esbarra em um obstáculo intransponível: a falta de conexão com a base bolsonarista, que vê nele o símbolo da política tradicional que desejam extirpar. Articulações de bastidores sugerem que uma “dobradinha” pode isolar o ex-governador, favorecendo nomes como Marcos Pollon ou o próprio Capitão Contar, conforme as movimentações citadas pelo Investiga MS.

Reinaldo Azambuja pode ter abandonado o ninho, mas o céu que ele pretende voar está ocupado por quem nunca mudou de lado. Em 2026, a conta da “metamorfose” política deve chegar, e o preço pode ser o fim de uma hegemonia que o ex-governador acreditava ser eterna.

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