Campo Grande, 4 de junho de 2026

Desembargador que ‘agradou’ líder do PCC teve R$ 357 mil de salários e penduricalhos em 3 meses

Divoncir Schreiner Maran foi aposentado compulsoriamente, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço
O desembargador do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul Divoncir Schreiner Maran, aposentado compulsoriamente pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na última terça-feira (10), sob suspeita de receber propinas para conceder prisão domiciliar ao super traficante Gérson Palermo, o “Pigmeu” – chefão do PCC na região -, sem sequer conferir alegação da defesa sobre suposta enfermidade do acusado, recebeu R$ 357,3 mil líquidos no último trimestre, entre salários e “penduricalhos” liberados pela Corte.

O Estadão pediu manifestação do desembargador, via Tribunal de Justiça. O espaço está aberto.

Os conselheiros disciplinares do Judiciário decidiram, de forma unânime, aplicar ao desembargador a sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional – a aposentadoria compulsória.

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