Campo Grande, 5 de junho de 2026

Legalidade da Taxa de Conservação Ambiental em Bonito é investigada pelo MP

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou procedimento administrativo para apurar a legalidade da Taxa de Conservação Ambiental em Bonito. A iniciativa partiu da 2ª Promotoria de Justiça do município. O foco é o acompanhamento da política pública relacionada à cobrança.

A apuração busca verificar a regularidade jurídica da taxa instituída pelo município. A Taxa de Conservação Ambiental foi criada por lei complementar municipal e regulamentada por decreto. O procedimento avalia a conformidade com normas constitucionais e legais.

O Ministério Público analisa aspectos tributários e ambientais da cobrança. Entre os pontos observados estão princípios constitucionais aplicáveis às taxas. A legalidade da exação será examinada de forma técnica e jurídica.

A instauração do procedimento teve origem em representação de moradores do município. Os munícipes levantaram dúvidas sobre possíveis ilegalidades na cobrança. As manifestações motivaram a abertura da investigação administrativa.

Os questionamentos envolvem a definição do fato gerador da taxa. Também são analisadas a atividade estatal que justificaria a cobrança e a base de cálculo adotada. A metodologia de custeio utilizada pelo município integra o escopo da apuração.

Como medida inicial, o Ministério Público expediu ofício ao prefeito de Bonito. O documento solicita esclarecimentos detalhados sobre a Taxa de Conservação Ambiental. O prazo para resposta é de 15 dias.

Entre as informações requisitadas está a descrição da atividade estatal que caracteriza o fato gerador. O órgão também pediu detalhamento sobre atos concretos de fiscalização ou serviços prestados. Esses elementos são essenciais para a análise jurídica.

O município deverá informar a metodologia de cálculo utilizada na taxa. Também será analisada a forma e a periodicidade da cobrança. O procedimento inclui a verificação dos serviços abrangidos pela exação.

O Ministério Público solicitou dados sobre mecanismos de transparência. A apuração envolve a arrecadação e a aplicação dos recursos obtidos com a taxa. O objetivo é verificar se há controle adequado sobre os valores.

O procedimento administrativo permite o acompanhamento contínuo da política pública. O MPMS poderá fiscalizar a execução e os fundamentos da cobrança. A análise será feita com base nas informações prestadas pelo município.

A apuração pode resultar na adoção de medidas extrajudiciais. Caso necessário, o Ministério Público também poderá recorrer ao Judiciário. As providências dependerão das conclusões do procedimento.

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