Campo Grande, 6 de julho de 2026

‘Entrega de graça’: economistas veem prejuízo ao Brasil em plano de Flávio Bolsonaro para o etanol

Em documento enviado ao governo americano, senador defende acordo de ‘tarifa zero’ para o álcool e o açúcar

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) uma proposta de acordo de reciprocidade total — o chamado “zero-a-zero” — para as tarifas de importação de etanol e açúcar entre os dois países. O documento, protocolado na última quarta-feira (1º), faz parte de uma manifestação oficial em uma investigação comercial aberta por Washington.

No trecho referente ao acesso ao mercado de etanol, o parlamentar reconhece a existência de uma “assimetria tarifária” nas taxas atuais: o Brasil aplica uma tarifa de 18% sobre o etanol americano, enquanto os Estados Unidos tributam o produto brasileiro em 2,5%

A proposta, nos termos apresentados, coloca o produtor nacional em desvantagem competitiva. O doutor em economia Hugo Garbe afirma que o desenho do acordo sugerido pode resultar em perdas para o Brasil.

“A ideia de ‘zero a zero’ não é necessariamente ruim, mas, nas condições atuais, o Brasil corre o risco de conceder mais do que receber”, afirma.

Leia também!