O chamado escândalo do Banco Master se tornou uma das maiores crises financeiras e políticas do Brasil nos últimos anos. A investigação envolve suspeitas de fraudes bilionárias, corrupção, lavagem de dinheiro e conexões com autoridades políticas e do Judiciário, abalando a credibilidade de instituições financeiras e do sistema político.
No centro do caso está o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, que foi preso novamente em março de 2026 após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal e decisões do Supremo Tribunal Federal.
Como começou o escândalo
O caso ganhou força em novembro de 2025, quando o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master após descobrir irregularidades financeiras e suspeita de fraude bilionária.
Investigações apontaram que o rombo pode chegar a mais de R$ 12 bilhões, considerado por especialistas um dos maiores escândalos do sistema bancário brasileiro.
A operação da Polícia Federal, chamada “Compliance Zero”, passou a investigar uma possível organização criminosa ligada ao banco.
Suspeitas de corrupção e influência política
As apurações revelaram conexões entre o banqueiro e membros do poder público, incluindo políticos e autoridades do sistema financeiro.
Entre os pontos investigados estão:
- Suposta tentativa de suborno a dirigentes do Banco Central para obter tratamento favorável ao banco.
- Contatos com autoridades do Judiciário e políticos de alto escalão, o que levantou suspeitas de influência institucional.
- Investigações sobre eventos privados e festas com autoridades dos três Poderes patrocinadas pelo empresário.
O caso também gerou debates sobre possível conflito de interesses envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal, após revelações de contratos e contatos relacionados ao banco.
Núcleos da organização investigada
De acordo com a Polícia Federal, o esquema investigado foi dividido em quatro núcleos principais:
- Financeiro – responsável por estruturar fraudes no sistema bancário.
- Corrupção institucional – cooptação de servidores públicos e reguladores.
- Lavagem de dinheiro – ocultação de patrimônio por meio de empresas.
- Intimidação e obstrução de Justiça – vigilância e ameaças contra críticos e jornalistas.
Relatórios da investigação indicam inclusive a existência de uma estrutura privada de espionagem e intimidação contra pessoas consideradas adversárias do grupo.
Prisões e novas acusações
Em março de 2026, o STF autorizou uma nova prisão de Vorcaro após surgirem indícios de:
- corrupção
- lavagem de dinheiro
- invasão de sistemas informáticos
- ameaças contra jornalistas e críticos
Além disso, autoridades afirmam que o grupo tentou obter informações confidenciais de órgãos públicos e interferir em investigações.







