No Dia do Árbitro Esportivo, comemorado nesta quinta-feira (11), a Rádio Jota FM recebeu o árbitro amador e professor Marcos Marques Sartori, conhecido como Marquinho, para uma conversa franca sobre os bastidores da profissão que, muitas vezes, é alvo de críticas e incompreensões.
Durante a entrevista, Marcos destacou que ser árbitro exige mais do que conhecimento das regras: é preciso paixão, resiliência e amor pelo esporte. “O árbitro tem duas mães, uma que fica em casa e outra que vai com ele pro campo, porque ninguém torce por ele, só a mãe”, brincou.
Ele explicou que a arbitragem não exige formação em Educação Física, mas sim cursos específicos oferecidos por federações e entidades esportivas. Também lembrou que o início no amadorismo é a grande escola, onde o árbitro aprende a lidar com pressões de jogadores e torcedores sem contar com estrutura ou segurança.
Marcos já atuou em campeonatos regionais e destacou que, mesmo em nível profissional, a arbitragem brasileira ainda enfrenta o desafio de não ser totalmente profissionalizada. “O árbitro do Brasileirão pode ganhar até 20 mil reais numa partida, mas não apita todo final de semana. E se for punido, fica sem renda. Por isso, todo árbitro precisa ter outra profissão”, afirmou.
A entrevista também abordou temas como a polêmica do VAR, as casas de apostas no futebol e o impacto social do esporte. Para Marcos, o futebol e o futsal são ferramentas de transformação de vidas, sobretudo para jovens que poderiam seguir outros caminhos.
Encerrando a participação, ele deixou um conselho a quem sonha em se tornar árbitro: “Tem que gostar de verdade. Você vai ser muito xingado, mas se for apaixonado pelo esporte, vale a pena”.







