Campo Grande, 22 de junho de 2026

Exportação de carne de MS aos EUA cai 51,9% após tarifaço de Trump

As exportações de Mato Grosso do Sul somaram US$ 903,3 milhões em agosto deste ano, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). A celulose liderou a pauta, com US$ 219,1 milhões, seguida pela carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que alcançou US$ 173,3 milhões.

Do total exportado em carne, apenas US$ 7,6 milhões tiveram como destino os Estados Unidos, já impactados pela tarifa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump em 6 de agosto. No mês anterior, o valor embarcado havia sido de US$ 15,8 milhões, o que representa uma queda de 51,9%.

Na comparação anual, agosto de 2024 registrou US$ 103,4 milhões em vendas de carne bovina, contra US$ 173,3 milhões em agosto deste ano, crescimento de 67,5%. Para os EUA, no entanto, a redução foi de 45,8%, caindo de US$ 14 milhões para US$ 7,6 milhões.

Enquanto isso, a China reforçou sua posição como maior comprador da carne bovina sul-mato-grossense, com US$ 91 milhões adquiridos em agosto, além de US$ 132,6 milhões em soja e US$ 112,8 milhões em celulose. Chile e México também superaram os norte-americanos na lista de importadores do produto.

Para o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Frios, Carnes e Derivados de MS (Sicadems), Alberto Sérgio Capucci, a retração já era prevista diante da nova tarifa. “O número está bem baixo em relação ao mês passado. Hoje, as exportações se mantêm em bons níveis para outros países, mas para os Estados Unidos o volume é pouco expressivo. Isso é reflexo direto do tarifaço, já esperado pelo setor”, avaliou.

Segundo ele, parte das exportações de agosto pode ter sido embarcada antes do início da cobrança, em operações antecipadas pelo mercado.

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