Por Redação – Folha do Estado Brasil
A disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado Federal promete ser uma das mais acirradas das últimas décadas. Com lideranças tradicionais, parlamentares em exercício e novas forças políticas no páreo, o cenário eleitoral começa a ganhar forma antes mesmo do início oficial da campanha.
Entre os nomes que despontam para a disputa estão o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), os senadores Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos), o deputado federal Vander Loubet (PT), além de lideranças como Marcos Pollon (PL), Gerson Claro (PP) e Gianni Nogueira (PL).
No entanto, um nome tem chamado atenção pela capacidade de mobilização do eleitorado conservador: o ex-deputado estadual Capitão Contar (PL). Após alcançar o segundo turno na eleição para o Governo do Estado em 2022, Contar manteve presença ativa na política estadual e passou a figurar entre os principais pré-candidatos ao Senado.
Nos últimos dias, o presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, confirmou oficialmente Capitão Contar como pré-candidato da legenda ao Senado por Mato Grosso do Sul, reforçando a estratégia do partido para a eleição deste ano.
Levantamentos divulgados por institutos de pesquisa também colocam Contar entre os primeiros colocados na disputa. Em diferentes cenários, ele aparece tecnicamente competitivo ao lado de Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad, demonstrando potencial de crescimento ao longo da campanha.
A força do “bolsonarismo raiz”
Nos bastidores da política sul-mato-grossense, analistas avaliam que Capitão Contar reúne características que o diferenciam dentro do campo da direita. Sua campanha ao Governo do Estado em 2022 consolidou uma identidade fortemente ligada ao eleitorado conservador e aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Embora diferentes lideranças disputem espaço dentro do PL e da direita estadual, Contar é frequentemente apontado por observadores políticos como um dos nomes de maior identificação com parte significativa do chamado “bolsonarismo raiz”. Essa percepção pode representar uma vantagem competitiva caso esse segmento do eleitorado permaneça mobilizado durante a campanha. Trata-se de uma análise política baseada no cenário eleitoral e não de uma afirmação comprovada por pesquisas específicas sobre esse grupo de eleitores.
Caso consiga converter esse apoio em votos, Capitão Contar poderá repetir o desempenho surpreendente registrado em 2022 e se consolidar como um dos principais favoritos a conquistar uma das cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado Federal.
Eleição será decidida nos detalhes
Especialistas avaliam que a disputa deverá ser definida pela capacidade de cada candidato ampliar seu eleitorado além de suas bases tradicionais. Segurança pública, agronegócio, desenvolvimento regional, infraestrutura, saúde e a relação entre Mato Grosso do Sul e o Governo Federal tendem a dominar o debate eleitoral.
Com duas vagas em disputa, a tendência é de uma campanha marcada por forte polarização e intensa movimentação partidária. Até a realização das convenções, alianças poderão ser revistas e novas candidaturas ainda podem surgir, mantendo o cenário completamente aberto.
Na avaliação da Folha do Estado Brasil, a eleição para o Senado será um dos principais termômetros da força política dos diferentes grupos ideológicos no Estado. Se conseguir manter o apoio do eleitorado conservador que o impulsionou em 2022 e ampliar sua penetração entre os indecisos, Capitão Contar reúne condições de protagonizar uma das principais surpresas das urnas em Mato Grosso do Sul.







