Campo Grande, 4 de junho de 2026

FCO libera R$ 3,2 bilhões e amplia financiamento rural em MS

O Fundo Constitucional do Centro-Oeste aplicou R$ 3,240 bilhões em Mato Grosso do Sul em 2025. O volume é recorde e superou o valor inicialmente previsto para o Estado. A maior parte dos recursos foi direcionada ao setor rural.

Do total liberado, 75% foram destinados ao FCO Rural. A proporção ficou acima do padrão observado em anos anteriores. Historicamente, a divisão se aproximava de 60% para o rural e 40% para o empresarial.

O montante inicial repassado pela Sudeco foi de R$ 2,7 bilhões. Com o aumento da procura, o valor foi ampliado ao longo do ano. O total atingiu pouco mais de R$ 3,2 bilhões.

A maior parte dos recursos do FCO Rural beneficiou pequenos e médios produtores. Esse grupo concentrou 72% do volume aplicado na linha. Os demais 28% ficaram com médios e grandes produtores.

Os dados indicam prioridade no atendimento a empreendedores de menor porte. A política do fundo estabelece aplicação mínima de 50% em projetos de mini e pequenos produtores. Essa meta foi cumprida novamente em 2025.

Entre as finalidades mais financiadas estão a correção de solo e a recuperação de pastagens. Esses dois itens somaram mais de 30% dos recursos da linha rural. As ações estão associadas à melhoria da produtividade agrícola.

Outros investimentos relevantes incluíram aquisição de matrizes bovinas de corte. Também se destacaram projetos de irrigação. A compra de máquinas e implementos agrícolas completa o grupo de maiores demandas.

A fruticultura ganhou participação expressiva no volume financiado. A atividade respondeu por mais de 8% dos recursos aplicados. A construção de armazéns agrícolas também figurou entre as prioridades.

Os financiamentos do FCO Rural alcançaram todos os municípios do Estado. Paranaíba, Bataguassu, Dourados, Sidrolândia e Paraíso das Águas concentraram os maiores percentuais. A distribuição reforçou o caráter descentralizado do programa.

A Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural atuou no apoio técnico aos produtores. A Agraer auxiliou na elaboração de projetos de financiamento. A atuação teve foco nos pequenos produtores.

No FCO Empresarial, a maior parte dos recursos também foi destinada a mini e pequenos empresários. Esse grupo recebeu 52% do total liberado. Médios e grandes empresários ficaram com pouco mais de 10%.

A distribuição regional da linha empresarial foi mais concentrada. Campo Grande recebeu 40% dos recursos. Dourados respondeu por cerca de 13% do volume aplicado.

A principal finalidade do FCO Empresarial foi capital de giro. Também tiveram destaque a compra de equipamentos e construções. Reformas e aquisição de veículos completaram a lista.

Para 2026, a Sudeco fixou orçamento de R$ 3,1 bilhões para Mato Grosso do Sul. Os recursos serão divididos igualmente entre as linhas rural e empresarial. O valor representa aumento em relação ao início de 2025.

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